Inserção no mercado de trabalho para pessoas com Síndrome de Down é restrita

Está na Agência Brasil:
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/03/18/materia.2009-03-18.2230974836/view

Lisiane Wandscheer
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A inserção no mercado de trabalho para as pessoas com Síndrome de Down está muito aquém da desejada e esbarra no preconceito e na discriminação. A avaliação é da presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD), Cláudia Grabois.

Segundo ela, além de haver muito preconceito na contratação de pessoas com a deficiência, o problema é agravado pelo fato de boa parte dessas pessoas serem pobres e não terem tido acesso à educação.

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do trabalho, referentes a 2007, mostram que dos 37,6 milhões postos de trabalho apenas 348,8 mil (1%) são ocupados por pessoas com necessidades especiais, destes 2,4% têm deficiência intelectual. Sobre a situação específica da inserção das pessoas com Down no mercado de trabalho, não há estatísticas oficiais ou extra-oficiais.

A Lei nº 8.213 de 1991 obriga empresas com mais de cem funcionários a destinar entre 2% e 5% de suas vagas a pessoas com deficiência. A fiscalização é feita pelo Ministério do Trabalho, entretanto não há dados disponíveis sobre o cumprimento da lei. Sobre a situação específica das pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho não há estatísticas oficiais ou extra-oficiais. Para Claúdia Grabois, a lei ainda não está sendo integralmente cumprida. “A lei de cotas vai comemorar 18 anos em julho de 2009 e precisa ser cumprida. As pessoas com deficiência intelectual têm o direito de vivenciar o trabalho como outro cidadão”, afirma a presidente da federação.

Ela também destaca que a educação inclusiva vem sendo vista há poucos anos como uma regra, um direito inalienável e vê perspectivas melhores para o futuro.“A escolaridade para a pessoa com deficiência intelectual tende a aumentar agora, o que será um ganho”, avaliou.

A Associação Carpe Diem, organização não-governamental de São Paulo, trabalha na orientação profissional e encaminhamento de jovens e adultos com Síndrome de Down para cursos de formação. De acordo com a presidente, Glória Salles, as pessoas com deficiência intelectual, muitas vezes, não estão preparadas e, por isso, ficam à margem do mercado.

A entidade encaminha primeiramente o interessado à empresa para conhecer o trabalho. Após a contratação é feito o acompanhamento por uma tutora da entidade e outra que fica responsável dentro da empresa. “Nosso objetivo é fortalecer a pessoa com deficiência. O trabalho precisa ser adequado às aptidões”, afirma.

Mariana Amato, de 30 anos, tem Síndrome de Down e trabalha há quatro na biblioteca de uma instituição bancária em São Paulo. Satisfeita, ela faz atende ao público fazendo a entrega, o recebimento e a reserva de livros, além de organizar o malote que vem de todo o país.

Mariana conta que passou por várias escolas e só concluiu o ensino médio pelo programa Educação de Jovens e Adultos (EJA). Depois fez outros cursos que fortaleceram a sua formação.

Rodrigo Marinho trabalha na Câmara Federal. Quem passa pelos corredores e gabinetes do Congresso Nacional pode ter a chance de esbarrar nele desempenhando suas funções de assessor parlamentar. “Atendo ligações, pego o jornal do deputado. Conheço pessoas em todos os gabinetes. O trabalho aqui é muito bom”, disse.

Rodrigo, que já trabalhava antes, foi escolhido para o cargo em função de seu currículo. “Tive a oportunidade de aprender coisas que me levaram ao mercado de trabalho”, contou.

Cerca de 14,5% da população brasileira, 24,5 milhões de pessoas, apresenta algum tipo de deficiência física ou intelectual. Desse total, 10% apresentam limitações intelectuais, como é o caso da Síndrome de Down.


A tirinha da semana - 5

Embora esteja sendo publicada apenas agora, eu acredito que esta foi a primeira idéia que eu tive para uma tira no A Vida com Logan.

Foi imaginada no começo de uma certa fascinação do loirinho.

Chega de papo. Divirtam-se e tenham uma boa véspera de feriado.

