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Ontem, dia 22, o portal do G1 e o site português IOL publicaram a mesma nota falando de um ato lamentável (para não dizer asqueroso, preconceituoso, criminoso), que precisa ser apurado, julgado e punido com todo o rigor possível para que sirva de exemplo a todo e qualquer homem-livre que se julga no direito de determinar qual é o biótipo padrão a ser adotado no mundo.
Os dois sites informaram sobre a criação, na Itália, de uma página/comunidade no site de relacionamentos Facebook onde é proposta uma “solução final fácil e divertida” para se “livrar destas criaturas repugnantes” — no caso, portadores da síndrome de Down: utilizá-las como alvo, móvel ou fixo, em estandes de tiro.
A página da comunidade exibe ainda a foto de um bebê portador da síndrome com a palavra “idiota” escrita na testa.
Revoltante para se dizer o mínimo.
Podemos dizer que isso é o fruto bem acabado do anonimato da internet que dá a vermes preconceituosos e ignorantes a oportunidade de destilar o seu veneno em escala mundial com poucas chances de identificação, visto que raramente um animal deste porte vem à público assumir seus desvios de caráter e sua falta de humanidade e declarar-se como “pai” da grandiosa idéia.
Mais triste do que saber que existem no mundo criaturas podres o bastante para se darem ao trabalho de criarem uma comunidade tão execrável é vermos que, no domingo 21, a página já contava com quase 1700 afiliados. Isso mesmo. Você leu certo: 1700.
Sempre haverão idiotas dispostos a seguir outros idiotas e pregar a prática de atrocidades como solução para tudo. Para esses “homens” é mais fácil puxar o gatilho do que investir em esclarecimento, capacitação das escolas públicas e a criação de centros capazes de promover a inclusão de forma efetiva.
A espiral de irracionalidade e violência cresce a olhos vistos e ninguém faz nada para mudar este cenário.
Já tivemos propostas para a “solução final” ao problema dos judeus, dos negros, dos homossexuais e, agora, a “humanidade” nos apresenta a solução para a Trissomia do Cromossomo 21. O que virá a seguir? A “solução final” para os canhotos? Para os idosos? Para o seu vizinho que gosta de escutar Luiz Ayrão no sábado à tarde no último volume?
E assim seguimos em nossa gloriosa escala evolutiva.
EM TEMPO: Após uma série de protestos dentro do próprio Facebook exigindo o fim da comunidade, a referida página foi retirada do ar e a ministra italiana da Igualdade Mara Carfagna declarou que a polícia já está cuidando do caso e prometeu uma ação legal contra os responsáveis pela página que, em suas palavras, é “inaceitável e perigosa”.
Fiquemos de olho para que esta não seja mais uma denúncia que se perde nos meandros da justiça.
Esta matéria foi publicada no jornal Cruzeiro do Sul e em sua versão eletrônica em 18/02/2010
Grupo trabalha pela inclusão dos portadores de Down
por Rodrigo Gasparini
“Trabalhar pela independência, autonomia e, principalmente, pela felicidade dos portadores da síndrome de Down”. Nas palavras de Tomás André dos Santos, esta é a missão do Grupo Felicidade Down, fundado há quatro anos por ele e sua esposa, Célia Regina dos Santos.
Sem constituição formal e fugindo da burocracia (Tomás faz questão de salientar que o grupo não é uma ONG), o ‘Felicidade’ tem 300 famílias cadastradas e atua na inclusão social de downs - como são chamados os portadores da doença - e seus pais. O trabalho é feito através de encontros, passeios, excursões, festas e cursos, entre outras atividades.
A motivação dos fundadores do Felicidade Down atende pelo nome de Bruna Teresa, uma jovem de 27 anos de idade, filha do meio do casal. “Você vê muito pai que, quando recebe a notícia de que o filho é down, o mundo cai. Conosco, isso não aconteceu”, conta Tomás. Apaixonado por motocicletas, ele tem justamente na filha deficiente a maior companheira de passeios em duas rodas. “Todo domingo de manhã a gente vai num posto de gasolina para encontrar o pessoal que anda de moto”.
A jovem Bruna, aliás, é um grande exemplo de como a inclusão social pode melhorar a qualidade de vida dos portadores da síndrome. Trabalhando há 12 anos numa rede de lanchonetes, ela sente na pele a importância de uma vida próxima do considerado normal. “O trabalho abre uma dimensão totalmente nova. Minha filha se tornou outra pessoa, se valoriza mais”, conta o pai, orgulhoso.
O Felicidade Down não é uma entidade constituída e funciona sem CNPJ, atas de reuniões, diretoria e livro caixa. A opção do casal de fundadores foi justamente pela fuga da burocracia. “Não fazemos assistencialismo. Somos uma comunidade”, explica Tomás. Filosofia que se reflete também na hora de arrecadar fundos para as atividades: “Se vamos fazer um passeio, vemos quantas pessoas podem ajudar e dividimos o valor”. Assim, o grupo não tem dinheiro em caixa.
