Vagas para pessoas com deficiência não são preenchidas
on 9 de agosto de 2010 at 16:50Por Arethusa Dias
Notícia divulgada no Jornal do Commercio Online revela que sobram vagas a serem preenchidas por pessoas com deficiência em Caruaru, PE. Um dos motivos apontados é que muitas pessoas se conformam com a deficiência e optam por ficar em casa e receber um salário mínimo do Governo Federal ao invés de ir atrás de crescimento profissional. Não podemos esquecer que ainda hoje há aqueles que desmotivam pessoas com deficiência a trabalhar, desmerecendo suas capacidades e fazendo com que elas acreditem não serem bons o bastante para entrar (ou, em alguns casos, continuar) no mercado de trabalho.
Outro motivo apontado é a falta de capacitação profissional, o que impede que muitos postos de trabalho sejam preenchidos. Para ajudar a resolver esse problema, o Centro de Atendimento às Pessoas com Deficiência de Caruaru tem oferecido cursos de informática, massagem e biscuit. O Centro se localiza na Praça Chico Porto, 191, no bairro Maurício de Nassau. Maiores informações pelo telefone (81) 3721-1885.
É importante lembrar que mesmo decorridos 19 anos da Lei de Cotas que visa à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, muitas empresas ainda não cumprem as exigências plenamente, prejudicando um grande número de trabalhadores. Uma pesquisa feita pela Superintendência Regional do Trabalho revelou que mais da metade das vagas oferecidas nas matrizes de empresas sob a jurisdição da Superintendência continuam em aberto, o que nos faz refletir sobre o que falta para mudar este quadro: candidatos? Divulgação? Capacitação? Ou uma mescla de todas estas opções?
Isso não fica muito claro na divulgação dos resultados, mas outro dado que preocupa é o de que as empresas têm preferência na hora de contratar pessoas com deficiência, sendo a maioria das vagas preenchidas por pessoas com deficiência física, auditiva e reabilitados, respectivamente. Indivíduos com deficiência intelectual, visual e múltipla ficam com um pouco mais de 12% das vagas; fato que nos leva a crer que falta conscientização dos empresários quanto ao potencial dos trabalhadores com tipos específicos de deficiência.
Fontes:


Desejo que o assunto desperte interesse nas pessoas para que elas possam desenvolver e crescer como individuos e participarem do crescimento do coletivo dando sua contribuição, pois são pessoas amorosas e que nos dão exemplos bonitos neste aspecto.
Eu achei o texto muito interessante e bem escrito.
Sucesso para a escritora!!!!
Eu acredito que paralelamente em o mercado de trabalho oferecer vagas às pessoas portadoras de alguma necessidade especial, tudo começa em casa, com os pais e familiares incentivando o cidadão a estudar, a escolher uma profissão e acreditar que poderá seguir carreira na área que escolher para trabalhar.
Beijos1
Não é só em Caruaru que este problema existe. Aqui mesmo em São Paulo há problemas de sobra de vagas.
A maioria dos deficientes com idade para trabalhar não tem capacitação,e alguns nem são alfabetizados, pq a cultura da inclusão é recente.. não deu tempo de formar, capacitar e mais ainda: mudar a cultura!
No ano passado li sobre uma empresa que, para não ser multada por não ter o número minimo de deficientes, fez um acordo com o Ministério Público do Trabalho para, ao invés de contratar, financiar cursos de qualificação. E no artigo um advogado recomendava que empresas fizessem o mesmo, pelo menos enquanto faltasse mão de obra qualificada…
Então, se o problema tem vários motivos, também existem várias soluções… e parece que aos poucos estão aparecendo
A situação é geram em todo o pais. Existem muitas vagas e empresas dizem que é por falta de qualificação. Nós já dizemos que o maior problema é de acessibilidade.
Depende também de nós mudarmos este caso, nos movimentarmos,divulgando o que está ocorrendo, no sentido que seja Visto, ouvido, falado, pensado e que ande e circule, entre os deficientes, autoridades, educadores em toda a sociedade. O que dificulta a capacitação vai desde a acessibilidade aos locais, meios de transporte, dificuldades financeiras, falta de informação, educação pedagógica e educação familiar. A dificuldade nasce quando a pessoa fica deficiente ou quando dentro da familia nasce uma criança com alguma deficiência, pois não recebem qualquer preparo ou apoio, psicológico, pedagógico, médico ou financeiro. Precisamos de escolas adequadas e preparadas, em lugares de fácil acesso, geralmente um defeciente para estudar gasta em média 2 horas para chegar numa escola especializada, no múnicípio do Rio de Janeiro só tem uma escola para cego e uma para surdos, de modo que além da distância, eles ainda tem que selecionar quem terá direito a educação!!!
Acredito que está na hora de nos movimentarmos, de demonstrarmos que essa política de cotas de nada adianta se não for dada a condição dos deficientes se capacitarem e de que essa capacitação tem que ser feita desde o nomente que a pessoa se descobre deficiente(em caso de adultos que sofrem acidentes) ou quando os bebes nascem, pois a capacitação é longa e díficil, demora muitos anos para que um deficiente tenha condições de se capacitar, se uma pessoa sem deficiência gasta da alfabetização até concluir o ensino médio cerca de 13 anos, quanto não tempo não gastará uma pessoa com deficiências que além de suas limitação inerentes a deficiência que possuem ainda se deparam com dificuldades de acessibilidade.