Associação Reviver Down lança calendário

Este artigo foi publicado no portal Bem Paraná, em 27 de outubro, e trata de uma das ações criadas pela Associação Reviver Down para manter vivo o debate sobre a inclusão dos portadores da síndrome. Vale a leitura e a divulgação.

Novo material vai ajudar a mostrar o potencial “desconhecido”

Associação Reviver Down concretiza um antigo projeto, que vai mostrar a capacidade de quem vive com a síndrome

por Flávia Gradowski Sampaio

Depois de muito tempo esperando uma oportunidade para se concretizar, no início de novembro chega ao mercado o Calendário Reviver Down. Elaborado pela Associação Reviver Down, que trata de pessoas com a síndrome, o material traz os conceitos do potencial positivo das pessoas com a condição e fala da inclusão e responsabilidade social à comunidade em geral. O calendário vem para valorizar a imagem de crianças com necessidades especiais em todos os sentidos através de utilização da mídia fotográfica.

A Associação Reviver Down idealizou o calendário com o objetivo de arrecadar fundos para a manutenção dos serviços oferecidos pela instituição. Há mais de 16 anos a instituição trabalha para melhorar a qualidade de vida tanto de pessoas com a síndrome quanto de seus familiares lhes proporcionando maiores oportunidades.
“Essa associação surgiu em Curitiba porque sentimos a necessidade de que pais que tinham filhos com a Síndrome de Down conhecessem e entendessem melhor as possibilidades que seus filhos têm. Porque por mais que a pessoa conheça o assunto, quando a família recebe a notícia de que seu filho tem a síndorme é sempre um momento de bastante complexidade. E a associação vem para tentar amenizar esta situação”, contou a diretora de comunicações da instituição.

A Associação Reviver Down trata de dois patamares que julga extremamente importantes para a aceitação de pessoas com a Síndrome. O primeiro é a divulgação da condição e do seu potencial positivo e o segundo é a inclusão de pessoas com Síndrome de Down na sociedade. De acordo com Josiane, quando estes dois pilares são levados a sério, os resultados são satisfatórios.

“Em relação ao primeiro patamar, que trata de divulgar a síndrome e o seu potencial positivo, acredito que fazendo isso conseguimos uma série de outras coisas que vêm acopladas. Exemplos disso são a diminuição do preconceito e as possibilidades que se abrem. Sentimos que a medida que trabalhamos na sociedade esse conceito, o preconceito diminui muito. Se falamos sobre o assunto, alcançamos visibilidade. A pessoa com a síndrome é mais entendida e as possibilidades vem de carona com essa visibilidade”, explica.

Em relação à inclusão, Josiane conta que o resultado também é positivo. “Acreditamos que as pessoas com Down podem fazer tudo, dentro do seu ritmo e de suas capacidades. A inclusão é algo fundamental. Seja no trabalho, na sociedade ou dentro de casa. Hoje em dia, as famílias estão muito mais preparadas para receber crianças nesta condição. As escolas também estão mais abertas a isso”, conta.

De acordo com a diretora de comunicações da instituição, atualmente, muitas escolas — de 100 a 150 — atendem a crianças com a Síndrome de Down em turmas regulares. “O que é preciso salientar é que todas as escolas recebem estas crianças, mas nem todas sabem lidar com a criança que tem a síndrome. Estamos passando por um processo de transição, onde as escolas também estão se abrindo para isso”, disse.
Social — A questão social também é bastante trabalhada e algumas estratégias de mercado têm surtido bastante efeito. “As pessoas com a síndrome estão nas ruas, se virando, levando uma vida normal.

E a ponta disso tudo é o mercado de trabalho. Porque como é tudo muito novo, a preparação do jovem ainda é pequena, assim como as empresas que vão recebê-los. Então, a solução que sugerimos e que tem dado certo é que as empresas mesmo preparem o jovem para o trabalho que necessitam”, apontou Josiane.

Atenção começa antes do nascimento
A Associação Reviver Down desenvolve projetos que vão desde o nascimento de bebês com a síndrome até a sua inclusão na sociedade quando mais velhos. Josiane conta como funcionam alguns destes projetos. “O Nascer Down ocorre quando um bebê nasce com a síndrome. Temos uma equipe preparada para conversar com os pais. Normalmente, são pais de crianças maiores que tem a síndrome e que já passaram por aquilo”, conta.