O tempo e a energia economizados com a dispensa de trabalhos burocráticos são utilizados na realização de atividades voltadas à inclusão dos portadores de Down. Passeios, idas ao cinema e visitas ao zoológico são comuns. O grupo também firma parcerias para oferecer aos deficientes cursos de inglês, de modelo, balé, informática, teatro e aulas de futsal. O ‘Felicidade’ ainda organiza as comemorações, em Sorocaba, do Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março).
Inclusão começa pelos pais
Por incrível que possa parecer, a maior dificuldade dos responsáveis pelo Felicidade Down não está em convencer a sociedade da importância da inclusão, mas sim trabalhar para que os próprios pais dos deficientes entendam isso. “Nossa ideia é fazê-los verem que é possível (a inclusão)”, diz Tomás. Segundo ele, o maior problemas que um down pode enfrentar é o superprotecionismo dos pais. “Trabalhamos para alertá-los que o filho deles não é um cachorrinho, mas um ser humano. E o jeito de motivar é mostrar que a criança pode ser feliz, buscar sua própria identidade e autonomia”.
O responsável pelo grupo avalia que, em Sorocaba, ainda são poucos os portadores da Síndrome de Down que interagem com a sociedade. “O resto está em casa, guardadinho”, critica. A estimativa é baseada na própria dificuldade que ele e sua esposa encontram quando vão organizar alguma atividade. “A Célia fica telefonando. Liga para 100 famílias e consegue 20”, exemplifica. Até mesmo a inclusão no mercado de trabalho é dificultada pela resistência dos pais.
Mas, se ainda há quem relute em deixar o filho down conviver normalmente com a sociedade - muitas vezes por falta de informação -, as crianças e jovens com a sorte de terem pais “liberais” saboreiam a melhor qualidade de vida que adquirem ao longo do tempo. Por conta dos eventos e encontros promovidos pelo ‘Felicidade’, uma turma de fiéis amigos se formou. “Eles conversam pelo MSN, orkut e telefone. Criaram um círculo que antes não existia”, ressalta Tomás. Festas de aniversário e até baladas são frequentadas pelos downs, que por conta disso acabam fazendo amizades também com pessoas sem deficiência. Esta espécie de circuito social reúne, atualmente, cerca de 30 famílias.
No Carnaval
No Carnaval de rua deste ano, 20 downs desfilaram num bloco da escola de samba 28 de Setembro. A apresentação dos deficientes na passarela do samba, que ocorreu pela terceira vez, traz a cada ano uma nova e fortalecedora experiência. “A plateia levanta, bate palmas e vibra. O pessoal percebe que, para quem está desfilando, é uma vitória”, resume Tomás.
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Esta reportagem foi publicada no “caderno” Jogada, do site do Diário do Nordeste, em 06/02/2010 e mostra como é importante cada um fazer um pouco, sem depender dos poderes púbicos e ineficientes do Brasil, na hora de praticar a inclusão e combater o preconceito e o isolamento social.
Karatê e inclusão social
reportagem de MOACIR FÉLIX
Projeto implantado na cidade de Pacajus – CE usa a milenar arte marcial para promover inclusão social, com ação de voluntários
Adultos e crianças portadores de necessidades especiais recebendo normalmente aulas de karatê é uma cena pouco comum nas tradicionais academias espalhadas pelo Estado.
Mas na cidade de Pacajus um projeto denominado “É preciso saber viver” utiliza a citada modalidade para promover a inclusão social dos deficientes visuais e portadores da Síndrome de Down daquele município.
Socialização
Idealizador desse projeto, Adolfo Aguiar fala sobre a pioneira iniciativa. “Eu tenho dois filhos, Adolfo Aguiar Filho e Beatriz Darley Aguiar, que praticam o karatê e sempre os acompanhei na atividade esportiva. Mas tinha vontade de ver pessoas com dificuldade de se integrar à sociedade, como deficientes visuais e portadores da Síndrome de Down, praticando o karatê também”. E para plantar a semente do projeto “É preciso saber viver” Adolfo conversou com o professor Ivanildo Soares, que não só aprovou como aceitou colaborar com a iniciativa. “E desde então a gente vem batalhando para atrair pessoas com necessidades especiais para o projeto”, afirmou Adolfo.
Gratuito
Os para-atletas que integram o projeto “É preciso saber viver” , cujas aulas são ministradas na Fundação Maloca dos Brilhantes, contam com apoio total. “Nós começamos a trabalhar com o projeto há quatro meses, mas é difícil conseguirmos para-atletas. Fizemos um sacrifício e compramos um tatame justamente para atrair mais atletas especiais, contudo, essas pessoas geralmente são reservadas e não se enturmam com facilidade”, explicou Adolfo. E ele prosseguiu: “Mas a gente vem tentando aumentar o número de karatecas especiais. Nós bancamos tudo e quem sabe, um dia, com essa ajuda, possamos chegar até numa Paraolimpíada com esses meninos? O sonho é esse”, completou o benfeitor.
