Cotidiano | A Vida com Logan

Nosso primeiro encontro!

Por Camila Dias

Olhando atentamente para não perder nenhum detalhe dos sites

Olhando atentamente para não perder nenhum detalhe dos sites

Saudações leitores!

Antes que vocês comecem a estranhar minha presença aqui, vou me apresentar e contar o motivo do meu “aparecimento”. Sou Camila (”Mi” quando o Flavio me chama ou “Pi” nas palavras de Logan). Com certeza você me conhece de algumas fotos e dos quadrinhos postados aqui às quintas-feiras. Também sou a mãe daquele serzinho que chegou em nossas vidas em 30 de janeiro deste ano (conforme vimos pela primeira vez neste texto), e que hoje, quase seis meses depois, já pinta e borda do colo do irmão mais velho e loiro. Ah, sim: para que não fiquem dúvidas ou malentendidos, conforme já foi explicado em algumas tiras e textos, não sou a mãe do Logan.

Ultimamente o Flavio, que costuma escrever os  Logan´s Weekends, tem andado com pouquíssimo tempo para novas postagens (exceto no que diz respeito às tirinhas), então, para que vocês não percam nenhum detalhe, comprometi-me a contar, à partir de hoje, como tem sido nosso Logan´s Winter Vacation 2010 mostrando, com muitas fotos, todas as coisas fofas que ele anda aprontando aqui em casa. Espero que este seja o primeiro de muitos de nossos encontros!
Há pouco mais de uma semana, Flavio pegou-me no trabalho e, de lá, fomos até a escola do Logan, buscá-lo. Ao chegarmos, a direção nos chamou para bater um papo e contar todas as peripécias do guri. Ouvíamos tudo atentamente, enquanto aguardávamos o baixinho chegar com sua habitual simpatia, distribuindo sorrisos, beijos e abraços. Na longa lista de graças e fofuras relatadas pela diretora, uma em especial me chamou atenção: “ele adora o computador, já saber ligar/desligar, reiniciar..”. Fiquei lembrando de quando ele começou a fazer isso aqui em casa.

Divertindo-se com o Dinotrem no site do Discovery Kids

Divertindo-se com o Dinotrem no site do Discovery Kids

Parece que foi ontem (maio pra ser exata) que Logan se interessou em jogar o Jecripe (lembram?). No início, era uma aflição vê-lo tentando coordenar a mãozinha no mouse, clicar no lugar certo para jogar ou para ouvir as musiquinhas. Dava vontade de fazer por ele mas, como Flavio dizia: “a vontade de ajudar é enorme, porém a nossa parte aqui é ensinar e deixar ele se esforçar pra conseguir fazer sozinho, do contrário o estímulo fica pela metade”.

Por conta da dificuldade inicial, ele se cansava rápido do computador e procurava outras formas de se manter entretido como, por exemplo, subir as escadas (e depois, descer as escadas, correr para a TV, apontar para a prateleira de DVDs querendo ver um filme e pedir “esse” - assim que ele decidir com certeza qual é o DVD que responde por “esse” nós postamos o nome aqui) .

Em junho, ele já estava mais seguro e clicando com precisão no mouse para comandar o jogo conforme sua vontade. Logicamente, como toda a criança, Logan começou a sentir necessidade de enfrentar novos desafios, uma vez que o Jecripe já estava sendo dominado até de olhos fechados.

Foi aí, que eu abri o navegador, coloquei no ótimo site do Discovery Kids onde há um menu horizontal que vai mostrando os personagens dos desenhos que passam no canal. O loirinho ficou maravilhado com a presença de TODOS seus ídolos em um só espaço, ele ia clicando, apontava e dizia o nome: Franklin, Caillou, Miss Spider - com uma pronúncia toda própria no linguajar dele, claro, mas totalmente compreensível pra nós!