Existe ainda uma equipe que conversa com os médicos e realiza palestras em maternidades. “Isso é para mostrar aos médicos que precisa de toda uma preparação para dar o diagnóstico para a família. Acredito que se essas pessoas não estão preparadas para dar a notícia, o resultado é catastrófico. Então, investimos bastante em palestras nas maternidades”, disse Josiane.

Outro projeto que a instituição oferece é uma parceria com o ambulatório da Síndrome de Down do Hospital de Clínicas, onde mais de duas mil crianças carentes do Paraná e de Santa Catarina recebem atendimento de pediatras, nutricionistas, fonoaudiólogos, entre outros. “Este é um serviço pioneiro no Brasil. O laboratório funciona duas vezes por semana com uma equipe que está sempre pronta para atender”, apontou Josiane.

A associação oferece ainda o serviço Crescer Down, que são grupos de jovens que trabalham a autonomia. “Eles se reúnem para aprender a andar de ônibus, cuidar da casa. Enfim, tem um auto cuidado. Temos um grupo que reúne pessoas com idade entre 14 e 18 anos e outro grupo com pessoas dos 18 anos em diante”, finalizou. (FGS)


A tirinha da semana 31

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Exercitando a solidariedade

Aos poucos estou retomando as atividades diárias depois de uma semana complicada com uma inflamação na garganta bem séria.

Preciso organizar, escrever e postar uma série de textos e fotos do Logan com o novo passeio ao Amazing Balls, os presentes de Dia da Criança e contar o sobre o quanto o loirinho está tagarela (até “Logan” o pilantrinha já está falando!), mas a intervenção de hoje é pra pedir a sua ajuda e de seus amigos.

Ontem, pelo twitter, um amigo médico (Luiz Freitas) me passou o link do blog Ajudem João Otávio, um adorável bebê de 1 ano e 3 meses portador de uma doença extremamente cruel e de uma condição muito delicada. Clicando no link, você conhecerá toda a história recente do pequeno João e saberá que, infelizmente, ele precisa do auxílio de um aparelho para poder respirar e que há meses ele não sai do hospital por causa da falta desse mesmo equipamento.

Somos humanos e, como tal, imperfeitos e repletos de problemas de saúde. Faz parte da nossa condição. Mas nem por isso devemos cruzar os braços e assistirmos, imóveis, o desenvolvimento de uma criança que, sem o equipamento referido no blog, não poderá, sequer, ir ao parque tomar um pouco de sol. Você consegue imaginar uma criança passar a vida toda dentro de um quarto de hospital por motivos tão baixos como a falta de dinheiro e a falta de vontade política dos órgãos públicos em quererem ajudar?

Triste. Muito triste.

Somos uma sociedade. Somos capazes de sentir empatia, amor, afinidade e solidariedade. Os médicos do hospital em Sorocaba, interior de São Paulo, onde o pequeno está internado, uniram-se e doaram horas trabalhadas para ajudar na compra do equipamento. Não é o bastante, mas, hoje falta menos dinheiro do que faltava ontem. Quando instituições e órgãos públicos não funcionam, cabe a nós, como sociedade, unirmo-nos em torno de um bem maior e ajudar da maneira que for possível.

Se não puder fazer nenhuma doação, ninguém o julgará por isso. Ajude outra forma: passe adiante. Se esse apelo chegar a 200 pessoas e que cada uma delas doe uma quantia irrisória como R$ 5,00, ao final do dia, serão R$ 1000,00 à mais para a compra do equipamento que o pequeno João Otávio precisa.

Ajudar custa muito pouco, pessoal.


Portadores de deficiência podem obter financiamento para imóvel adaptado

imovemimagem

Pouca gente sabe, mas há nove anos foi sancionada, pelo governo federal a Lei da Acessibilidade (Lei número 10.098), que deu origem, na Caixa Econômica Federal ao  PAR - Programa de Arrendamento Residencial, conforme reportagem publicada no G1 neste domingo. A lei determina que o governo federal, em políticas habitacionais, reserve um percentual mínimo do total das moradias para quem tem deficiência física.