E, antes que eu me esqueça, estejam aqui amanhã para ver uma pequena homenagem ao Dia do Trabalho.

Clique na imagem para ampliar

Clique na imagem para ampliar


Portadores de Síndrome de Down buscam inclusão e autonomia

Texto publicado no site: http://www.expressomt.com.br/noticia.asp?cod=22403&codDep=2

Em várias regiões do Brasil acontecem, ao longo do mês de março, comemorações e discussões alusivas aos 50 anos do descobrimento científico da síndrome de down.

Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa realizou nesta terça-feira (17/03) uma sessão especial pelo cinquentenário da descoberta da trissomia no cromossomo 21, como também é conhecida a alteração genética.

Convocada pelos deputados estaduais Alexandre Cesar (PT) e Sérgio Ricardo (PR), a sessão marcou a abertura de uma série de atividades que vai discutir a síndrome de down durante esta semana no Estado. Participaram do evento na AL representantes de segmentos da sociedade civil organizada como a Pestalozzi, Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae), Serviço Social da Indústria (SESI), Associação Mato-grossense de Deficientes (AMDE), Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa (Cridac), Associação Síndrome de Down de Mato Grosso (ASDMT), Instituto dos Cegos, entre outros.

O deputado Alexandre Cesar, que presidiu a sessão, ressaltou que é imprescindível ouvir as demandas de associações de deficientes físicos e mentais para que o Poder Legislativo possa buscar avanços. “Acreditamos que além de comemorar a descoberta científica da trissomia 21 estamos aqui nos engajando por acreditar que podemos superar as dificuldades buscando soluções conjuntas”, disse. O parlamentar comprometeu-se a pleitear com o secretário de Educação Ságuas Moraes a realização de um trabalho sincronizado entre as secretarias de Educação e de Saúde para inclusão dos deficientes e também a buscar no governo a promoção de novos concursos públicos para dotar as unidades de Reabilitação com equipes multidisciplinares. Esses pedidos foram feitos pela diretora geral do Cridac, Lúcia Maria Provenzano.

Conforme Lúcia, existem 109 unidades de reabilitação instaladas em 105 municípios de Mato Grosso.

“Para completar todas as cidades do Estado faltam 36 unidades. Até julho serão instaladas mais 18 e até dezembro outras 18 unidades serão abertas para completar. No entanto, vamos precisar de concurso público dotá-las de equipes multidisciplinares com fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros profissionais”, revelou. Quanto à necessidade de parceria entre as áreas da saúde e educação, ela enfatizou que não basta os pais levarem seus filhos para associações de deficientes, “eles devem também colocá-los no ensino regular”.

Lúcia Provenzano disse ter ficado muito feliz quando o presidente Lula incluiu a educação inclusiva na agenda social do governo federal em 2007. “Antigamente quando a criança nascia com síndrome de down os pais a escondiam da sociedade”, lembrou. O presidente da AMDE, Mário Lúcio Guimarães de Jesus, também se disse muito grato ao presidente da República por ter cumprido uma promessa feita ainda na década de 80.

“Ele prometeu que quando fosse presidente iria realizar a Conferência das Pessoas com Deficiência no Brasil e isso aconteceu. A importância disso para nós é que o governo do Estado passou a realizar a Conferência Estadual após a nossa espera de 20 anos. Só para se ter ideia, a Conferência de Saúde já está na 14ª edição e nós deficientes estamos na segunda. Agora nós, que éramos vistos como feios, que vivíamos escondidos, passamos a ser ouvidos, a ser vistos como cidadãos”, declarou Mário Lúcio.

Para a diretora presidente da ASDMT, Júlia Alves de Souza, é importante levar à sociedade o maior número possível de informações sobre a síndrome de down. “Só assim garantiremos inclusão com autonomia”, disse. Já o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e também representante da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Eron Carlos Alves Souza, considerou que a mudança de mentalidade quanto à trissomia 21 deve começar dentro da própria família, com a aceitação e inclusão dos portadores.

Na sessão especial também houve a entrega de três placas de homenagem em reconhecimento a atuação dos Conselhos Municipal e Estadual dos Direitos de Pessoas com Deficiência e da Associação Síndrome de Down de Mato Grosso (ASDMT).