Detalhe
Mas além do foco nas pessoas com necessidades especiais, o projeto idealizado por Adolfo Aguiar também abriga alunos não-especiais. “Além dos dois alunos especiais, contamos também com karatecas não-especiais. No grupo são 140 integrantes. Eles não pagam para participar das aulas. As mães dos atletas que não têm problemas colaboram fornecendo os quimonos, porém, os alunos especiais recebem material do nosso projeto. E quando há um campeonato pagamos inscrição, alimentação para os atletas e as mães, e ainda ajudamos com o transporte se a competição acontecer em Fortaleza”, concluiu Adolfo.
Aproveitamento
Para o professor Ivanildo, que comanda a equipe que atua no projeto É preciso saber viver, “a facilidade de dar aulas é muito favorável, porque eles aprendem rápido, principalmente os atletas especiais, que são nosso principal público-alvo. É prazeroso participar do projeto”, ressaltou o mestre do karatê, que trabalha como voluntário. E Ivanildo salientou que “seu trabalho voluntário faz com que os alunos se dediquem nos treinos. Eles dizem: ´Professor, o senhor trabalha de graça pra gente, então vamos retribuir conquistando medalhas para o senhor´”.
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Este artigo foi publicado no portal da Abril, via Agência Estado em 28 de janeiro de 2010.
A importância da vacinação de crianças até 5 anos contra pneumococos
São Paulo, 28 (AE) - O início do ano marca a volta das crianças às creches e escolas e, nesse período, os pais ou responsáveis devem ficar atentos ao calendário de vacinação das crianças, pois algumas doenças graves têm maior chance de surgir durante o convívio escolar.
É o caso da pneumonia e da meningite bacterianas, ambas causadas pelas bactérias pneumococos, comuns entre crianças menores de cinco anos. Essas bactérias ficam alojadas na região da nasofaringe (parte da faringe situada atrás do nariz) e são transmitidas de criança para criança através do contato direto.
A partir da transmissão de pneumococos, podem surgir doenças comuns, como otites e sinusites, e doenças muito graves, como a meningite bacteriana e a pneumonia. A prevenção é a melhor forma de evitar essas doenças e isso acontece com a vacinação, orientada pelo pediatra.
No Brasil, existe uma vacina aplicada em mais de 90 países - a Vacina Pneumocócica 7 Valente - disponível em centros privados de vacinação e clínicas pediátricas, além dos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIEs), onde é gratuita para crianças de alto risco, como aquelas que apresentam diabetes, cardiopatias, HIV, Síndrome de Down ou bebês prematuros.
Recentemente, uma vacina 10 Valente também foi disponibilizada no mercado privado. Em breve, no entanto, uma versão mais abrangente deve chegar ao mercado brasileiro: a Vacina Pneumocócica Conjugada 13 Valente. A nova vacina acaba de ser incluída nos programas de imunização infantil do Reino Unido e do Uruguai e já foi aprovada também em outros países, como Canadá e Chile.
O melhor caminho para preservar a saúde é procurar a orientação do médico de sua confiança. Assim, consulte o pediatra de seu filho e peça mais detalhes sobre as vacinas que ele deve tomar ao longo de 2010.
* A Dra Luiza Helena Arlant Falleiros-Carvalho é infectologista Chefe da Seção de Pesquisas e Trabalhos Científicos do Instituto de Infectologia Emilio Ribas - São Paulo e Membro do Conselho Consultivo da Sociedade Latino-americana de Infectologia Pediátrica - SLIPE.
 O loirinho passava a mão na cabeça do irmão e dizia: "Ah, nenê! Ah, nenê!"
As coisas estão absurdamente corridas por aqui ainda (apesar de Max ser um bebê relativamente tranquilo). Blogar está um pouco complicado mas assim que tudo entrar dentro da “rotina” a frequência volta ao normal.
De qualquer modo, resumidamente, foi um parto tranquilo acompanhado de 3 dias no hospital sem grandes alterações. Minha sogra ficou por lá ajudando Camila enquanto que eu ficava indo e vindo, cuidando das coisas em casa e dando “plantão” no hospital.
 "Se acostuma com a careta, marujo. Logo você entra pra tripulação do meu barco!"
No domingo, aproveitei e levei Logan para conhecer o irmão mais novo. Como eu imaginava, foi tudo muito, mas muito tranquilo. Logan é totalmente louco por crianças e difícil mesmo foi tirá-lo de perto de Max.
Como eu disse, esse pos é um resume bem resumido mesmo. Depois, com mais tempo, faço umposto mais detalhado e um resumão desse janeiro especial em que a família aumentou e no qual Logan passou as férias aqui em casa.
 Logan fazendo carinho em Max.
 Max dormindo.
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Esta foi a arte que eu usei pro convite do Chá de Bebê do Max. Fiz esse desenho pouco depois do primeiro trimestre da gestação (acho).
No próximo post rolam as fotos do irmãozão conhecendo o irmãozinho no hospital.
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