Exercitando a solidariedade
Aos poucos estou retomando as atividades diárias depois de uma semana complicada com uma inflamação na garganta bem séria.
Preciso organizar, escrever e postar uma série de textos e fotos do Logan com o novo passeio ao Amazing Balls, os presentes de Dia da Criança e contar o sobre o quanto o loirinho está tagarela (até “Logan” o pilantrinha já está falando!), mas a intervenção de hoje é pra pedir a sua ajuda e de seus amigos.
Ontem, pelo twitter, um amigo médico (Luiz Freitas) me passou o link do blog Ajudem João Otávio, um adorável bebê de 1 ano e 3 meses portador de uma doença extremamente cruel e de uma condição muito delicada. Clicando no link, você conhecerá toda a história recente do pequeno João e saberá que, infelizmente, ele precisa do auxílio de um aparelho para poder respirar e que há meses ele não sai do hospital por causa da falta desse mesmo equipamento.
Somos humanos e, como tal, imperfeitos e repletos de problemas de saúde. Faz parte da nossa condição. Mas nem por isso devemos cruzar os braços e assistirmos, imóveis, o desenvolvimento de uma criança que, sem o equipamento referido no blog, não poderá, sequer, ir ao parque tomar um pouco de sol. Você consegue imaginar uma criança passar a vida toda dentro de um quarto de hospital por motivos tão baixos como a falta de dinheiro e a falta de vontade política dos órgãos públicos em quererem ajudar?
Triste. Muito triste.
Somos uma sociedade. Somos capazes de sentir empatia, amor, afinidade e solidariedade. Os médicos do hospital em Sorocaba, interior de São Paulo, onde o pequeno está internado, uniram-se e doaram horas trabalhadas para ajudar na compra do equipamento. Não é o bastante, mas, hoje falta menos dinheiro do que faltava ontem. Quando instituições e órgãos públicos não funcionam, cabe a nós, como sociedade, unirmo-nos em torno de um bem maior e ajudar da maneira que for possível.
Se não puder fazer nenhuma doação, ninguém o julgará por isso. Ajude outra forma: passe adiante. Se esse apelo chegar a 200 pessoas e que cada uma delas doe uma quantia irrisória como R$ 5,00, ao final do dia, serão R$ 1000,00 à mais para a compra do equipamento que o pequeno João Otávio precisa.
Ajudar custa muito pouco, pessoal.


Flávio: deve ser a quinta ou sexta vez que volto ao seu site só para ler este post. Tem horas que bate um desânimo e uma sensacão de “já fiz o bastante” , “chega de me chamarem de chato aqui no hospital”
Mas algumas coisas me dão ânimo para continuar: meu passado, meus filhos, o pequeno João e, também, o seu texto…
Você escreve muito meu amigo.
Abraços