Extraído do site Entre Amigos, mais um fato que precisa ser amplamente divulgado.
Conhecer os direitos da pessoa com deficiência e colaborar para disseminá-los é o objetivo do Guia dos Direitos da Pessoa com Deficiência, lançado em São Paulo
Não somente reproduzir conceitos, mas ampliar o potencial disseminador dos direitos sociais das pessoas com deficiência. Este é o objetivo do Guia dos Direitos da Pessoa com Deficiência, lançado no dia 12 de maio de 2009, na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante seminário organizado pela Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE), Instituto Paradigma e Instituto do Legislativo Paulista.
Composto de revista e CD, o Guia é fruto de encontros regulares do Instituto Paradigma com familiares de pessoas com deficiência e lideranças comunitárias da periferia de São Paulo e região do ABC paulista, durante o curso para Multiplicadores dos Direitos da Pessoa com Deficiência, realizado em 2008.
Disponível para download no site do Instituto Paradigma (www.institutoparadigma.org.br) o Guia tem como meta principal organizar um processo de educação popular para levar ao maior número possível de pessoas as informações acerca dos direitos sociais das pessoas com deficiência. O conteúdo da revista aborda marcos legais das conquistas das pessoas com deficiência com textos de especialistas discorrendo desde a Declaração Geral dos Direitos Humanos e as Convenções da ONU (Organização das Nações Unidas) e da OEA (Organização dos Estados Americanos), o avanço da empregabilidade para pessoas com deficiência até a evolução da caracterização das deficiências.
Todo o plano de aula, com sugestões dinâmicas e atividades para multiplicar o curso originalmente ministrado pelo Instituto Paradigma, estão no CD. “A opção por um curso para multiplicadores, na linha de educação popular, deve-se ao fato de acreditarmos na força da mobilização das pessoas e no ensino a partir dos conhecimentos e vivências que cada indivíduo traz da sua história e da sua participação na vida comunitária”, finaliza Luiza Russo.
Sobre o Instituto Paradigma
O Instituto Paradigma é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) dedicada à inclusão social de pessoas com deficiência. Sua missão é promover a inclusão social de pessoas com deficiência, auxiliando organizações públicas e privadas na construção e gestão de projetos sustentáveis para ampliar o exercício da cidadania.
O vídeo faz parte de algum tipo de competição num desses programas “estilo Silvio Santos” lá do Japão. Se eu entendi direito, o negócio é deixar a criança pronta pra ir para a escola (café da manhã incluso) em menos de 5 minutos.
O mais assustador é você tomar consciência do quanto é demorado ver 5 minutos passarem e chegar a conclusão de que não é o tempo que é curto pra mandar as crias pra escola, nós é que somos enrolados mesmo.
Vejam só o que esta mulher e seu filho fazem em menos (isso mesmo, menos) de 5 minutos.
Essa semana está super-complicada pra manter as atualizações, mas pelo menos a tirinha está aqui.
Amanhã, colocarei um vídeo que o desocupado do Dudu Salesencontrou no ótimo blog Mãe com Filhosque pode ajudar a resolver um problema que atinge todas as famílias (tá bom, tá bom, não vai resolver nada, mas vai ser engraçado).
Projeto de inclusão de deficientes nas escolas não é o suficiente
Grasiela Cardoso
Vanessa Sayuri Nakasato
Enviadas especiais a Campos do Jordão *
Elaborar dezenas de projetos para incluir deficientes físicos nas escolas não basta. Antes de mais nada, é necessário possibilitar acessos em todo o complexo escolar. Essa foi a conclusão dos profissionais que debateram “Educar para quê?”, no encontro DNA Brasil – 50 Brasileiros Param para Pensar a Vocação do País, em Campos do Jordão, São Paulo, entre os dias 16 e 18 de setembro (2008).
Embora tenha aumentado o número de portadores de deficiência físicas nas escolas, segundo números do Ministério da Educação (MEC), a porcentagem é ínfima e o Brasil ainda é um país excludente.
O psicólogo italiano Contardo Calligaris, que estuda a exclusão social do Brasil, afirmou com exclusividade para o site Aprendiz que é impossível projetos de inclusão funcionarem quando a cidade onde o deficiente vive não o oferece acesso físico para que ele tenha uma vida normal.
No caso da educação, o resultado jamais será completo à criança especial. Ela poderá se sentir bem ao conviver com coleguinhas que a aceitam, mas se sentirá frustrada quando se deparar à realidade e começar a encontrar obstáculos à sua frente. “É como se a criança raciocinasse “eles não pensaram em mim” ao encontrar uma escadaria ou um simples degrau”, explica Calligaris.
Ele conta que nos Estados Unidos, onde morou nos últimos 10 anos, existe uma lei obrigando a instalação de rampas e elevadores em todos os lugares públicos e privados.
“Quando eu era professor na Universidade da Califórnia, em Berkeley, alguns alunos estrangeiros perguntavam se os americanos sofriam muitos acidentes. Eles comentavam admirados que nos Estados Unidos há muito deficiente físico. Não há mais nem menos que nos outros países. A diferença é que eles vão para as ruas, circulam, não ficam trancafiados em casa como no Brasil”, conta.
O psicólogo diz que o Brasil precisa aprender a aceitar e a conviver com portadores de necessidades especiais, principalmente nas escolas. Conforme Calligaris, é muito saudável para a criança crescer com as diferenças e trata-las de forma natural. “Quem exclui é tão excluído quanto a pessoa está sendo excluída, porque quem não convive com o outro se empobrece.”
