Preparando-se pra começar a bagunça

Preparando-se pra começar a bagunça

por Camila Dias
Olá, leitores!
Obrigada pela presença, mais uma vez!
Em um desses dias incríveis das férias, estávamos os quatro; eu, Flavio, Logan e Max, brincando no quarto dos guris. Enquanto eu incentivava o Max a balbuciar, Flavio desenhava no quadro branco e perguntava ao Logan o que era a figura. Flavio desenhou o Barney, o Mignola, eu, igual aos quadrinhos e Logan disse o nome de todos! (Essa atividade incentiva o portador da síndrome de Down a ampliar o vocabulário e pronunciar as palavras, exercitando, também, os músculos da face). Logan conhecia as figuras

Logan assume as rédeas da brincadeira e começa a desenhar

Logan assume as rédeas da brincadeira e começa a desenhar

desenhadas pelo pai e seus nomes, mas isso  não significa que ele não vai tentar burlar as regras da brincadeira e deixar de pronunciar. Como de costume, as crianças não se atém muito tempo na mesma atividade, então, o loirinho sentou, esticou as perninhas e os braços em direção ao irmão e disse a frase que ele não cansa de repetir:

- Colo! Cooooolo! Colo!
Daí não tem jeito: temos que colocar o bebê no colo do seu super herói preferido e assistir os dois se olhando, se fazendo carinho (sei que parece repetitivo, mas o que posso fazer se eles são apaixonados um pelo outro?), até que Max comece a se atirar pra trás, deixando Logan sem ação. Infelizmente, nesse momento, somos obrigados a interromper a brincadeira e Logan, hiperativo como só ele consegue ser, sai à procura de novas estrepulias pelo quarto.
Uma das coisas que Logan mais gosta no quarto deles é o móbile do berço do irmão. Quando montamos o berço, uma semana antes do nascimento do nenê, Logan estava nas férias de verão em casa (que não teve postangens por conta da correria e do nervosismo do pai durante a “pré-chegada” de mais um desocupadinho) e assim que viu o móbile montado, se encantou e não parava de empurar o brinquedo. O problema é que o “empurrar” de Logan é daquele jeito meio desastrado, que, por pouco, não araranca o brinquedo fora, tadinho. Eu morria de medo que estragasse antes do nenê nascer, mas, ao mesmo tempo, seria de uma crueldade absurda não deixar o loiro curtir a brincadeira (além do mais, brinquedos compram-se em lojas, sorrisos sinceros e felizes, não). Sempre que acionamos o brinquedo, que é à corda, Logan diz:
- Vai!
Um menino muito beijoqueiro

Um menino muito beijoqueiro

É super divertido! A primeira vez que ele falou “vai” me emocionei muito, porque são nessas pequenas situações que percebemos o quanto ele consegue aplicar de palavras dentro do contexto correto. É lindo ver os progressos constantes dele.

Dali a pouco (como você pode ver na foto), Logan subiu na cama para aproveitar que o Flavio estava sentado no chão, escorado nela, e foi fazer um cafuné super gostoso no seu papai. Isso virou uma baita bagunça, cheia de risadas, porque depois de um tempo, ele quer trocar de lugar e ganhar o cafuné, depois ele quer empurrar o pai pro chão e fazer macaquices. É um tal de empurra, puxa, estica, que deixa a gente morto de cansaço. Enquanto todo mundo ri, Max fica na

Comendo os pés do loiro

Comendo os pés do loiro

espreita, sacudindo os braços e as pernas como quem vai sair correndo pra bagunçar junto. Ele sabe que logo logo estará no chão rolando junto com os outros dois desocupados e a pergunta que fica é: quem é que vai arrumar a bagunça que esses 3 moleques vão fazer, hein?