Aprendendo a Inclusão
É fato que muitos educadores e escolas não se sentem preparados para praticar a inclusão. Felizmente Logan foi agraciado com o dom de encontrar pessoas com uma coisinha muito simples e que custa pouco chamada “boa vontade” e, graças a este dom, ele pôde, desde o primeiro ano de idade, frequentar escolas comuns que, embora não tivessem larga experiência em educação inclusiva, tinham corações generosos (e corajosos) o bastante para encarar o desafio da inclusão de peito aberto e posso afirmar, com toda a certeza, que boa parte do ótimo desenvolvimento atual do baixinho, tem méritos no trabalho feito nas escolas que ele frequentou até hoje.
Infelizmente, muitos pais não têm a mesma sorte. Quando Logan nasceu ouvi e li muita coisa sobre portadores de síndrome de Down sendo recusados em colégios comuns porque seus corpos docente e pedagógico não se sentiam preparados para lidar com um aluno com necessidades especiais; como se ter uma criança SD dentro da sala de aula fosse o primeiro passo para a ruína da humanidade.
Educação inclusiva não é a coisa mais simples do mundo. Não é isto que estou tentando dizer aqui. Mas coisas como boa vontade, interesse, vontade de aprender mais, podem ser a chave para se começar a torná-la regra e não a excessão.
Existem muitas formas de buscar conhecimentos sobre a educação inclusiva. Recentemente tive contato com o Portal da Educação que oferece uma gama enorme de cursos direcionados especificamente para a educação inclusiva. E, por incrível que pareça, não se trata de nenhum investimento absurdo. Provavelmente não será um curso que vai esclarecer todas as dúvidas dos profissionais envolvidos na educação de uma criança com SD, mas, com certeza, é algo que dará a eles mais informações do que tinham antes. Posso estar completamente errado, mas no meu entender o aprendizado funciona assim: hoje você sabe um pouco mais do que ontem e um pouco menos do que amanhã. Não terá todas as respostas em um único lugar e nem em um único dia. Mas já é um começo, não é mesmo?
Assim como existe o Portal da Educação, exsitem outros lugares por aí onde é possível aprender mais sobre a educação inclusiva. Inúmeros profissionais, sites, fundações e institutos estão aí fora, prontos para a dar a sua contribuição nesse campo.
O problema é que, diferente dos escândalos de Brasília, educação inclusiva não dá manchete nem vale a exposição na mídia. Resta a nós, pessoas comuns, executar o “trabalho de formiguinha” e divulgar sempre que algo novo (ou nem tão novo assim) surgir e puder ser considerado mais uma pequena luz nesse túnel enorme, porém, finito.
E deixo aqui o convite: se você conhece alguma boa inciativa no campo da inclusão, deixe um comentário ou mande-nos um e-mail. Vamos expôr o máximo que pudermos todas as inciativas válidas para que a inclusão deixe de ser uma palavra e se torne uma ação real e concreta.
Boa segunda-feira, pessoal.

Quando eu ainda era professora, trabalhei em uma escola inclusiva, na zona norte de Porto Alegre. Ao ingressar na escola, confesso que tive bastante receio de como o meu desempenho iria influenciar nas crianças… na medida que o tempo ia passando e que as surpresas não eram assim tão amedrontantes, percebi que era uma delícia conviver com essa gurizada e que eles nos ensinam muito também!
Infelizmente, fiquei poco tempo lá, mas o que aprendi com eles é de demasiada importância.
Boa semana à todos!
Flávio,
Encontrei você e o Logan através de um trabalho que estou fazendo com os meus alunos. Não sei se vc se lembra, mas trabalhava na primeira escola do Logan, Escola Esvolução.
Lembro-me quando a mamãe ia levá-lo e vc buscar para ir ao médico.
Que saudades!!! Nossa… o Logan está muito bem com este papai CORUJA(rsrsrs)
PArabéns por tudo…