O vídeo abaixo, mostra pessoas com deficiências motoras, intelectuais, auditivas e visuais contando como seria mais fácil viver em um país que lhes desse autonomia para serem cidadãos plenamente integrados à sociedade.
Assitindo ao vídeo e vendo as pessoas comunicando-se por LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais), senti-me inútil. Tudo porque, apesar de ter estudado em ótimas instituições, LIBRAS não fazia parte do currículo escolar (nem mesmo como matéria opcional). Ainda hoje vemos a linguagem de sinais como algo necessário e pertencente apenas ao universo das pessoas com deficiência auditiva e seus familiares. Ao meu ver, isso está muito errado. Trabalhar LIBRAS como uma matéria pertencente à grade curricular das escolas é uma oportunidade de ampliar o campo da inclusão e permitir que, no futuro, as pessoas estejam preparadas para conversar naturalmente com aqueles que têm dificiências auditivas. Claro que hoje é possível, com uma busca rápida no Google, encontrar cursos que te ensinam LIBRAS mas, não seria muito melhor que este mesmo curso já fizesse parte do ensino regular?
No vídeo abaixo, Fernanda Honorato diz:
- As pessoas com deficiência têm direito, como todo mundo, a oportunidades.
Mas que oportunidades damos às pessoas se nem a maneira de como nos comunicar com elas fez parte do nosso ensino básico? Não são as pessoas com deficiência que precisam se preparar para o mundo, é o MUNDO que precisa se preparar para tratar todas as pessoas com os mesmos direitos, os mesmos deveres e as mesmas oportunidades!
Assista ao Vídeo: Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência


Muito bacana esse vídeo. Espero que esse projeto dê certo.
Já fui professor e tive alunos surdos. Foi uma ótima experiência e pude me aproximar mais deste mundo através dos intérpretes de LIBRAS que auxiliavam durante as aulas.
O nosso sistema de ensino atual não nos prepara para convivermos pensando na inclusão e isso precisa ser mudado para que as condições sejam iguais para todos. No meu dia a dia não me deparava comumente com essas situações e acabou por gerar em mim uma indiferença em relação a este assunto. Só acordei para a questão quando vi que havia dois surdos em sala e passei a estudar mais para entender as dificuldades por que passavam: aprendi a não ficar na frente do quadro, a falar de frente para eles, a perguntar coisas simples.
Quem sabe quando chegará o dia em que todos seremos um pouco mais conscientes a essas questões? As maiores limitações não são as que essas pessoas têm, mas aquelas que impomos a estas.
Abraço.
Achei muito legal que até sinalizar a Vaneça faz como modelo! Hehehe, muito modelete que passa lá pela revista aonde eu trabalho não faz metade disso!
Sobre o texto:
O brasileiro hoje em dia tem dificuldade até de se comunicar em português claro, conversa com um miguxo é trabalho de interprete! Aprender libras não é fácil, já procurei quem me ensinasse aqui na minha cidade e só quem se disponibilizou foi uma garota surda de nome Vanessa (olha que coincidência!).
Abraços Camila…