Mais alguns meses e essa duplinha dará muito "trabalho" :-)

Mais alguns meses e essa duplinha dará muito "trabalho" :-)

Agora, em julho, apenas dois meses depois de sua iniciação no mundo da internet e dos jogos, Logan, por observação, aprendeu tudo: liga e desliga o computador, abre e fecha o navegador… as fascinações atuais são os jogos interativos do site do Discovery, ele já abre todos, joga todos, sem ler, sem a gente ensinar!
Essa semana, no próprio navegador, havia um link para o YouTube. Claro que o mocinho não se conteve e clicou para assitir a um clipe infantil. Pouco depois, começou a magia da intuitividade: ele percebeu que ao lado da tela de exibição haviam outras imagens com mais personagens de desenhos e seus clipes. Ato contínuo, ele começou a clicar e fazer as suas próprias escolhas de entretenimento.

Final de semana passado, sentei ao lado do Logan enquanto ele jogava, o Max estava no meu colo e sem perder um segundo, colou os olhos no irmão e começou a dar risada. Pronto! Agora o Logan vai ensinar o irmão de 6 meses de idade a jogar e navegar na internet.

Qual o próximo passo? Não sabemos. Mas será ótimo descobrir o que mais ele aprontará nessas férias aqui em casa.

camilaCamila Dias é uma gaúcha que mora em São Paulo. Ex professora, cursou Magistério e Letras, largou a profissão mas continua adorando crianças. Atua profissionalmente na área administrativa, concilia a vida entre carreira profissional, dona de casa, mãe do Max, madrasta do Logan e cúmplice de Flavio F. Soares.
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Logan e o Jecripe

Logan jogando o Jecripe. Foto: Camila Dias

Logan jogando o Jecripe. Foto: Camila Dias

A correria do dia a dia tem prejudicado (e muito) as postagens de notícias e as histórinhas do cotidiano. Muita coisa tem acontecido e, na medida do possível, vou atualizando tudo por aqui.

Nas últimas semanas o que mais me animou foi a maneira fácil com que Logan se adaptou ao jogo Jecripe (do qual eu falei neste post). A idéia do projeto em si, desenvolvida pelos alunos da Universidade Federal Fluminense, me pareceu ótima já à primeira vista, mas ter a oportunidade de ver, na prática, os seus resultados, é algo difícil de expôr em palavras.

Me surpreendeu como, já na terceira vez que se deparou com o jogo, o loirinho sabia o que fazer e como fazer. A coordenação mouse-mão-olho estava se aprimorando cada vez mais. Terapia ocupacional feita em casa, por assim dizer.

Cada um dos cenários do jogo apresenta um grau diferente de dificuldade, exigindo operações como dois cliques, clicar e arrastar, etc. Logan dominou as operações com relativa facilidade e ainda aprendeu a sair do jogo na hora que queria e também ir para a a tela de créditos onde Betinho, o personagem prncipal, fica “correndo” enquanto passam os créditos.

Infelizmente, por conta das limitações de minha máquina fotográfica, não deu pra fotografar Logan durante a operação do jogo, mas garanto que ele joga direitinho e, depois de procurar pelo “neneném” (Max), jogar o Jecripe é a primeira coisa que ele quer fazer ao chegar em casa.

Logan vê Betinho, personagem principal do jogo. Foto: Camila Dias

Logan vê Betinho, personagem principal do jogo. Foto: Camila Dias


Nasceu Max

O loirinho passava a mão na cabeça do irmão e dizia: "Ah, nenê! Ah, nenê!"

O loirinho passava a mão na cabeça do irmão e dizia: "Ah, nenê! Ah, nenê!"

As coisas estão absurdamente corridas por aqui ainda (apesar de Max ser um bebê relativamente tranquilo). Blogar está um pouco complicado mas assim que tudo entrar dentro da “rotina” a frequência volta ao normal.

De qualquer modo, resumidamente, foi um parto tranquilo acompanhado de 3 dias no hospital sem grandes alterações. Minha sogra ficou por lá ajudando Camila enquanto que eu ficava indo e vindo, cuidando das coisas em casa e dando “plantão” no hospital.

"Se acostuma com a careta, marujo. Logo você entra pra tripulação do meu barco!"

"Se acostuma com a careta, marujo. Logo você entra pra tripulação do meu barco!"

No domingo, aproveitei e levei Logan para conhecer o irmão mais novo. Como eu imaginava, foi tudo muito, mas muito tranquilo. Logan é totalmente louco por crianças e difícil mesmo foi tirá-lo de perto de Max.

