Uma boa notícia

Extraído do site Agência Inclusive

Conselho Nacional de Educação formaliza resolução sobre educação especial

Na última segunda-feira (05/10) foi publicada no Diário Oficial da União a Resolução nº 4 do MEC, que trata de consolidar as recomendações do Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre a organização do atendimento educacional especializado (AEE) nas escolas regulares e sobre os critérios de disponibilização dos recursos do FUNDEB para as matrículas de alunos com necessidades educacionais especiais.

O parecer, que havia sido objeto de reformulação, preserva a compreensão de que a escola regular deva receber e matricular todos os alunos e providenciar o atendimento complementar que necessitem no contraturno. As instituições filantrópicas habilitadas também poderão prestar o AEE, sendo opção do aluno realizá-o na escola pública ou em serviços especializados. A novidade é que a educação especial perde seu caráter substituivo e  as escolas públicas receberão investimentos em dobro para equipar-se. O desafio passa a ser uma construção coletiva do ato pedagógico, no qual cada aluno possa ser compreendido, estimulado e avaliado na dimensão do seu potencial, porém dentro de um mesmo currículo e universo social.

Acesse aqui a íntegra da Resolução publicada no DOU.

Fonte de informação: Agência Inclusive


Baladinha! Pena que é só na Espanha…

Matéria publicada no site da BBC Brasil.

Uma ótima idéia (com algumas ressalvas) que poderia muito bem ser aplicada nesse nosso brasilzão sem fronteiras.

Discoteca na Espanha tem noite exclusiva para deficientes

Anelise Infante

De Madri para a BBC Brasil

Domingo é dia de matinê especial em Barcelona. Uma das discotecas mais badaladas da cidade espanhola reserva a noite para que portadores de deficiências mentais possam dançar e paquerar livremente.

Ao contrário de uma discoteca comum, no entanto, álcool, cigarros e bebidas energéticas estão proibidos nas noites de domingo da boate Luz de Gas. A medida foi tomada porque a maioria dos frequentadores da matinê especial toma remédios fortes.

Outras adaptações também foram feitas. A iluminação é controlada, para evitar possíveis ataques epiléticos, e seis monitores acompanham os frequentadores para auxiliar em eventuais emergências.

O resto do ambiente, no entanto, é igual ao das outras noites, com música, DJs, barmen, diversão e paquera.

A matinê especial funciona há um ano e foi criada pela Fundação Ludalia, que auxilia portadores de deficiências mentais.

A festa, que começa às 17h30 e termina às 21h, é exclusiva para pessoas entre 18 e 45 anos com Síndrome de Down, paralisia cerebral e outras deficiências.

Lazer

Mãe de um portador de deficiência mental, a diretora da fundação, Consól Ferrer, afirma que o projeto nasceu por causa da falta de alternativas de lazer para estas pessoas. Segundo ela, alguns lugares “tratam os deficientes de maneira infantil”.

A ideia da matinê especial surgiu em 2001. A primeira tentativa, no entanto, fracassou quando os organizadores tentaram criar uma noite de integração entre deficientes e pessoas sem deficiências.

“Foi um desastre. Ali ficou claro que eles precisavam de um espaço próprio. Eles têm a mesma vontade de dançar, se divertir, estar com amigos e paquerar, como qualquer outro jovem”, afirmou à BBC Brasil a monitora Ruth Ruiz.

A diretora da Fundação Ludalia também afirma que a experiência fez com que eles decidissem criar uma noite exclusiva para os jovens deficientes.

“Sei que parece uma contradição, fazer uma noite exclusiva quando pedimos integração. Mas, misturar jovens deficientes com os que não são para que façam amigos e arranjem namorados, não é um objetivo realista”, afirma.

(nota do blogueiro: pode não ser realista hoje, mas precisamos continuar firmes no caminho da inclusão e aceitação em todos os ambientes; a noite exclusiva é um primeiro passo mas, depois desse passo, o natural é permitir que os portadores de necessidades especiais frequentem a mesma balada que os demais para que haja, realmente, integração e inclusão)

Romances

Desta vez, o espaço exclusivo tem a colaboração dos donos da discoteca, que cedem as instalações e a arrecadação da noite para os outros projetos da fundação.

Os frequentadores pagam 7 euros (cerca de R$ 20) pela entrada, com direito a consumação.

“(A cobrança da entrada existe) para que eles se conscientizem de que tudo tem um valor. Se todo mundo paga por uma entrada, eles também. Assim, compreendem como funcionam as coisas quando um adulto sai sozinho”, afirma Consól Ferrer.

Dentro da discoteca, os DJs tocam músicas da moda, às vezes há shows ao vivo, e os deficientes se sentem à vontade, principalmente porque os pais não podem entrar.

Para os seis monitores voluntários, a proibição da entrada dos pais ajuda a promover a independência e respeita a privacidade dos jovens, especialmente na hora da paquera.

“Surgem muitos romances ali”, comenta Ruth Ruiz, uma das monitoras.

