Por Arethusa Dias

wheelchair1Notícia divulgada no Jornal do Commercio Online revela que sobram vagas a serem preenchidas por pessoas com deficiência em Caruaru, PE. Um dos motivos apontados é que muitas pessoas se conformam com a deficiência e optam por ficar em casa e receber um salário mínimo do Governo Federal ao invés de ir atrás de crescimento profissional. Não podemos esquecer que ainda hoje há aqueles que desmotivam pessoas com deficiência a trabalhar, desmerecendo suas capacidades e fazendo com que elas acreditem não serem bons o bastante para entrar (ou, em alguns casos, continuar) no mercado de trabalho.

Outro motivo apontado é a falta de capacitação profissional, o que impede que muitos postos de trabalho sejam preenchidos. Para ajudar a resolver esse problema, o Centro de Atendimento às Pessoas com Deficiência de Caruaru tem oferecido cursos de informática, massagem e biscuit. O Centro se localiza na Praça Chico Porto, 191, no bairro Maurício de Nassau. Maiores informações pelo telefone (81) 3721-1885.

É importante lembrar que mesmo decorridos 19 anos da Lei de Cotas que visa à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, muitas empresas ainda não cumprem as exigências plenamente, prejudicando um grande número de trabalhadores. Uma pesquisa feita pela Superintendência Regional do Trabalho revelou que mais da metade das vagas oferecidas nas matrizes de empresas sob a jurisdição da Superintendência continuam em aberto, o que nos faz refletir sobre o que falta para mudar este quadro: candidatos? Divulgação? Capacitação? Ou uma mescla de todas estas opções?

Isso não fica muito claro na divulgação dos resultados, mas outro dado que preocupa é o de que as empresas têm preferência na hora de contratar pessoas com deficiência, sendo a maioria das vagas preenchidas por pessoas com deficiência física, auditiva e reabilitados, respectivamente. Indivíduos com deficiência intelectual, visual e múltipla ficam com um pouco mais de 12% das vagas; fato que nos leva a crer que falta conscientização dos empresários quanto ao potencial dos trabalhadores com tipos específicos de deficiência.

Fontes:

Inclusive

Jornal do Commercio Online