Como eu disse, esse pos é um resume bem resumido mesmo. Depois, com mais tempo, faço umposto mais detalhado e um resumão desse janeiro especial em que a família aumentou e no qual Logan passou as férias aqui em casa.

Logan fazendo carinho em Max.

Logan fazendo carinho em Max.

Max dormindo.

Max dormindo.


Esperando Max

Clique na imagem para ampliar

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Esta foi a arte que eu usei pro convite do Chá de Bebê do Max. Fiz esse desenho pouco depois do primeiro trimestre da gestação (acho).

No próximo post rolam as fotos do irmãozão conhecendo o irmãozinho no hospital.


Bolo, guaraná e muito doce pra você!

O aniversariante e seus convidados (Camila não aparece na foto porque alguém tinha que fazer a foto – dã! – e a tia Flávia não aparece porque ela não queria trocar o pijama por outra roupa qualquer)

O aniversariante e seus convidados (Camila não aparece na foto porque alguém tinha que fazer a foto – dã! – e a tia Flávia não aparece porque ela não queria trocar o pijama por outra roupa qualquer)

No último dia 29 de novembro Logan completou 5 anos. É impressionante como frases do tipo “passa rápido, não?” se tornam verdadeiras quando você acompanha o crescimento do seu filho.

Passa rápido, sim. Muito rápido. Talvez mais rápido do que deveria.

Ainda ontem, ele era apenas um “bebê-bolinha” (depois eu explico essa história) que eu carregava no colo pra todo lugar. Hoje, ele é um garotão que não vê a hora de se desvencilhar de minha mão e andar solto pela rua (claro que eu não deixo ele soltar enquanto não chegamos a uma área segura como, por exemplo, um parque).

Mas é rápido demais.

A contenção de despesas foi braba, mas em minha defesa posso dizer que já bebi coisas muito piores que o guaraná Doly

A contenção de despesas foi braba, mas em minha defesa posso dizer que já bebi coisas muito piores que o guaraná Dolly

Eu que sempre fui avesso a fotografias começo a entender o seu valor. Esse tempo não vai voltar. As únicas coisas que restarão desse dia 29 serão as memórias e as fotos. Boas lembranças de um dia especial.

Como o ano não foi dos melhores e o dinheiro está muito mais curto do que o de costume, resolvemos fazer uma festa ainda menor que a do ano passado. Fomos (eu, Camila e Logan) até a casa de meu pai e lá, com os avós, tios e primos, cantamos os “parabéns a você” pro loirinho. Tudo muito simples. Tudo feito com o máximo de carinho e sentimento.

A fotgógrafa precisava aparecer em pelo menos uma foto, né não? E os refrigerantes Dolly também. Aliás, seu Dolly, rola um patrocínio ano que vem?

A fotgógrafa precisava aparecer em pelo menos uma foto, né não? E os refrigerantes Dolly também. Aliás, seu Dolly, rola um patrocínio ano que vem?

Foi bom.

Mas passou rápido.

Passou rápido demais.

Por sorte, ficam as fotos e as memórias, gravando no tempo o sorriso de Logan cantando e batendo palmas.

Nos vemos amanhã, pessoal.

Assoprando a velinha.

Assoprando a velinha.

E aqui podemos ver a vela devidamente assoprada

E aqui podemos ver a vela devidamente assoprada

"Legal! Deixa eu ver o que tem na sacola!"

"Legal! Deixa eu ver o que tem na sacola!"

Ele nem disfarçou a cara de "e vamos na praia quando pra eu poder usar esse kit, seu mané?"

Ele nem disfarçou a cara de "e vamos na praia quando pra eu poder usar esse kit, seu mané?"

"Bom, pelo menos alguém teve a decência de me dar um brinquedo de encaixe, que eu adoro!"

"Bom, pelo menos alguém teve a decência de me dar um brinquedo de encaixe, que eu adoro!"

Parabéns cantado, presentes abertos, é hora de contar uma histórinha pra vovó dormir

Parabéns cantado, presentes abertos, é hora de contar uma histórinha pra vovó dormir


Matisse, Rodin e Trianon

Ô sorrisão bonito!

Ô sorrisão bonito!

Nossa, faz um baita tempo que eu não posto nada dos “Logan’s Weekends”, então, vou aproveitar essa sexta-feira calorenta e colocar uma atualização ricamente ilustrada do feriadão com o loirinho.

