Lançando Godô

No próximo dia 12 de dezembro, na Livraria Sobrado, em Moema (SP), a escritora Carolina Vigna-Marú estará lançando o livro infantil Godô Dança (editora Manole/Amarilys).

godo danca_19-11-09.inddO livro conta as aventuras de Godofredo – Godô, para os íntimos – um cachorro que não vê muita graça e sentido em andar por aí cheirando bumbuns alheios e tampouco em bancar o “buscador” de bolinhas e outros objetos. Em sua lógica canina, se você jogou, você mesmo busca.

Mas isso não quer dizer que Godô é um chato. Longe disso! Godô, diferente dos outros cães, dança. Amante dos ritmos brasileiros, o nosso herói acha o máximo entender a letra das músicas.

Que tal levar os pequenos pra conhecer este novo amigo de quatro patas e sua criadora no próximo dia 12? Durante o evento, que irá das 11h30 até as 14h00 haverá contação de estória para os baixinhos.

Nos vemos lá.

SERVIÇO

Lançamento do livro infantil Godô Dança (editora Manole/Amarilys)

Local: Livraria Sobrado – Avenida Moema, 493 – Moema – SP

Dia: 12 de dezembro de 2009

Horário: das 11h30 às 14h00

Programação: lançamento do livro e contação de estória.


Inclusão não é brincadeira

A reportagem à seguir foi publicada na site Cruzeiro do Sul, no último dia 23 de novembro e pode ser acessada clicando aqui.

A denúncia é séria e precisa ser apurada com muito critério. Secretarios municipais ou estaduais de educação virem a público para afirmar, do alto de toda a sua arrogância, que a administração A fez mais pela inclusão do que a B, como mostram os números (sempre estão repletos de números), não significa muito a menos que esse tipo de afirmação passe pelo crivo de uma análise profunda, meticulosa e isenta.

O que podemos supor, de acordo com a reportagem, é que, no caso descrito, a “inclusão” resumiu-se apenas a colocar as crianças dentro da mesma sala de aula e pronto: fez-se a magia da inclusão. Professores, diretores, agentes administrativos, monitores e zeladores despreparados tornam, para o portador de necessidades especiais, o ato de ir à escola um suplício e não um prazer.

O que vemos no texto não é inclusão. É vergonhoso. Já passou da hora de pormos um ponto final na ignorância e cobrar das autoridades um comportamento digno, sério e comprometido com a questão da inclusão, porque nem todos têm condições de pagar bons colégios e os impostos são descontados de maneira igual de ricos e pobres para que, entre outras coisas, o ensino público de qualidade (e como qualidade entenda-se também a inclusão) seja real e um direito de todos, pois, mais do que um dever, é uma OBRIGAÇÃO do Estado cuidar da formação escolar de nossos jovens.

Mães acusam escola de discriminar adolescentes

“Mamãe, eu vou. O Júnior vai, a Luana vai, a Giovana vai.” É com euforia que a menina M.C.S., de 12 anos, conta todos os dias para a mãe sobre os preparativos para um passeio com os colegas da escola ao Sesc Interlagos, na sexta-feira. Só que ela não vai. Nem mesmo foi convidada. A garota, que tem síndrome de Down, não é incluída nos programas externos. O mesmo acontece com T.G.S.C, de 13 anos, que enxerga pouco e tem microcefalia (redução do tecido nervoso). As mães dizem que as filhas são discriminadas.

Maria do Socorro Minelvino dos Santos, de 51 anos, conta que M.C.S. não participou dos passeios realizados pela Emef Desembargador Teodomiro Dias, na Vila Sonia, zona oeste, nos últimos três anos. “Ela nunca foi convidada. Só fico sabendo pelas outras mães ou pelos amiguinhos da escola.” A dona de casa Adinailde Gomes de Souza, de 37 anos, mãe de T.G.S.C., relata a mesma situação. “Fico sabendo pelos outros Isso me machuca muito porque mostra que a minha filha não faz parte do grupo.”

