Alegria, alegria

Falar sobre o trabalho dos Doutores da Alegria é o mesmo que chover no molhado, mas acredito que nunca é demais lembrar o que eles fazem todos os dias, desde setembro de 1991, quando o fundador do grupo, Wellington Nogueira, retornou ao Brasil após um  “estágio” com a Clown Care Unit, nos EUA.

Sem fins lucrativos, o Doutores da Alegria tem como missão de vida aliviar o sofrimento de crianças que precisam, por muitas vezes, passarem por longos períodos de internação hospitalar. E, embora muita gente acredite que não, rir, comprovadamente, é o melhor remédio para inúmeros males.

Se você não os conhecia ou ficou curioso para saber mais, acesse o site e o blog dessa trupe muito especial. Embora eles hoje possam contar com o apoio de grandes empresas e manter, assim, seu caráter filantrópico, ajuda nunca é demais e sempre há algo que podemos fazer para melhorar o que já é bom.

Sucesso sempre, Doutores.


Dia dos Pais

E com vocês, mais um “cartão comemorativo” de A Vida com Logan.

Um ótimo Dia dos Pais a todos nós.

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Mais um belo vídeo

Essa propaganda é relativamente antiga, mas até hoje mantém a força.

As legendas estão um pouco complicadas para serem lidas, mas um pequeno esforço vale a pena.

Boa sexta-feira, pessoal e estejam por aqui no domingo para mais um cartão comemorativo de A Vida com Logan.

Até lá.


A tirinha da semana – 19

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Emprego para todos

Site especializado em auxiliar a colocação ou recolocação no mercado de trabalho de profissionais portadores de deficiência presta um serviço essencial no campo da inclusão social.

O SERPNE, Sistema de Emprego e Recolocação para Profissionais com Necessidades Especiais é uma empresa formada por especialistas em RH com foco em Profissionais com Deficiência. Somos uma empresa que encontrou na visão comum de seus integrantes a necessidade de criar um Site que abrangesse um universo corporativo, específico, que fosse de suma importância para o enriquecimento e aproveitamento do potencial dos Profissionais com Deficiência. Criou-se então o Deficiente on-line. Uma ferramenta inovadora e facilitadora para os profissionais de Recursos Humanos e a principal ponte entre o PPNE e o Mercado de Trabalho. O Deficiente online foi criado para mudar vidas e gerar oportunidades de sucesso.”

O texto acima é utilizado para descrever o site Deficiente On Line, uma iniciativa de grande importância na luta contra o fim do preconceito e que deveria ser copiada por outras empresas e, principalmente, servir de exemplo para o governo e sua inexistente política de inclusão social dos portadores de deficiência.

São profissionais de RH que conseguiram enxergar além das limitações aparentes e, inteligentemente, criaram um portal que, além de auxiliar o deficiente na busca por um emprego, orienta também sobre a legislação brasileira no que tange aos direitos dos portadores de necessidades especiais.

Excelente iniciativa. Que mais profissionais possam juntar-se a este bom projeto e que mais pessoas possam se conscientizar de que a inclusão é uma luta de todos e que deficiência não é sinônimo de incapacidade.


Proibido não tocar

Mateus e Logan aquecendo os motores

Mateus e Logan aquecendo os motores

Vamos recolocar esse blog em dia. E não há melhor maneira de começar do que contando sobre a visita dos dois figurinhas aí em cima à exposição É Proibido Não Tocar, no SESC Pinheiros, em São Paulo.

Primeiramente, vamos situar o nosso leitor. O garotão ao lado de Logan na foto é  Mateus, filho da amiga Kátia Gontijo, do Instituto Sou Especial – que realiza um trabalho muito bonito e sobre o qual falarei com mais destaque em um outro post. Nos conhecemos através de um amigo em comum, o querido Jotapê Martins, que mostrou a ela o A Vida com Logan e que foi o ponto de partida para o começo de mais uma amizade. Depois conversas via MSN e e-mails, finalmente nossas agendas se bateram e pintou a oportunidade de colocar os dois guris no mesmo lugar para tacarem fogo no circo e queimarem muita energia.

Não havia melhor lugar do que o SESC, primeiro por causa da exposição e, em segundo lugar, por causa de toda a programação circense que estava acontecendo durante as férias.

Tudo combinado, tudo acertado, Logan, Camila e Joca dentro do carro e vamos lá pegar a senha para a exposição e conhecer novos amigos.

Chegamos, nós, Kátia e Mateus ao SESC ao mesmo tempo (entrei no estacionamento exatamente atrás do carro dela) e fomos logo para a entrada da exposição, retirar nossas senhas. Como ainda faltava um bom tempo para a liberação da entrada para a nova turma, deixamos os meninos brincando em um pequeno cercado com uma monitora que tentava, sinceramente, prender a atenção dos pequenos (valeu pelo esforço, moça!). E durante o tempo em que eles ficaram por lá, pude perceber que Logan não é o único guri com síndrome de Down ligado o tempo todo na tomada de 220v. Mateus tinha tanta ou até mais energia que ele e, com um grande diferencial: sua musculatura é ainda mais firme que a de Logan (ressaltando-se que ambos têm a mesma idade), o que lhe dá ainda mais confiança para explorar os limites. A explicação para a excelente condição física dele está diretamente ligada ao trabalho da mãe: ioga.

Katia, Mateus e Logan (acho que a monitora tinha ido chorar no banheiro nessa hora porque ninguém lhe dava atenção...)

Katia, Mateus e Logan (acho que a monitora tinha ido chorar no banheiro nessa hora porque ninguém lhe dava atenção...)

Confesso que fiquei impressionado e que já estou em busca de alternativas que possam ser bons aliados à fisioterapia, como a natação, por exemplo.

Depois desse primeiro contato, fomos ver a exposição que, como diz o nome, é verdadeiramente proibido não tocar. Tudo foi montado para estimular o tato e outros sentidos: caixas com aberturas laterais onde, através de luvas, temos acesso ao seu interior cheio de pedras e de outros objetos estimulantes, caixas forradas com solados de borracha, caixas revestidas de espelhos, jogos de luz e sombras, brincadeiras de “contar histórias”, tudo, absolutamente tudo montado de forma a estimular os pequenos (e não só eles).

Depois de queimarem muita energia,  fomos todos almoçar na Comedoria do próprio SESC onde discutimos a importância de uma alimentação relativamente equilibrada com frutas e verduras e livre salgados industrializados, refrigerantes e batatinhas fritas do McDonald’s (produtos relativamente gostosos, é claro, mas que não trazem nenhum benefício à saúde dos pequenos).

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Encerrada esta estapa, seguimos até o quinto andar onde mais atividades circenses estavam programadas e onde também seria apresentada uma peça infantil. É verdade que os meninos não deram muita atenção à peça em si, mas rolou um fascínio pela figura do palhaço, como podemos ver na foto (Logan estava no meu colo e se jogou pra cima da atriz).

Fazendo novas amizades em uma caixa.

Fazendo novas amizades em uma caixa.

Não tinha novos amigos nesta caixa.

Não tinha novos amigos nesta caixa.

Cansei de ficar aqui.

Cansei de ficar aqui.

Eu quero um nariz vermeho assim...

Eu quero um nariz vermeho assim...

Ahá! Isso aqui tá o maior barato!

Ahá! Isso aqui tá o maior barato!

Agora deu sono... Podemos ir pra casa?

Agora deu sono... Podemos ir pra casa?

Depois de tantos agitos, chegou a hora de irmos todos embora com a garantia de que dias como esse se repetirão muitas outras vezes, com esses dois guris aprontando cada vez mais.