Camila (nossa fotógrafa 1 do dia), Logan e eu (depois explico o corte de cabelo)

Camila (nossa fotógrafa 1 do dia), Logan e eu (depois explico o corte de cabelo)

Arethusa (nossa fotógrafa 2), Logan e eu numa sacada da Pinacoteca, de frente para o Parque da Luz

Arethusa (nossa fotógrafa 2), Logan e eu numa sacada da Pinacoteca, de frente para o Parque da Luz

Minha cunhada, Arethusa,  resolveu aproveitar o feriado de finados e veio de Porto Alegre pra visitar a irmã e conhecer essa cidade feia, suja e malvada. O legal é que tinha uma programação cultural bem interessante em São Paulo e, como o tempo estava bom, seria quase criminoso passar o feriado com todo mundo enfurnado dentro de casa assistindo TV.

O sábado ficou marcado mais pelo descanso, pelas sessões de fisio e fono do Logan e pelo passeio tradicional no shopping, mas, no domingo, o negócio foi radicalizar e à tarde, após a soneca do almoço, zarpamos todos rumo à Pinacoteca para ver a exposição de Matisse.

Como era o último dia (e brasileiro adora deixar tudo pro último dia) os setores onde se encontrava a exposição estavam um verdadeiro inferno de gente. Como nos enquadrávamos na categoria idosos (eu), gestante (Camila) e criança de colo (Logan) fizemos valer nosso direito ao acesso preferencial e passamos na frente de muita gente que, óbvio, ficou torcendo o nariz e falando bobagem (como é tradicional nesse tipo de situação).

Quadros e mais quadros. O acervo da Pinacoteca é maravilhoso. Logo, logo o loirinho vai entender isso, mas, por enquanto, é melhor segurá-lo firme. Esses salões não foram feitos para corridas.

Quadros e mais quadros. O acervo da Pinacoteca é maravilhoso. Logo, logo o loirinho vai entender isso, mas, por enquanto, é melhor segurá-lo firme. Esses salões não foram feitos para corridas.

Exposição bonita, claro (gostei muito da parte de estudos do pintor), mas, para Logan não era o passeio mais divertido do mundo. O que ele queria mesmo era correr pelas longas salas e ficar apreciando a vista do Parque da Luz nas sacadas da Pinacoteca (sacadas para onde fomos, gentilmente, mandados após começarmos a comer biscoito de polivilho no meio da ala de exposição de esculturas – com algumas obras de Rodin que, aposto, teria gostado muito de biscoito de polvilho e, provavelmente, teria mandado Camille Claudel aprender a preparar alguns para ele durante o tempo em que criaram juntos).

Se não é pra sentar, por que tem forma de poltrona?

Se não é pra sentar, por que tem forma de poltrona?

Os pontos altos para Logan, nesse passeio foram uma peça em bronze que estava na sacada onde fomos terminar o pacote de biscoito e que se parecia com uma poltrona (pelo menos foi usada como tal por ele) e uma instalação com três piscinas que tinham tigelas de vários tamanhos dentro em constante e errático movimento. Desnecessário dizer que, no primeiro momento de distração minha, ele tentou colocar o pé dentro da água (preciso descobrir de onde vem esse fascínio todo)

Depois do passeio, voltamos pra casa e organizamos os planos para irmos ver Rodin no MASP.

Segundo o site, aos feriados o MASP abre as 11h00. Sendo assim, na segunda-feira, feriado de finados, chegamos aos vão livre pontualmente as 11h10 e chamamos Rodin para brincar. Mas a mãe dele disse que ele estava de castigo e não poderia ser visto naquele dia.

O fascínio pela água.

O fascínio pela água.

Bom, a frustração foi grande. Não só nossa como de todas as outras pessoas que foram até o museu no feriado. Se você acessar o site do MASP, verá os horários de funcionamento de terças a domingos E FERIADOS. Mas, a resposta que os vigias do museu davam aos visitantes que foram enganados pela informação dúbia do site e da placa da bilheteria era: “mas hoje é segunda-feira”. Bom, depois de vermos que apenas responder: “sim, mas hoje também é feriado” não ia resolver nada, fica a aqui a sugestão de o MASP criar um adendo do tipo “aberto aos feriados, menos quando o feriado for numa segunda-feira, porque aí ele deixa de ser feriado e vira segunda-feira”, pra evitar este tipo de confusão.

