Tem sido uma semana muito, mas muito corrida mesmo e, infelizmente estou devendo vários posts sobre as aventuras de Logan na exposição É Proibido Não Tocar no SESC Pinheiros e mais alguns artigos muitobons sobre a inclusão.
Prometo que até a próxima semana as atualizações voltam ao normal.
Enquanto isso, fiquem com a tirinha da semana. Os mais atentos perceberão uma leve mudança no desenho do Logan. :-))
Clique na imagem para ampliar
O CEPEC-SP (Centro de Estudos e Pesquisas ClÃnicas de São Paulo) mantém em sua página da internet um importante calendário de vacinações referentes aos portadores de sÃndrome de Down .
Acredito que todos os que têm algum parentesco com os portadores da sÃndrome estão bem orientados pelos seus médicos, mas nunca é demais saber que é possÃvel ter um acesso rápido a uma informação tão importante e tão básica.
Clique aqui e acesse a tabela (ou guarde-a nos seus favoritos para futura referência).
Amanhã, se tudo correr bem, voltamos com as crônicas de Logan. ;-)
Clique na imagem para ampliar
Hoje comemora-se o Dia do Amigo . Hoje, também, muitos blogs resolveram aderir à campanha de incentivo à doação de sangue iniciada com a Corrente do Bem do Monalisa de Pijamas .
Segue abaixo o belo texto da nossa amiga Eubalena .
Faça sua parte: participe, passe adiante e, mais importante: doe sangue.
http://monalisadepijamas.virgula.uol.com.br/cantinho-das-monas/a-corrente-do-bem-2
Todos nós somos elos. Elos que se unem para formar uma corrente chamada vida.
Como elos, somos responsáveis por manter esta corrente unida e, para isso, precisamos nos preocupar com os outros elos também.
Alguns elos, por acidente ou doença, vão precisar mais dos outros e os demais elos, conscientes de seu papel nesta corrente, os ajudam. Alguns porque são solidários, outros por egoÃsmo mesmo: ajudarei hoje para garantir que me ajudarão se eu precisar.
E perguntam alguns elos: mas como posso ajudar? Doando roupas? Doando comida?
Sim , doar é a palavra chave! E existe uma doação especial: A Doação de Sangue.
Doar sangue não dói, não nos oferece risco, não vai nos fazer falta. Doar sangue é algo que só vai ajudar.
Doe porque você é solidário! Doe porque você é egoÃsta! Mas doe!
Se não puder doar, espalhe a idéia e convide seus parentes e amigos para entrarem na Corrente SanguÃnea e serem também doadores.
Blogueiros, vamos divulgar e entrar com tudo na Corrente SanguÃnea!
20/07/2009 – vamos mostrar que somos amigos! Blogagem Coletiva: Eu estou na Corrente SanguÃnea!
Beijos
Euba
Dança e movimento são para todos.
Clique na imagem para ampliar
Opa! Onde é que você me trouxe, pai?
Muitas pessoas acham que eu exagero quando digo que sou uma anta, mas esta é a mais pura verdade: sou uma anta. É a única explicação que encontro para nunca, em 36 anos de vida, ter procurado, de verdade, ficar por dentro da programação das unidades do SESC em São Paulo. Mas isso vai mudar depois do último domingo.
Neste final de semana, por culpa das circunstâncias do ultimo sábado (um dia imprestável, com uma chuva insistente que estragou qualquer possbilidade de passeio), no domingo eu sabia que precisava dar um jeito de levar todo mundo pra fora de casa.
A idéia original era irmos até a casa de meu pai. Como o vô Dódi e a vó Tê resolveram curtir o domingão sozinhos na cidade de Arujá, precisei arrumar um plano B. Lembrei do SESC . Não sei porque, mas lembrei. Nunca frequentei as unidades (mesmo morando a poucas quadras de uma). Acessei o site e vi uma chamada para a exposição Proibido não Tocar , na unidade Pinheiros. Mostrei para Camila e concordamos que seria uma ótima idéia de passeio para um domingo preguiçoso.