Na opinião do educador e escritor Rubem Alves, é muita hipocrisia falar em inclusão de deficientes nas escolas.“As instituições educacionais são feitas em linhas de montagem. Muitas têm lindos projetos, belas idéias, mas são poucas as que adaptam seus ambientes. Não tem como tratar a inclusão de deficientes sem espaço físico para elas.”
O consenso de todos os debatedores do assunto é que as barreiras arquitetônicas são apenas o começo de um enorme problema. E para o processo inclusivo acontecer, é preciso que haja acessibilidade a todos.
O link para este texto foi encaminhado pelo meu bom amigo Eduardo “Dudu” Sales, do Papo de Gordo. Um texto duro e cru que mostra que ainda somos um país digno de pena e que a falta de acesso à educação e a informação como regra e não excessão produz absurdos como o relatado abaixo.
Apesar de saber que o relato mostra o pensamento de uma minoria insignificante, não é menos revoltante ver o precconceito manifestado em sua forma mais repugnante: contra crianças.
Neste caso, pelo menos, parece-nos que a razão venceu a ignorãncia. Porém, quantos casos semelhantes ou até piores não ocorrem neste Brasil imenso sem que ninguém saiba, sem que ningué lute pelo que é justo?
Infelizmente, por um problema no meu navegador, não consigo identificar o nome do blog que me parece ser de autoria de Mônica França. Mas segue aqui o link para o artigo em sua versão original.
Intolerância e Preconceito são reforçados por pais em Minas Gerais
A palavra absurdo, oriunda do adjetivo latino absurdus, que significa “desagradável ao ouvido”, e, por extensão, “incompreensível, absurdo”, vai além de uma exclamativa de contestação quando nos deparamos com situação semelhante a vivida pelos pais de um menino de Contagem, na Grande Belo Horizonte, portador de uma deficiência que afeta a comunicação e o desenvolvimento mental.
Um grupo de 20 mães da escola Polo Eustáquio Júnior Matosinhos, onde o garoto estuda, fez um abaixo-assinado e levou ao Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente do município e a Secretaria Municipal de Educação EXIGINDO MEDIDAS EFICAZES (grifo nosso) para o comportamento do portador de deficiência que, segundo elas, é agressivo com as demais crianças “normais”, pedindo-lhes, inclusive, o afastamento da escola. De acordo com a diretora da instituição, as mães ainda ameaçaram retirarem seus filhos do educandário, caso providências não fossem tomadas contra o menor deficiente. No entanto, a escola que acolhe outras quatro crianças portadoras de deficiências e adota medidas sócio-educativas de inclusão se posicionou de maneira contrária ao pedido dessas mães.
O desafeto e a intransigência das mulheres foram tomados como surpresa para os pais do menino deficiente que disseram estar muito tristes com a situação e acrescentaram que, ao contrário do que dizem, o filho é muito carinhoso e adora beijar e abraçar os colegas, e informam que até mesmo o desempenho mental dele vinha melhorando no convívio com os demais alunos.
O que mais impressiona e chama a atenção nesta situação é o preconceito (puramente causado pela ignorância do ser diferente) que partem de pessoas que, de fato, deveriam estimular seus filhos a respeitar as diferenças e deficiências alheias, através de ações que promovam a inclusão social e não afastá-los dessas vivências e rejeitar as pessoas que sofrem de determinados males, transformando crianças em adultos menos compreensivos e intolerantes.
É lamentável a situação e espero que o fato não venha a desencorajar outros pais que têm filhos deficientes e lutam pelo direito de serem tratados como iguais. Que seja mais um estímulo, tanto para os indivíduos quanto aos órgãos competentes, para ações que promovam e perpetuem a igualdade entre os homens.
E, melhor ainda: feriadão com Logan; começando na quarta-feira à noite.
Eu adoro quando ele passa períodos maiores aqui em casa. Só fico meio alucinado com os preparativos “pré-chegada” do Logan. Perguntas como: “tem gelatina?”, “iogurte?”, “precisa ir na feira?” e “o DVD do Cocoricó tá bem escondido?” precisam ser respondidas (principalmente a do DVD).
Fora isso, tem a, já também tradicional, farra da faxina. Para quem não sabe, a farra da faxina consite em pegar um sujeito enrolado (eu), armá-lo com baldes, desinfetantes, flanelas e aspirador de pó e cruzar os dedos para que depois da atuação deste elemento sem-noção ainda haja uma casa habitável.
Pra conseguir fazer isso, claro, acordei bem cedo. Aí, o esquema do dia fica mais ou menos assim: da madrugada até umas 16h00 cuido do meu trabalho normal e, depois disso, dou uma geral na casa. É tranquilo, mas fico insuportavelmente mal-humorado quando acordo cedo como hoje.
Se tivesse gravação do Papo de Gordohoje, até seria legal: eu já entrava com as ferraduras afiadas. Como não tem… coitado do pessoal do MSN. :-)
Mas, o importante é que serão 5 dias de Logan. E nada de ficar em casa. Tem muito programa de “grátis” na cidade (e vocês sabem como eu gosto de “grátis”). Então, na semana que vem, vamos, com certeza, ter mais uma pancada de histórias e fotinhos do loirinho alucinadinho.
E não esqueçam: quinta-feira tem feriado e também tem tirinha nova no site. Até lá.