Por sorte, em frente ao MASP tem o Parque Trianon, uma reserva de Mata Atlântica bem no meio do centro financeiro de São Paulo. E lá fomos nós queimar a energia do baixinho.

Confesso que, apesar de ter morado minha vida toda em São Paulo, nunca havia entrado no Parque Trianon e deixo registrada aqui minha surpresa quanto à qualidade do local. Limpo, banheiros também limpos, brinquedos em relativo bom estado e um ótimo espaço para uma criança de quase 5 anos e hiperativa correr livremente sem

Se o papai continuar olhando pra cima, eu consigo molhar o pé.

Se o papai continuar olhando pra cima, eu consigo molhar o pé.

maiores perigos.

Depois de muito brincar no escorregador, na balança, na caixa de areia e correr muito, era hora de irmos embora, almoçar e depois tirar o merecido cochilo pós almoço. Claro que Logan estava tão pilhado que não dormiu direito (apenas cochilou), mas, em compensação, à noite ele já estava roncando na cama antes das 20h00.

Disparando no Parque Trianon.

Disparando no Parque Trianon.

E esse foi o resumão resumido do feriadão com Logan. Nos vemos na segunda-feira, pessoal.

Levando papai pra fazer exercícios no Parque Trianon.

Levando papai pra fazer exercícios no Parque Trianon.

Cheio de alegria ao ver que o papai não teve um ataque cardíaco depois da corrida.

Cheio de alegria ao ver que o papai não teve um ataque cardíaco depois da corrida.


Revisão dos 15 mil quilômetros

Conforme eu havia dito no post sobre a visita ao Amazing Balls, hoje foi dia de levar Logan ao pediatra. Como o plano de saúde mudou, começamos tudo meio que do zero. Infelizmente a pediatra que sempre acompanhou o loirinho, doutora Flávia, não atende convênios e chegamos em um ponto em que não dá mais para eu pagar consultas particulares. Então, por mais confiança que tenho no trabalho dela (além de pediatra é também geneticista e cardiologista e uma pessoa a quem considero amiga), questões financeiras (do meu lado) falaram mais alto e começamos toda uma nova fase com um novo pediatra, próximo aqui de casa.

"Médico? Já t

"Médico? De novo? Já não tínhamos resolvido isso, pai?"

Indo direto para parte que interessa: está tudo ótimo com Logan. Peso bom, altura boa, desenvolvimento dentro da curva normal… enfim, tudo caminhando como deveria caminhar. Daqui aproximadamente dois meses, preciso agendar o retorno dele para o médico fazer o acompanhamento, agora com base na primeira consulta e não no histórico que eu lhe transmiti.

Sobre o médico, simpatizei com ele. É um senhor por volta de seus 60 anos, este doutor Max. Paciente, calmo e, até o momento, alguém que inspira confiança (o que é muita coisa, uma vez que é extremamente difícil deixar de lado uma relação médico-paciente de mais de 3 anos e ingressar em uma totalmente nova).

Mas, o mais importante disso tudo é que o loirinho continua com uma saúde de ferro e está liberado para continuar fazendo artes.

No decorrer da semana eu vou colocar aqui um resumão de como foi nosso Logan’s Weekend. Até lá.


Bolinhas!

Aproveitando a dica do excelente blog Pequenos em Sampa, há cerca de duas semanas fomos levar Logan no Amazing Balls, a maior piscina de bolinhas da América Latina (ou pelo menos era assim que o local se definia antes de se mudar do Alto de Santana para a Vila Maria, zona norte).

Logan, não preciso dizer, é completamente enlouquecido por piscina de bolinhas e pelas próprias bolinhas, também. Ele pode ficar horas brincando com o pacote de 100 bolinhas que temos aqui em casa, mas não tem coisa melhor do que ir passear pra queimar muita energia e e esquecer dos aborrecimentos do dia a dia cada vez mais complicado desta cidade.