Breve histórico

A síndrome de down é uma anomalia ocasionada pela presença de um par extra de cromossomo, o 21, nas células do organismo. A síndrome, também conhecida por trissomia 21, foi descoberta por Sir John Langdon Down em 1866, e a anomalia cromossômica foi descoberta pelo professor Jérôme Lejeune em 1959.

A anomalia cromossômica causa alteração e mau funcionamento de diversos órgãos. Ela afeta o cérebro e esta é a causa da falta de capacidade intelectual. Porém, a intensidade com que se manifestam estas alterações é altamente variável de uma pessoa para outra. A frequência da aparição da síndrome de down varia por volta de 1/1000 nascimentos vivos.

A aplicação de bons programas de saúde tem conseguido aumentar a expectativa de vida na casa dos 60 anos em média. Ao mesmo tempo a atenção psicoeducativa que se inicia a partir do nascimento, permite descobrir o desenrolar de múltiplas capacidades que as pessoas com síndrome de down possuem em áreas distintas da atividade humana.

Além de pesquisador, o professor Jérôme Lejeune foi um humanista e sempre defendeu o tratamento digno dos portadores da síndrome de down. Eis algumas de suas frases:
“Um único critério mede a qualidade de uma civilização: o respeito que ela prodiga aos mais fracos de seus membros. Uma sociedade que esquece disso está ameaçada de destruição. A civilização está, muito exatamente, no fornecer aos homens o que a natureza não lhes deu. Quando uma sociedade não admite os deserdados, ela dá as costas à civilização” (J. Lejeune).

“No princípio do ser há uma mensagem, essa mensagem contém a vida e essa mensagem é uma vida humana” (J. Lejeune).

Fonte: ExpressoMT/AL


AVISO IMPORTANTE

Por motivos alheios à nossa vontade e compreensão, o site de A Vida com Logan não é exibido de maneira correta no navegador Internet Explorer. Aos usuários deste programa, minhas sinceras desculpas.

Estamos trabalhando para solucionar o problema o mais rápido possível.


Mais um link que merece um clique

http://www.bengalalegal.com/sdown.php

O endereço acima leva a um artigo de autoria de Fabio Adiron publicado no site Bengala Legal (http://www.bengalalegal.com) criado por Marco Antonio de Queiroz.

O artigo fala especificamente de um momento relacionado ao portador de Síndrome de Down para o qual, por mais absurdo que possa parecer, eu ainda não havia atentado: como falar para o SD, e para as outras crianças que com ele convivem, sobre a sua condição?

O artigo merece uma leitura atenta e o site Bengala Legal merece uma visita bem demorada pelos motivos expostos pelo autor em sua página incial.


A tirinha da semana - 4

Foi nos acréscimos do segundo tempo, mas aí está a tirinha da semana. Agora que estou com uma tablet nova, não teremos mais atrasos.

Clique na imagem para ampliar

Clique na imagem para ampliar


Houve um probleminha…

falha01


Girassóis

O jardim tá ficando do jeito que eu queria.

O jardim tá ficando do jeito que eu queria.

Sempre gostei de girassóis. Não me pergunte o porquê. Deve ser um lado VanGogh adormecido nos cantos obscuros da minha mente (se algum dia eu aparecer sem uma orelha, saberemos o motivo). Enfim, gosto de girassóis e ponto.

Há muito tempo tenho uma vontade enorme de plantá-los mas, admito, não tenho nenhum dedo-verde (ou qualquer outra parte do corpo nessa cor). Sempre achei que eles ficariam muito bem na frente de casa.

Os parceiros no crime.

Os parceiros no crime.

Dito isso, há pouco mais de um mês, Logan, meu sobrinho Joaquim e sua boadrasta Camila (madrasta eu guardo para pessoas más) decidiram que era hora de fazer a vontade do pai-babão aqui e, como pode ser visto nas fotos deste post, enfeitaram a entrada de casa com uma boa quantidade de girassóis. Verdade seja dita, Logan contribuiu apenas com a parte loira do visual. O trabalho pesado ficou todo com Camila e Joca (que, aliás, é o responsável pela manutenção dos girassóis).

