Por muito tempo, o autismo tem sido pesquisado, estudado e vem-se tentando entender a condição para tornar a vida da pessoa (paciente?) e de suas famílias mais confortável no sentido de relacionarem-se e da convivência social fora de casa também. Eu não tenho propriedade nem know how algum para falar sobre isso, porém, gostaria de trazer aqui duas notícias muito legais para aquelas pessoas que convivem com o autismo diariamente.

A primeira notícia é que foi lançado um periódico online gratuito para postagem de artigos sobre o autismo, é o IJOBAS (International Journal of Behavior Analysis & Autism Spectrum Disorders). A notícia saiu no site da FAPESP, que explica:

“Agência FAPESP – A pesquisa sobre o transtorno do espectro autista – uma disfunção global do desenvolvimento que afeta as capacidades de comunicação, socialização e comportamento de milhares de pessoas em todo o mundo – vem obtendo avanços nos últimos anos que apontam para a melhoria da avaliação e do tratamento do distúrbio comportamental.

Alguns dos resultados de estudos realizados nesse campo do conhecimento são publicados em diversas revistas científicas internacionais.

Nenhuma dessas publicações, no entanto, é direcionada especificamente à divulgação de resultados de pesquisas relacionadas à análise do comportamento para avaliação e tratamento do transtorno do espectro autista.”

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A outra notícia é sobre uma moça autista que durante anos, observou as pessoas em casa digitando no computador. Um dia, ela sentou-se na frente da máquina e escreveu DOR. Depois, digitou AJUDE-ME. Sendo que, meus amigos, ela NUNCA havia escrito NADA em sua vida, nem menos havia sido ensinada a escrever!!! Segundos depois, ela se afastou do computador e vomitou.

Esse fato foi um marco da vida da família toda que começou a incentivar a Carly a escrever. Se ela quisesse um sanduíche, tinha que digitar, se quisesse ver TV, também teria que digitar o que queria. E isso gerou uma história linda, Carly começou a ser capaz de exteriorizar tudo aquilo que estava preso dentro dela, começou a falar para o mundo o que a incomodava. Em suas próprias palavras, ela conta que o autismo a prendeu dentro de seu corpo.

Hoje em dia, Carly responde questionamentos de todo mundo online, através de suas contas no Twitter e no Facebook e, pasmem, com a juda de seu pai, ela escreveu um livro o Carly´s voice (A Voz de Carly) para elucidar as questões de convivência com o autismo. Parabéns à essa família iluminada!