A pedagoga Ariane Tupinambá, da Fundação Síndrome de Down, de Campinas, diz que não há qualquer empecilho para que uma criança com a síndrome participe dos passeios. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação diz que os “bilhetes via agenda raramente são respondidos” e que “em momento algum essas crianças ou qualquer outro aluno são excluídos ou tratados com indiferença”. As mães afirmam que não recebem os bilhetes. (AE)


A tirinha da semana - 35

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Arte sem preconceito

Este artigo foi publicado no Estadão On-Line da última terça-feira, 24 de novembro.

Jovens com Down expõem suas obras no MuBE

E o professor deles, o artista plástico Gustavo Rosa, famoso pela arte lúdica, aproveita para lançar livro

por Valéria França

O artista plástico Gustavo Rosa é conhecido por ter uma pintura lúdica e divertida, com personagens que poderiam, sim, estar num livro infantil. Os jovens Thiago Carvalheiro, de 19 anos, Lisandra Martins, de 24, Marcelo Lira, de 26, e Isumi Matsuyama, de 12, encontraram nos traços do pintor a inspiração necessária para produzir as primeiras telas. Todos eles são portadores de síndrome de Down. Têm dificuldades e talentos diversos. A diferença de idade entre eles não pesa. Apesar de alguns já serem adultos, ainda têm a ingenuidade comum às crianças expressa na face, no coração e nos sonhos. E, assim, formam um grupo coeso.

Eles estão entre as 240 pessoas com deficiência mental assistidas pelo Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural, que desenvolveu o projeto Pintou a Síndrome do Respeito, em parceria com Gustavo Rosa. Durante dois meses, o artista deu aulas às crianças. Em contrapartida, ganhou a edição do livro A Penúltima Visão da Realidade, com texto de Jacob Klintowitz (154 páginas, R$ 149,90). A obra será lançada amanhã no Museu Brasileiro de Escultura (MuBE), nos Jardins, zona sul de São Paulo, junto com a primeira exposição dos alunos. “Eles produziram trabalhos tão interessantes que resolvemos exibi-los”, diz Rosa, que há dez anos recebe crianças em seu ateliê e dá aulas. “Eu gosto de brincar quando estou pintando. Além disso, aprendi muito com elas.”

Um cachorro tomando sorvete, o homem lâmpada, a mulher com um olho verde e outro vermelho, e uma enfermeira são alguns dos personagens nas telas. No início, os jovens reproduziam com interpretação própria alguns dos quadros. “A minha enfermeira ficou perfeita”, diz, sem modéstia, Thiago, garoto articulado, que procura ajudar os demais a se expressar verbalmente. “Mas o desenho dele que eu gosto mais é o do gato.” Além da pintura, Thiago faz natação e tem aulas de baixo. Toca de KLB a Sepultura. Atividades que, segundo ele, fazem “muito bem”. A mãe, a advogada Maria Lúcia, já adquiriu um espírito zen para as horas de ensaio do filho. “Minha mãe não gosta de nada. Ela só gosta de mim.”

O nonsense faz parte da obra de Rosa. Um rosto pode ter três olhos, um de cada cor, boca verde e dois narizes. As crianças vão além da imaginação do autor. “Tenho um com tucano que eles acrescentaram uma boca. O bico já é boca, mas eles acharam pouco”, conta Rosa. “Roubei a ideia deles. Agora, quando desenho tucano faço o mesmo.”

Cores fortes e pinceladas sem compromisso foram feitos primeiro em papel. Rosa recortou as figuras, fez um fundo para cada uma das telas, e colou o trabalho de cada jovem. E os quadros estarão à venda. Custam de R$ 30 a R$ 400. O dinheiro será revertido para o instituto. Dos quatro jovens, a única que quer seguir carreira em artes plásticas é Isumi. “Para ela é muito fácil pintar. E ela pinta tudo, até a lição de casa”, diz a mãe, a engenheira Cristina. Lisandra quer ser cantora, Thiago músico, e Marcelo, esportista - todos, sem exceção, querem ser famosos.