Agora, cá entre nós, o loirinho fica muito mais bonito cercado de flores amarelas.

Gosto muito do ângulo desta foto.

Gosto muito do ângulo desta foto.

O próximo passo é plantar um pé de Logan.

O próximo passo é plantar um pé de Logan.


Fatos e mitos: Saiba mais sobre a síndrome de Down

Apesar dos grandes avanços em relação ao estudo e compreensão da síndrome de Down, séculos de ignorância fomentaram uma série de conceitos equivocados sobr eo assunto.

Mesmo a presença de mais pessoas com Down em escolas, ambientes de trabalho e social, idéias antiquadas e desatualizadas sobre a condição ainda circulam entre o resto da população.

Eis aqui alguns dos mitos que ainda cercam as pessoas que nasceram com a trissomia 21, nome científco desta anomalia.

As crianças com Down são mais boazinhas que as outras.

Não é verdade. Muitas crianças com a síndrome são incentivadas a sorrir e a abraçar as pessoas de uma forma exagerada. Muitos indivíduos são mais simpáticos que outros mas muitos pais encorajam os filhos a se encaixar no estereótipo.

A maioria das crianças com síndrome de Down nasce de mulheres mais velhas.

Não é verdade. Apesar de as chances de gerar um bebê com Down serem maiores à medida em que a mulher envelhece, principalmente a partir dos 35 anos, cerca de 80% dos que nascem com a trissomia 21 são filhos de mulheres mais jovens. Isto seria explicado por uma combinação de fatores como o maior índice de natalidade das mulheres mais jovens e por elas não fazerem com tanta frequencia a amniocentese, exame que pode detectar a possibilidade de o bebê ter a trissomia 21.

A síndrome de Down é uma doença.

Não é verdade. As pessoas que nascem com a trissomia 21 não são doentes, nem vítimas e nem “sofrem” desta condição. O certo é dizer que a pessoa “nasceu” ou “tem” síndrome de Down.

As pessoas que nascem com a síndrome de Down morrem cedo.

Não. Cardiopatias congênitas não diagnosticadas no passado, e que afetam um em cada três bebês que nascem com Down, além de uma tendência à baixa imunidade e problemas respiratórios eram a principal causa da morte prematura das pessoas que nasciam com a trissomia 21. Hoje, graças à medicina moderna aliada a atenção dos pais, os portadores da síndrome têm uma expectativa média de vida de, pelo menos, 60 ou 70 anos.

Uma pessoa que nasce com Down é incapaz de andar, comer e se vestir sozinha?

Não. Apesar de muitas pessoas com síndrome de Down viverem sozinhas e levarem uma vida semi-independente, ainda há médicos que anunciam, assim, para os pais, a chegada de uma criança com Down.

Os portadores da Síndrome de Down podem ter relacionamentos?

Eles são perfeitamente capazes de formar todos os tipos de relacionamentos em suas vidas, seja de amizade, amor ou de antipatizar com alguém.

É verdade que a síndrome de Down é mais comum entre brancos?

Não, esta anomalia genética atinge igualmente a brancos, negros e asiáticos.

Homens e mulheres com síndrome de Down podem ter filhos?

Podem, sim. Há muitos registros de mulheres com Down que tiveram filhos e, nesse caso, as chances de terem filhos com trissomia 21 é de 35% a 50% maior. Há dois casos registrados de homens com Down que se tornaram pai. Mas as informações sobre a fertilidade deste grupo é muito desatualizada pois é baseada em pesquisas em instituições onde homens e mulheres com Down eram mantidos separados uns dos outros.

Todas as pessoas com síndrome de Down vão desenvolver o mal de Alzheimer?

Não. Apesar de muitos apresentarem sinais de demência a partir dos 40 anos, isso não é inevitável. Os estudos indicam que o índice de demência entre os que nascem com Down é o mesmo do que no resto da população mas acontece 20 ou 30 anos mais cedo.


A tirinha da semana - 3

Na verdade, não tem nenhuma grande história por trás dessa tira. :-))

Espero que curtam.

clique para ampliar

clique para ampliar