Ao chegarmos lá, fomos direto para o quinto andar, achando que a referida exposição era por lá. Nâo era, claro. Mas tinha coisa melhor: atividades circenses . O lugar estava em polvorosa: crianças, jovens, instrutores, pernas-de-pau e tatames por tudo quanto é lado.
Logan saiu do elevador e foi enlouquecido diret0 para os tatames antes que eu pudesse pegá-lo (que gerou comentários de uma mãe próxima sobre o fato dele estar com o tênis ao entrar no tatame). Bem, não é a exposição, mas podemos ir vê-la depois. E lá ficamos, aproveitando um espaço incrÃvel, com poucos riscos de acidentes e até mesmo fazendo um pouco de fisioterapia com Logan, ensinando-o a dar cambalhotas.
Quanto à exposição? Bem, as senhas estavam esgotadas. Vamos tentar de novo neste final de semana. :-))
Tá. Como é que eu ensino ele a dar cambalhotas?
Assim, ó.
Depois é só deixar que o corpo faz tudo sozinho.
Ah tá! Assim, né?
Uia! Funciona mesmo!
Com um pouco de atraso mas ainda dentro do prazo. :-)
clique na imagem para ampliar
Reportagem publicada na Folha On Line , caderno EquilÃbrio, de 13/05/2009, que mostra como é perigoso forçar a infantilização daqueles que possuem algum tipo de deficiência intelectual.
Mais uma vez fica provado que não existe alguém que seja “uma criança eterna”.
Associação aborda sexualidade com deficientes intelectuais
Folha de S.Paulo
Flávia Mantovani
A costureira Vera Lúcia dos Reis, 46, levou um susto quando descobriu que seu filho Deleon de Oliveira, 22, tinha uma namorada -e mais ainda quando ele contou que tinha tido uma relação sexual . O jovem tem deficiência mental, e Vera diz que o via como “uma eterna criança”. “Nem imaginava que ele sabia o que era sexo”, afirma.
Foi quando ela pediu à Avape (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais) , onde ele é atendido, que o incluÃsse em um novo projeto: um grupo de sexualidade para deficientes intelectuais .
A psicóloga Denise Teixeira, coordenadora, usa dinâmicas, música e expressão corporal para abordar o tema entre os 18 participantes.
Leonardo Wen/Folha Imagem
Na Avape (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais), psicóloga usa bonecos e dinâmicas para discussão
Bonecos e materiais de silicone ajudam na abordagem de sistemas reprodutores, anticoncepcionais e doenças sexualmente transmissÃveis. “A abstração é algo complexo para eles. Eles precisam de coisas concretas, têm de pegar para aprender”, conta Teixeira, que descobriu que a maioria já tinha tido relação sexual, mas ninguém sabia colocar a camisinha.
O sexo na deficiência intelectual é um tema delicado. “Fisicamente, eles têm desenvolvimento normal. Têm as mesmas necessidades que nós”, diz. Uma pesquisa da Avape com 145 pais mostrou que 70% deles não orientam os filhos sobre o assunto. Sem informação, eles ficam vulneráveis a assédio e abuso. Alguns deles contaram experiências do tipo nas reuniões.
Também é trabalhada a afetividade. “Quando eles descobrem o prazer, passam a buscá-lo não importa como, com quem ou onde. Tentamos resgatar o respeito por eles e pelos outros.”
Uma vez por mês, há uma reunião com os pais. O conselho de Teixeira para quem tem um filho deficiente intelectual é que converse sobre o assunto. Se os pais não se sentirem à vontade, devem procurar um profissional que os auxilie. “O que não pode é negar o tema”, afirma.
Nós vÃdeos abaixo, está a reprodução da entrevista de Fernanda Honorato no Programa do Jô.
Bonita, articulada e com muita desenvoltura, Fernanda trabalha como repórter do Canal Brasil além de atuar no teatro e participar de competições de nado.
Ah, sim: Fernanda é portadora da sÃndrome de Down .
Temos muito o que aprender com pessoas como ela
.