Muitas vezes reclamamos que o governo não cuida da população, mas, verdade seja dita, existem algumas boas iniciativas rolando por aí. Falta tornar esse tipo de informação acessível àqueles que realmente precisam.


A tirinha da semana - 30

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Originalmente hoje entraria a continuação das aventuras dos Piratas de Água Rasa, mas a febre intermitente e o mal-estar constante que essa inflamação na garganta está causando não me deram condições de fazer a arte da tirinha (que é um pouco mais complicada que o habitual). Optei pela solução acima, uma tira que pode ou não fazer parte do arco de histórias dos piratas.


Tio Flavio está dodói…

Pois é, Zezinho… o tio Flavio pegou um gripe terrível e está de cama, tremendo de febre e mais mau humorado que o normal. Com toda a delicadeza que lhe é peculiar, ele me pediu pra escrever este post justificando o seu sumiço e avisando que a tirinha de amanhã vai atrasar.

Agora que o recado foi dado, vou aproveitar o espaço e fazer um jabá básico! :-)

Talvez vocês não saibam disso, mas quando não está aqui em seu blog contando as aventuras do Logan, o Flavio participa - junto comigo e mais alguns amigos - de um podcast chamando Papo de Gordo.

E já que o Papo de Gordo está concorrendo no Prêmio Podcast, pensei em vir aqui pedir o voto de vocês, amigos e leitores  do Flavio.

Para votar é bem simples, basta clicar neste banner aí embaixo e você será levado para um breve tutorial que explica cada passo do processo de votação.Você não precisa se cadastrar em nada, é só clicar e votar.

Prêmio Podcast 2009: Vote no Papo de Gordo!

Toda a equipe do Papo de Gordo agradece pelo seu voto!


A tirinha da semana - 29

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Wallpapers

Dia das Crianças é dia de presente, né não, garotada? Então, dessa vez, no lugar de colocar uma simples “arte comemorativa” para marcar a data, resolvi tentar uma coisinha diferente: wallpaper!

Não, Zezinho. Não dá pra usar esta aqui como wallpaper. Tem que fazer o download usando o link no post ou acessando "wallpapers" lá em cima, no menu.

Não, Zezinho. Não dá pra usar esta aqui como wallpaper. Tem que fazer o download usando o link no post ou acessando "wallpapers" lá em cima, no menu.

Pra quem estiver afim de dar uma mudada na cara da tela do computador por uns dias, é só clicar aqui e ir para a página e fazer o download da arte ao lado que está disponível em três tamanhos.

É uma arte antiga, do começo das tirinhas, quando eu ainda estava num meio termo entre seguir o mais fielmente que eu pudesse o estilo do genial Bill Waterson ou insistir em desenvolver um estilo mais pessoal. No final, gostei do resultado e achei que daria um wallpaper interessante.

Estou com mais um engatilhado, mas ele só deve estar disponivel para download em meados de dezembro.

É isso pessoal. O post hoje foi rapidinho porque ainda tem uma pilha de serviço me esperando. Nos vemos amanhã.


A tirinha da semana - 28

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Festival Assim Vivemos

assim-vivemos-filmes-e-debates-ccbb-sp-1De hoje, 7 de outubro, até o próximo dia 18, o Centro Cultural Banco do Brasil, de São Paulo, estará realizando o 4 Festival Internacional de Filmes Sobre a Deficiência. O evento, que já pôde ser acompanhado no Rio de Janeiro e em Brasília, chega à capital paulista com uma programação extensa, apresentando filmes de vários países e uma série de debates à respeito da questão dos portadores de necessidades especiais.

Os filmes, escritos, dirigidos ou estrelados por portadores de algum tipo de deficiência, terão em todas as suas exibições legendas especiais para os portadores de deficiência auditiva e dublagem em fones de ouvido para os portadores de deficiência visual. Já os debates poderão ser acompanhados com tradução simultânea em Libras.

Ainda como parte do festival, de 10 de outubro a 31 de novembro será apresentada a mostra Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito, aos sábados e domingos, com a exibição de filmes com legenda oculta e audiodescrição.

Quem quiser maiores informações, pode conferir a programação completa aqui.