Diga não à erotização infantil

Sou contra qualquer tipo de censura, mas a autoregulamentação, principalmente dos meios de comunicação em massa, precisa ser praticada de maneira responsável e consciente.

Isto posto, podemos falar de mais um interessante blog que trata de um assunto prioritário e que precisa, sim, ser discutido de maneira séria pela sociedade: a erotização infantil.

O blog Diga Não à Erotização Infantil é definido, nas palavras de suas editoras, como “um grupo que busca proteger nossas crianças e apoiar a infância através de um trabalho voluntário na Internet. Defendemos o combate a pedofilia, o fim da erotização e consumismo infantil, a luta contra prostituição e exploração infantil e o fim dos maus tratos às crianças, defendemos a punição dos responsáveis por atos hediondos contra crianças, penas mais severas e a participação efetiva dos governantes para acabar com estes crimes contra o futuro. Nosso objetivo é informar as famílias para que protejam suas crianças contra estes males, divulgando informações sobre estes acontecimentos e tentando localizar nossas crianças perdidas.”

Muita gente não sabe mas, de acordo com o artigo da revista Crescer, usado como fonte dentro do blog, com base em dados obtidos por uma pesquisa organizada pela Symantec, “sexo” é um dos termos mais usados em buscas feitas por crianças. O primeiro termo da lista é “YouTube”.

O artigo completo pode ser lido aqui.

Muito se fala sobre a quantidade obscena de informações inadequadas disponíveis às nossas crianças através de internet e televisão. O apelo ao sexo está disponível em qualquer horário da grade televisiva, exposto em capas de revistas e disponível a um clique de distância. Cabe à sociedade com um todo pedir, não a volta censura (que seria um retrocesso nos avanços obtidos pela democracia no país nos últimos anos), mas meios eficazes de coibir o apelo erótico e de, efetivamente, praticar a autoregulamentação com seriedade e responsabilidade. Inciativas ccomo a do blog Diga Não À Erotização Infantil, são mais do que bem-vindas: são extremamente necessárias.


1 comment to Diga não à erotização infantil

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