Passeio no parque - parte 1

O Parque do Horto

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Todo sábado ele faz tudo sempre igual; vê o parque e dispara a correr...

Certos programas acabam virando uma tradição.

Por morar na zona norte de São Paulo, tenho a comodidade de estar próximo a dois grandes parques: Horto e o da Juventude. Esse segundo eu particularmente não gosto. Já o primeiro, virou parada obrigatória sempre que Logan vem passar o final de semana em casa.

Aproveitando que meu cunhado, Cesco, havia recém-chegado de Porto Alegre para visitar a irmã, Camila, decidimos unir o útil ao agradável e zarpamos todos para o Parque do Horto.

Lá chegando, como é um moleque desocupado e adepto das tradições, Logan disparou a correr pela alameda principal (na foto lá em cima, Zezinho), como faz em todos os finais de semana que está conosco. Acho que é por isso que gosto tanto de ir até lá. Apesar de toda a movimentação, é um parque relativamente tranquilo, com um espaço absurdo pra ele disparar a correr. Logan chegou naquela fase em que tudo precisa de uma boa corrida e um parque com longas alamedas é a pedida ideal pra ele queimar muita energia.

Nesse momento, o espírito de um bom fotógrafio baixou em mim e fez essa imagem.

Nesse momento, o espírito de um bom fotógrafio baixou em mim e fez essa imagem.

Outra coisa que gosto muito no Parque do Horto é a possibilidade de se chegar perto dos lagos. Logan é absurdamente fascinado por água. Sério. Água e bolinhas coloridas. Ele enlouquece por qualquer uma das duas coisas. Um mundo ideal para ele seria algo como uma piscina cheia de água e bolinhas de plástico; por isso, a possibilidade de se aproximar tanto da água e dos patos, como mostrado na foto acima, é o máximo da felicidade pra ele. A parte chata é que, invariavelmente, chega uma hora em que precisamos ir embora ou continuar o passeio. Nessa hora, sempre rola um “pitizinho”: ele abaixa a cabeça e fica subindo e descendo alternadamente as perninhas. Logo logo vou poder ensiná-lo a tirar as calças e ficar pisando em cima, pro piti ficar completo.

Mas os passeios ao Horto são sempre ótimos. Para ele e para nós. Ele se esbalda com tanto espaço pra correr, subir, descer e gritar “oooolha!”. Joca (Joaquim, meu sobrinho), faz a festa na área do playground, apesar de nesse dia específico, ter optado por ciceronear o tio Cesco que nunca tinha vindo a São Paulo. Camila diz que sente as baterias recarregadas sempre que vai lá. Quanto a mim, fico feliz de ver todos eles se divertindo. E, da parte de Cesco… bom, ele tem que se sentir grato por eu não tê-lo empurrado no lago.

Três desocupados. Um banquinho. E muito espaço pra correr. Essa foi uma pausa pra recuperar o fôlego.

Três desocupados. Um banquinho. E muito espaço pra correr. Essa foi uma pausa pra recuperar o fôlego.

Quem não conhece, pensa que esses dois se conhecem a vida toda. Impressionante como se deram bem.

Quem não conhece, pensa que esses dois se conhecem a vida toda. Impressionante como se deram bem.

Na sexta-feira, vou postar aqui como foi o nosso passeio ao Parque do Ibirapuera (acreditam que foi a primeira vez que eu fui com o loirinho até lá?). E lembrem-se da programção do site:

Segundas e quartas-feiras: reportagens e artigos sobre síndrome de Down, pesquisas científicas e inclusão social;

Terças e sextas-feiras: as histórias do dia-a-dia de Logan;

Quintas-feiras: a tirinha da semana.

Sexta-feira tem mais história, pessoal. Até lá.

Sexta-feira tem mais história, pessoal. Até lá.


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