POSTURA

“A arte faz muito bem para a autoestima deles”, explica Olga Kos, diretora do instituto. Gustavo é o quinto artista que participa do projeto. Eles já tiveram aula com Eduardo Iglesias, Marisa Portinari, Isabelle Tuchband e Inácio Rodrigues. “Há aluno que mudou até a postura física, que andava arqueado, olhando para baixo e falava pouco”, conta Olga. “Agora, está com as costas eretas e até conversa bem ao telefone.”

SERVIÇO

MuBE: Av. Europa, 218; tel.: 2594-2601; das 10 às 19 horas. Até dia 29



Lazer e inclusão

A amiga Kátia Gontijo, do Instituto Sou Especial, mandou esta nota, publicada no portal Sentidos do UOL, por e-mail e acredito que vale muito a pena divulgar.

A iniciativa social que levará mais de 100 mil deficientes a parques e atrações turísticas de todo o Brasil

No dia 3 de dezembro, acontecerá no Hopi Hari o lançamento da primeira edição do Dia Nacional da Pessoa com Deficiência em Parques e Atrações Turísticas. A iniciativa visa ressaltar a importância da acessibilidade em todos os empreendimentos sociais e, a partir de 2010, todos os parques associados à Adibra (Associação Brasileira das Empresas de Parques de Diversão do Brasil) e ao Sindepat (Sindicato Nacional de Parques e Atrações Turísticas) passarão a realizar anualmente a ação. O objetivo é reunir em um único dia cerca de 100 mil visitantes com deficiência nos complexos de lazer, compondo a maior ação social de inclusão de deficientes para a diversão do país. O projeto contará com a participação de um importante mascote, o personagem Luca, menino cadeirante criado por Maurício de Sousa para a Turma da Mônica.

O evento que lança oficialmente o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência em Parques e Atrações Turísticas reunirá diversos parques e atrações turísticas do país, e contará com o apoio da Adibra e do Sindepat. A solenidade de abertura ocorrerá às 11h00 no Hopi Hari, maior parque temático da América Latina, localizado na Rodovia dos Bandeirantes, município de Vinhedo. Autoridades, artistas, atletas e a figura inspiradora do evento, a Deputada Célia Leão, estão entre os convidados. Neste mesmo dia, cerca de 8 mil portadores de necessidades especiais, de 65 instituições localizadas em 23 municípios diferentes, irão se divertir gratuitamente no parque. Além do passaporte, os visitantes receberão lanche, batata frita, refrigerante e sorvete.

Apesar de agora fazer parte de um calendário oficializado, o Hopi Hari realiza essa ação desde 2001, que até então era chamada de Dia Especial. O intuito sempre foi oferecer às pessoas com deficiência a oportunidade de se divertir gratuitamente no maior parque temático da América Latina. Além disso, o Hopi Hari está preparado para receber esse público todos os dias, já que possui o “Código Azul”, onde é desenvolvido para cada um dos visitantes um mapa personalizado das atrações indicadas para suas necessidades especiais.


Mais alguns avanços científicos

Esta notícia foi veículada no Último Segundo, do IG, no dia 18 de novembro.

Avanços em pesquisas, como o retratado abaixo, percisam ser divulgados e debatidos ao máximo pois, estando as pesquisas no caminho correto, podem significar um aumento considerável da qualidade de vida não só dos portadores de síndrome de Down, mas de portadores de necessidades especiais como um todo.

Cientistas descobrem possível forma de combater

sintomas da síndrome de Down

(Embargada até as 17h, no horário de Brasília). Washington, 18 nov (EFE).- Cientistas americanos desenvolveram em ratos o que poderia ser uma estratégia para combater os efeitos da síndrome de Down nas crianças, segundo um relatório divulgado hoje na revista “Science Translational Medicine”.

Os cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford e do Hospital Pediátrico Lucile Packard explicaram que a chave dessa estratégia poderia ser a substância norepinefrina, um neurotransmisor que os neurônios utilizam em sua comunicação.

Aplicado em roedores alterados geneticamente para apresentaram os sintomas da síndrome de Down, o aumento da norepinefrina melhorou de maneira considerável a capacidade mental dos ratos, indicaram os cientistas.

