A tirinha da semana - 58

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A tirinha da semana - 57

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Estudantes da UFF criam um game para crianças com Síndrome de Down

Reportagem publicada em 19/04/2010 no portal do jornal O Globo.

Versão editada. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Reportagem de André Machado.

19_mhg_tec_jogos01RIO - Foi dada a largada na versão inicial de um game brasileiro desenvolvido no Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense, sob a orientação do professor Esteban Gonzalez Clua, bamba na área. Trata-se do “Jecripe”, e o acrônimo que forma seu nome diz tudo: Jogo de Estímulo a Crianças com Síndrome de Down em Idade Pré-Escolar.

O jogo foi criado por André Brandão, doutorando do instituto e sua versão inicial está disponível para download gratuito na internet. O processo de desenvolvimento, que durou aproximadamente dez meses, recebeu apoio da Secretaria estadual de Cultura, e também teve consultoria de especialistas como fonoaudiólogos.

O  “Jecripe” nasceu da observação de André do trabalho de sua mãe, a fonoaudióloga Silvia Brandão, com crianças portadoras de Síndrome de Down.

- Ele, na verdade, serve para todas as crianças em fase pré-escolar - diz. - Mas seu maior foco é nas portadoras da síndrome.

O game se passa numa ilha bem colorida, que tem inicialmente três ambientes (mas já está com novos prédios prontos para futuras expansões). No primeiro deles, a criança deve aprender a mexer com o mouse e pegar coisas com ele num quarto de brinquedos. Depois, treina os cliques fazendo bolhas virtuais de sabão e assinalando os brinquedos que aparecem dentro delas.

- Em seguida, a criança deve acompanhar o herói do jogo, o Betinho (um menino com Síndrome de Down), em músicas e danças - diz André. - Essa fase pode ser assistida por um especialista.

Na última parte, o jogador aprende o processo de arrastar-e-soltar do PC, pegando e entregando a um bebê os objetos que ele pede. Num vídeo feito pelos estudantes, uma criança de 5 anos portadora da síndrome joga o game, com todos os sinais de que está se divertindo.

A ideia de pôr os jogos na internet gratuitamente nessa fase piloto visa a chamar a atenção do mercado para essas iniciativas, bem como acenar com possíveis usos pedagógicos do material, já que as aulas para a geração Y - que já cresceu conectada à internet - andam cada vez mais interativas.

A versão inicial do jogo pode ser baixada aqui: http://jecripe.wordpress.com/download


Matéria alto-astral no Globo Esporte SP

Desde que assumiu o cargo de editor do Globo Esporte em São Paulo, Tiago Leifert tem pautado o programa com reportagens leves que acabam atraindo a audiência de um público poucas vezes habituado a ver o jornalismo esportivo (que, no Brasil, resume-se basicamente a futebol e, quizenalmente, Fórmula 1).

O vídeo abaixo me foi encaminhado pelo grande amigo Rodrigo Cozzato e é uma reportagem muito legal sobre o Lolô, um torcedor mais do que especial no Linense, time do interior de São Paulo.

Curtam a simpatia do Lolô e uma ótima sexta-feira a todos.


A tirinha da semana - 56

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A tirinha da semana - 55

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Associações pedem o fim da discriminação

Reportagem publicada no site do Correio Brasiliense em 06/04/2010

Portadores da síndrome de Down pedem fim da discriminação

Diversas associações de portadores de síndrome de Down compareceram ontem (6) na sessão solene realizada pela Câmara Federal em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome, comemorado oficialmente no dia 21 de março. O consenso entre os participantes é que ainda predomina a falta de oportunidades e a discriminação para estas pessoas.

Segundo a presidente da Federação Brasileira das Associações da Síndrome de Down, Claudia Grabois a discriminação ainda é um dos principais obstáculos para as pessoas com a deficiência. “Precisamos criminalizar a discriminação. A falta de acessibilidade é discriminação.”

De acordo com o censo demográfico de 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 300 mil pessoas nasceram com a síndrome no país e 14,5% da população brasileira, cerca de 26 milhões de pessoas, têm alguma deficiência física ou mental.

Segundo Cláudia, as pessoas com deficiência sempre foram renegadas a invisibilidade social e para romper com esta condição é fundamental que elas estudem, trabalhem e tenham vida social. “Houve avanços, mas no Brasil ainda há muitas pessoas que não tem acesso à educação e ao trabalho. Queremos que estas pessoas assumam seu papel na sociedade”.

O judoca, carioca, Breno Viola, 30 anos, é uma das pessoas que quer conquistar seus direitos. “Precisamos mostrar o talento das pessoas com deficiência. Chega! A gente precisa acabar com este preconceito. A legislação brasileira tem que sair do papel. Todo o deficiente merece estar em escola pública e ser cidadão”.

O professor de educação física, Humberto Suassuna, 30 anos, também tem síndrome de Down. Ele é personal trainer e dá aula de natação em Recife, mas garante que o preconceito é grande. “O acesso ao mercado de trabalho ainda é difícil para quem tem síndrome de Down”, relata.

O mesmo ocorre com Jéssica Mendes Figueiredo, de 18 anos. Ela é estudante do 3º ano do ensino médio, em Brasília, e também tem ambições profissionais. No final do ano, fará vestibular para artes cênicas. “Meu sonho é trabalhar como atriz. Sempre sonhei em ter esta profissão”, conta.

O Brasil ratificou a Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos de Pessoas com Deficiência em 2009. O compromisso do país é o de implantar um sistema educacional inclusivo.

Segundo a secretária de Educação Especial, do Ministério da Educação (MEC), Cláudia Pereira Dutra, o ministério vem eliminando o processo histórico de exclusão. “Nossas principais políticas são no âmbito da acessibilidade como a adequação arquitetônica dos prédios escolares, formação especial para docentes e a implantação de sala de recursos multifuncionais como computadores e jogos pedagógicos para ensino de libras e braile”.


A tirinha da semana - 54

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