“A minha função é atender, conversar e, se for preciso, dançar com eles e vigiar para que esses romances não saiam dos limites. No fim das contas, eles estão aprendendo a se relacionar”, completou.

(nota do blogueiro: pode ser uma visão romanceada minha, mas acredito que, por conta de nossas características culturais, uma iniciativa deste tipo no Brasil traria resultados ainda mais positivos do que os que estão apresentados neste artigo da BBC)


Ator com síndrome de Down é premiado

Extraído do caderno Ilustrada da Folha On Line

da Efe, em San Sebastián (Espanha)

O ator Pablo Pineda se transformou na primeira pessoa com Síndrome de Down a ganhar a Concha de Prata no Festival de Cinema de San Sebastián, no qual o filme chinês “City of Life and Death”, de Lu Chuan, obteve a Concha de Ouro.

Pablo Pineda tornou-se num exemplo para quem sofre de síndrome de Down, licenciando-se em Direito em 1995

Pablo Pineda tornou-se um exemplo para quem sofre de síndrome de Down, licenciando-se em Direito em 1995

Os espanhóis Lola Dueñas, que ficou com a Concha de Prata de melhor atriz, e Pablo Pineda protagonizam o filme dos estreantes Álvaro Pastor e Antonio Naharro, “Yo, También”, uma fita sobre a relação entre uma mulher solitária que encontra em um jovem com Síndrome de Down o refúgio que buscava.

Contra qualquer previsão, o cineasta argentino Juan José Campanella, seu filme “El Secreto de sus Ojos” – escolhido pela Argentina para competir vaga no Oscar – e o ator Ricardo Darín saíram de mãos vazias, já que a Concha de Prata de melhor diretor foi para Javier Rebollo pelo filme “La Mujer sin Piano”.

O Prêmio Especial do Júri, que foi presidido pelo cineasta francês Laurent Cantet, foi para o filme francês “Le Refuge”, de François Ozon.

O júri era formado pelo diretor coreano Bong Joon-ho, pelo ator mexicano Daniel Giménez Cacho, pela atriz espanhola Pilar López de Ayala, pelo diretor de cinema e teatro britânico John Madden, pela diretora iraniana Samira Makhmalbaf e pela atriz portuguesa Leonor Silveira.

Síndrome de Drown

Com a Concha de Prata de melhor ator, Pineda, aos 35 anos, é o primeiro ator com Síndrome de Down a conseguir um prêmio de cinema de caráter internacional.

Pablo Pineda, cujo prêmio não foi muito bem recebido pela imprensa por considerá-lo “politicamente correto”, não é a primeira pessoa com Síndrome de Down a protagonizar um filme, mas ele prefere se dedicar à docência, que é para o que estudou.

O texto a seguir, foi extraído do site Público, de portugal

Festival de San Sebastian

Pablo Pineda, com síndrome de Down, ganha prémio de melhor interpretação 

28.09.2009 - 13h57 PÚBLICO

O 57º Festival Internacional de Cinema de San Sebastian elegeu como melhor filme “City of Life and Death”, de Lu Chuan. As melhores interpretações pertenceram à longa-metragem espanhola “Yo, También”. O actor, Pablo Pineda, tem síndrome de Down.

O actor espanhol interpreta um universitário com síndrome de Down que se consegue licenciar e que se apaixona, num filme de Antonio Naharro e Álvaro Pastor. Segundo o jornal “El Mundo”, Pineda já desempenhou esse papel, na vida real – foi o primeiro europeu a conseguir licenciar-se. O actor afirmou que este papel requereu “muita introspecção. Tive que reviver alguns momentos muito difíceis”, reconheceu.

No mesmo filme, a melhor interpretação feminina haveria de ser atribuída à personagem por quem Daniel (a personagem de Pineda) se apaixona, Laura, encarnada por Lola Dueñas.

De acordo com o espanhol “ABC”, a cumplicidade entre os dois, “intensa e potente”, não deixou ninguém indiferente, inclusivamente o realizador francês Laurent Cantet (“A Turma”), júri do festival.


A voz de Pavarotti

Nessa semana foi ao ar o episódio Grandes Gordos da Música no podcast Papo de Gordo.

Muito foi falado, neste episódio, de um cantor genial, cujo trabalho incansável pela “popularização” da música clássica levou ao horário nobre da televisão peças como a Ave Maria, de Schubert: Luciano Pavarotti.

Claro que ele não fez isso sozinho. A companhia dos outros dois tenores, Placido Domingo e José Carreras, além do maestro Zubin Mehta, foi fundamental para essa “apresentação às massas” da música clássica, na década de 90.

Essa ação foi muito criticada por alguns “puristas” que achavam que, de certa forma, os artistas vulgarizavam a música clássica. Polêmicas à parte, é difícil não se emocionar com a profunda interpretação de Pavarotti para Nessun Dorma, de Puccini.

Após uma rápida busca, encontrei este vídeo que, pelo que consta, faz parte da última apresentação solo do tenor, na Itália.

Tenham uma ótima sexta-feira ao som deste intérprete único.

Nos vemos na segunda-feira


A tirinha da semana – 27

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