Ao nascerem, as crianças com síndrome de Down não são intelectualmente incapacitadas, mas os problemas de memorização características da doença afetam a aprendizagem e impedem o desenvolvimento normal.

“Se houver uma intervenção com antecipação suficiente poderemos ajudar as crianças com síndrome de Down a recolher e modular informação”, disse Ahmad Salehi, investigador do Sistema de Atendimento Médico para Veteranos em Palo Alto, no estado americano da Califórnia.

Salehi, principal autor do estudo, disse que, em teoria, a intervenção poderia levar a uma melhora das funções intelectuais das crianças afetadas.

Ao administrar precursores de norepinefrina nos roedores com sintomas de Down, os pesquisadores disseram ter resolvido o problema.

Poucas horas após consumir a substância, os ratos adquiriram um comportamento normal e o exame direto de suas células mostrou que respondiam positivamente o neurotransmisor aumentado, segundo o estudo.

“Nos surpreendeu constatar seu rápido efeito”, disse Salehi, que também reconheceu que desapareceu rapidamente.

“Os resultados do estudo de Salehi dão uma ponta de esperança e otimismo”, disse Melanie Manning, diretora do centro para a doença no Hospital Pediátrico Lucile Packard.

“Ainda fica um caminho muito longo a percorrer, mas estes resultados são muito interessantes”, acrescentou. EFE ojl/pd


Fala, Flavio!

A semana está tão absurdamente corrida que não consegui colocar metade dos posts que gostaria.

A dica de hoje é uma entrevista que concedi à querida Carolina Vigna-Maru do podcast Aguarras, da revista eletrônica de mesmo nome.

Nela eu falo de quadrinhos on-line, faço piadas horríveis e falo muito sobre o projeto todo do A Vida com Logan.

Nesta sexta-feira não rola vídeo, mas, se você estiver com tempo, dá uma conferida na entrevista clicando aqui.

O link do Aguarras no twitter está aqui.

Boa sexta à tados e bom feriado àqueles que vão ter o dia de folga. Nos vemos na segunda-feira ou em alguma atualização especial durante o final de semana.


A tirinha da semana - 34

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Evento voltado a profissionais da área de saúde em Sergipe discute a síndrome de Down

Artigo publicado na área de saúde do portal Infonet em 15/11/2009

UFS promove encontro sobre Síndrome de Down

‘Sonhamos, logo existimos’ é o título do evento que acontece dia 20 de novembro

No dia 20 de novembro de 2009, a Universidade Federal de Sergipe (UFS), através do Hospital Universitário e da Unidade de Diagnóstico oral e Odontologia para Pacientes Especiais (UDOPE), em parceria com a APAE, estará realizando o “IV Encontro Sergipano sobre Síndrome de Down” no Centro de Convenções de Sergipe ao lado do terminal DIA.

Sob o título de ‘Sonhamos, logo existimos’, o evento tem como objetivo proporcionar um espaço onde possa ser pensada e debatida a condição das pessoas com Síndrome de Down. Os organizadores acreditam que é através do conhecimento que se pode ultrapassar as barreiras do preconceito e se pensar meios  que possam promover saúde, educação e uma melhoria na qualidade de vida dos mesmos.

De acordo com a comissão de  organização, o evento é direcionado aos profissionais e acadêmicos na área de saúde, educação e áreas afins, além de os interessados na temática. Durante o evento temas como ‘Síndrome Down: Sonhos e realidade’, ‘A transdisciplinaridade e a inclusão na Síndrome Down’,'Nossos sonhos e ideais’, ‘A escola para todos em busca da autonomia’ serão debatidos ao longo da programação.

Os interessados podem inscrever-se no Consultório Odontológico, localizado na rua Urquiza Leal, 15(F-32116766); na Recepção B do Anexo de consultórios na Rua Campo do Brito 823 com Ana Paula(21071412); no Departamento de Odontologia, localizado no Hospital Universitário com GABI(91267930; ISIS(88098065); no Campus Rosa Elze com Marilia(88254509. O investimento é de R$ 10,00. Mais informações pelos telefones (0xx79) 9979-1401. O e-mail para contato é ignez@infonet.com.br.


A tirinha da semana - 33

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