Saímos tarde, é verdade, e não deu para aproveitar como queríamos, mas foi o bastante pro loirinho se acabar de tanto brincar. É engraçado como, graças à festa de aniversário da filha de um casal amigo, eu comecei a “soltar” um pouco mais o Logan. Até pouco tempo, a idéia de deixá-lo brincando numa piscina de bolinhas sob os cuidados dos monitores era, pra mim, algo inconcebível. Mas, graças à esta festinha, isso mudou.

Esta é a piscina de bolinhas da festa. Não conseguimos nenhuma boa foto no Amazing Balls, mas na próxima vista ao local, tentaremos de novo.

Esta é a piscina de bolinhas da festa. Não conseguimos nenhuma boa foto no Amazing Balls, mas na próxima visita ao local, tentaremos de novo.

Ao chegarmos nela, levamos Logan e Joca até os brinquedos e ouvimos dos monitores a mesma coisa: “Pode deixar que nós estamos tomando conta”. Antes que a frase terminasse, o loirinho alucinado já estava descendo o escorregador e se esbaldando na piscina. Uma nova olhada para o lado e lá estava ele, escalando os obstáculos sem nenhuma dificuldade, com o sorriso mais brilhante do mundo no rosto. E assim foi a noite toda. Ocasionalmente eu ia até a área dos brinquedos para levá-lo para fazer xixi, tomar água e comer alguma coisa (apesar dele haver jantado em casa antes de sair) e, posso dizer com toda certeza, que foi uma festa muito divertida para todos nós.

Com a experiência adquirida neste dia, achei que era hora de encarar a tal “maior piscina de bolinhas da América Latina”. Devo confessar que o lugar chega a ser intimidador: praticamente um galpão enorme com uma gigantesca piscina de bolinhas ocupando quase que toda a área útil. Junto com a piscina de bolinhas, claro, estão acoplados itens como cama elástica, escorregadores e pista de obstáculos. Nem preciso de dizer que Logan, como se fosse um míssil, disparou rumo às bolinhas. Tendo sido entregue aos monitores ele se esbaldou de brincar durante o tempo em que ficamos por lá, que, infelizmente não foi muito por culpa do horário em que chegamos e também por culpa de um acidente com xixi motivado, creio eu, pela ânsia de não querer sair dos brinquedos nem por um único minuto. Mas, isso faz parte do difícil (e bote difícil nisso) jogo de tirar as fraldas. Os acidentes sempre vão ocorrer, mas não é por isso que se deve voltar ao uso de fraldas, não é?

Como ponto negativo, apenas o fato de não aceitarem cartões de débito no local. Isso é um transtorno para pessoas que, como eu, desacostumaram a andar com dinheiro vivo no bolso (perdi mais de meia hora pra encontrar uma agência bancária que estivesse com os caixas eletrônicos funcionando para poder fazer um saque).

Este final de semana é Logan’s Weekend de novo e o Amazing Balls está nos planos, além da piscina do SESC já que, finalmente, fizemos a inscrição. Com certeza, na próxima semana teremos mais bagunças pra mostrar do loirinho.

Ah! E segunda-feira é dia de pediatra, me lembrem de contar como foi a consulta.

SERVIÇO

Amazing Balls

Endereço: Rua da Gávea 1014, Vila Maria
Telefone: 2636-2300
R$15 (adultos, grátis) - ligue antes para se informar sobre as formas de pagamento.


Proibido não tocar

Mateus e Logan aquecendo os motores

Mateus e Logan aquecendo os motores

Vamos recolocar esse blog em dia. E não há melhor maneira de começar do que contando sobre a visita dos dois figurinhas aí em cima à exposição É Proibido Não Tocar, no SESC Pinheiros, em São Paulo.

Primeiramente, vamos situar o nosso leitor. O garotão ao lado de Logan na foto é  Mateus, filho da amiga Kátia Gontijo, do Instituto Sou Especial – que realiza um trabalho muito bonito e sobre o qual falarei com mais destaque em um outro post. Nos conhecemos através de um amigo em comum, o querido Jotapê Martins, que mostrou a ela o A Vida com Logan e que foi o ponto de partida para o começo de mais uma amizade. Depois conversas via MSN e e-mails, finalmente nossas agendas se bateram e pintou a oportunidade de colocar os dois guris no mesmo lugar para tacarem fogo no circo e queimarem muita energia.

