Passeio no parque - parte 2

O Parque do Ibirapuera

Um dos poucos lugares sem nenhuma muvuca no Ibira naquele dia.

Um dos poucos lugares sem nenhuma muvuca no Ibira naquele dia.

Ainda aproveitando a visita que meu cunhado fez a São Paulo, resolvemos levá-lo ao Parque do Ibirapuera – cá entre nós, uma opção muito mais interessante do que a famigerada Ponte Estaiada. Curiosamente, foi quando optamos por este passeio que me dei conta de que nunca havia levado Logan ao Ibira. Somos figurinhas carimbadas no Parque do Horto, mas o Ibirapuera é um verdadeiro lugar a ser desbravado (por mim, pelo menos). Acredito que Valéria, a mãe dele, por uma questão de proximidade, tenha levado-o até lá mais vezes; mas, confesso que, pelo que me cabe, tudo foi novidade nesse dia.

Estava um domingo bem ensolarado, típico do outono paulistano. Ótimo para um passeio no parque que, diga-se, estava lotado, principalmente de crianças, na área do playground.

Depois de conferir alguns brinquedos, Logan deparou-se com o seu fraco: aquelas estruturas em forma de trenzinho montadas com gigantescas manilhas usadas no sistema de águas e esgotos. É sempre a mesma coisa: Logan entra na manilha, senta no meio do caminho e começa a espalhar a terra e areia que por ventura esteja lá dentro (quando não tem, ele dá um jeito de levar). É claro que o ato de sentar no meio do brinquedo atrapalha a passagem das outras crianças mas – ei! alegria, alegria! – Logan já tem a solução.

Embora tenha uma preguiça absurda de falar em casa, ele entende tudo o que lhe é dito e, mais importante de tudo, sabe se virar muito bem quando não tem ninguém “à vista” para se expressar por ele. Foi o que aconteceu nesse dia. sentado no meio do trenzinho, ele travou a passagem das outras crianças. Uma menina de uns 5 ou 6 anos, ficou parada, esperando que ele lhe desse passagem. Ao percebê-la, Logan não se fez de rogado. Deu -lhe uns tapinhas no ombro e disse: “Ah, pacha… pacha.”

Um cara de pau completo.

Espalhando terra e dizendo "pacha, pacha"

Espalhando terra e dizendo "pacha, pacha"

Em casa ele não fala nem “bom dia”. Mas no parque… ah, no parque ele fala “pacha, pacha” sem nenhum problema. Humpf. É um moleque desocupado mesmo.

Falando em desocupados, Joca e Cesco também foram caçar o que fazer em uma das esculturas do parque, seguindo o belo exemplo de Logan, como vocês podem ver logo abaixo.

Esse cabe direitinho

Esse cabe direitinho

Esse fica meio apertado

Esse fica meio apertado

Já esse aqui, precisa caçar o que fazer.

Já esse aqui, precisa caçar o que fazer.

Antes de encerrar, um esclarecimento: na semana passada, em virtude de problemas maiores, este texto não foi publicado na sexta-feira. peço desculpas aos que estiveram por aqui atrás de uma nova “crônica”.


2 comments to Passeio no parque - parte 2

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