Como você, fiel leitor, deve ter notado, esta semana não foi publicada a tirinha da semana.
A correria do dia-a-dia exigiu que eu pensasse em uma forma de reorganizar a produção da tira para que ela continue regular e eu não precise fazê-la tão na “correria” como vem acontecendo nas últimas semanas (meses?).
Os únicos dias da semana que manteriam a regularidade viável eram segundas e sextas-feiras. Depois de uma consulta rápida aos leitores em nossos perfis do Facebook. A segunda-feira ganhou de forma arrasadora. Sendo assim, de agora em diante, a tirinha da semana será publicada sempre às segundas-feiras e não mais às quintas como vinha sendo feito (tentado?) desde o começo.
Agradeço a todos os leitores que se manifestaram na enquete e peço desculpas pela mudança abrupta, mas, como disse antes, necessária.
Bom fim de semana a todos. Nos vemos na segunda-feira com a tirinha da semana inédita. Até lá.
Por muito tempo, o autismo tem sido pesquisado, estudado e vem-se tentando entender a condição para tornar a vida da pessoa (paciente?) e de suas famílias mais confortável no sentido de relacionarem-se e da convivência social fora de casa também. Eu não tenho propriedade nem know how algum para falar sobre isso, porém, gostaria de trazer aqui duas notícias muito legais para aquelas pessoas que convivem com o autismo diariamente.
A primeira notícia é que foi lançado um periódico online gratuito para postagem de artigos sobre o autismo, é o IJOBAS (International Journal of Behavior Analysis & Autism Spectrum Disorders). A notícia saiu no site da FAPESP, que explica:
“Agência FAPESP – A pesquisa sobre o transtorno do espectro autista – uma disfunção global do desenvolvimento que afeta as capacidades de comunicação, socialização e comportamento de milhares de pessoas em todo o mundo – vem obtendo avanços nos últimos anos que apontam para a melhoria da avaliação e do tratamento do distúrbio comportamental.
Alguns dos resultados de estudos realizados nesse campo do conhecimento são publicados em diversas revistas científicas internacionais.
Nenhuma dessas publicações, no entanto, é direcionada especificamente à divulgação de resultados de pesquisas relacionadas à análise do comportamento para avaliação e tratamento do transtorno do espectro autista.”
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A outra notícia é sobre uma moça autista que durante anos, observou as pessoas em casa digitando no computador. Um dia, ela sentou-se na frente da máquina e escreveu DOR. Depois, digitou AJUDE-ME. Sendo que, meus amigos, ela NUNCA havia escrito NADA em sua vida, nem menos havia sido ensinada a escrever!!! Segundos depois, ela se afastou do computador e vomitou.
Esse fato foi um marco da vida da família toda que começou a incentivar a Carly a escrever. Se ela quisesse um sanduíche, tinha que digitar, se quisesse ver TV, também teria que digitar o que queria. E isso gerou uma história linda, Carly começou a ser capaz de exteriorizar tudo aquilo que estava preso dentro dela, começou a falar para o mundo o que a incomodava. Em suas próprias palavras, ela conta que o autismo a prendeu dentro de seu corpo.
Hoje em dia, Carly responde questionamentos de todo mundo online, através de suas contas no Twitter e no Facebook e, pasmem, com a juda de seu pai, ela escreveu um livro o Carly´s voice (A Voz de Carly) para elucidar as questões de convivência com o autismo. Parabéns à essa família iluminada!
Exposição ‘Pintou a Síndrome do Respeito’
by Camila Dias on 22 de março de 2013 at 8:09Na Exposição ‘Pintou a Síndrome do Respeito’, o visitante poderá se deliciar com obras de arte feitas por artistas com Síndrome de Down. Que maravilha, que coisa extraordinária, não acham? Quem estiver na cidade de São Paulo entre 21 de março e 21 de abril, tem um passeio super interessante para adicionar na lista de atrações.
Pintou a Síndrome do Respeito
21 de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down e nós, de A Vida com Logan, queremos parabenizar todas as pessoas que lutam diariamente pela inclusão das pessoas com deficiência na sociedade! Pessoas no mundo todo, ano após ano, vêm trabalhando com seriedade, e sem perder o foco, para mudar, em definitivo, o modo como a sociedade vê não apenas a pessoa com Síndrome de Down, mas todas as pessoas com deficiência e para que, no futuro, a palavra “inclusão” não precise ser reforçada todos os dias.
Muito Obrigado por lutarem!
Abaixo, confira o clip da música “Ser diferente é ser normal” que será apresentado hoje na sede da ONU em Nova York, por ocasião das comemorações pelo Dia Internacional da Síndrome de Down.
Falar sobre a Doença ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) não é nada fácil para mim. Minha tia, aquela tia que a gente considera nossa 2ª mãe, teve essa doença diagnosticada em meados de setembro de 2005 e faleceu em outubro de 2009. Foram quatro anos de altos e baixos, o corpo dela foi literalmente ficando paralisado porque a musculatura atrofia e não há volta, não há cura. A pessoa começa a não conseguir mais caminhar, não conseguir mais tomar banho sozinha ou comer até que não consegue mais nem engolir… e vai indo embora aos poucos. E o pior de tudo: a pessoa permanece lúcida até o final!
Felizmente, há casos em que o paciente vive mais tempo, há casos em que o paciente consegue estudar, trabalhar, enfim, contribuir com a sociedade. O paciente mais famoso que sofre de ELA é Stephen Hawking que tem 71 anos e foi diagnosticado quando tinha 21 anos. Os médicos declararam que ele teria apenas mais dois anos de vida. Mas Sir Stephen, um físico, tem desafiado a leis da medicina há 50 anos e vive bem na medida do possível, estudou, trabalha, escreve livros, pesquisa e mostra ao mundo que não é porque ele não se locomove sozinho e não fala que ele tem um atestado de invalidez escrito na testa. Não é só isso! O mocinho aí, casou e teve três filhos e já é avô também. É mole ou quer mais?
Já na área das artes gráficas e ilustrações Francis Tsai tem a mesma doença. Isso não o impede de produzir materiais que você já deve ter visto por aí, em histórias em quadrinhos ou games.
Detalhe: ele desenha com OS OLHOS! Sim, com os olhos, porque suas mãos foram as primeiras partes do corpo a serem paralisadas. Ele usa um computador especial para realizar seus trabalhos. Uma matéria no site da FOLHA explica como funciona.