Não havia melhor lugar do que o SESC, primeiro por causa da exposição e, em segundo lugar, por causa de toda a programação circense que estava acontecendo durante as férias.

Tudo combinado, tudo acertado, Logan, Camila e Joca dentro do carro e vamos lá pegar a senha para a exposição e conhecer novos amigos.

Chegamos, nós, Kátia e Mateus ao SESC ao mesmo tempo (entrei no estacionamento exatamente atrás do carro dela) e fomos logo para a entrada da exposição, retirar nossas senhas. Como ainda faltava um bom tempo para a liberação da entrada para a nova turma, deixamos os meninos brincando em um pequeno cercado com uma monitora que tentava, sinceramente, prender a atenção dos pequenos (valeu pelo esforço, moça!). E durante o tempo em que eles ficaram por lá, pude perceber que Logan não é o único guri com síndrome de Down ligado o tempo todo na tomada de 220v. Mateus tinha tanta ou até mais energia que ele e, com um grande diferencial: sua musculatura é ainda mais firme que a de Logan (ressaltando-se que ambos têm a mesma idade), o que lhe dá ainda mais confiança para explorar os limites. A explicação para a excelente condição física dele está diretamente ligada ao trabalho da mãe: ioga.

Katia, Mateus e Logan (acho que a monitora tinha ido chorar no banheiro nessa hora porque ninguém lhe dava atenção...)

Katia, Mateus e Logan (acho que a monitora tinha ido chorar no banheiro nessa hora porque ninguém lhe dava atenção...)

Confesso que fiquei impressionado e que já estou em busca de alternativas que possam ser bons aliados à fisioterapia, como a natação, por exemplo.

Depois desse primeiro contato, fomos ver a exposição que, como diz o nome, é verdadeiramente proibido não tocar. Tudo foi montado para estimular o tato e outros sentidos: caixas com aberturas laterais onde, através de luvas, temos acesso ao seu interior cheio de pedras e de outros objetos estimulantes, caixas forradas com solados de borracha, caixas revestidas de espelhos, jogos de luz e sombras, brincadeiras de “contar histórias”, tudo, absolutamente tudo montado de forma a estimular os pequenos (e não só eles).

Depois de queimarem muita energia,  fomos todos almoçar na Comedoria do próprio SESC onde discutimos a importância de uma alimentação relativamente equilibrada com frutas e verduras e livre salgados industrializados, refrigerantes e batatinhas fritas do McDonald’s (produtos relativamente gostosos, é claro, mas que não trazem nenhum benefício à saúde dos pequenos).

montagem-01

Encerrada esta estapa, seguimos até o quinto andar onde mais atividades circenses estavam programadas e onde também seria apresentada uma peça infantil. É verdade que os meninos não deram muita atenção à peça em si, mas rolou um fascínio pela figura do palhaço, como podemos ver na foto (Logan estava no meu colo e se jogou pra cima da atriz).

Fazendo novas amizades em uma caixa.

Fazendo novas amizades em uma caixa.

Não tinha novos amigos nesta caixa.

Não tinha novos amigos nesta caixa.

Cansei de ficar aqui.

Cansei de ficar aqui.

Eu quero um nariz vermeho assim...

Eu quero um nariz vermeho assim...

Ahá! Isso aqui tá o maior barato!

Ahá! Isso aqui tá o maior barato!

Agora deu sono... Podemos ir pra casa?

Agora deu sono... Podemos ir pra casa?

Depois de tantos agitos, chegou a hora de irmos todos embora com a garantia de que dias como esse se repetirão muitas outras vezes, com esses dois guris aprontando cada vez mais.


Hoje é dia de circo!

Opa! Onde é que você me trouxe, pai?

Opa! Onde é que você me trouxe, pai?

Muitas pessoas acham que eu exagero quando digo que sou uma anta, mas esta é a mais pura verdade: sou uma anta. É a única explicação que encontro para nunca, em 36 anos de vida, ter procurado, de verdade, ficar por dentro da programação das unidades do SESC em São Paulo. Mas isso vai mudar depois do último domingo.

Neste final de semana, por culpa das circunstâncias do ultimo sábado (um dia imprestável, com uma chuva insistente que estragou qualquer possbilidade de passeio), no domingo eu sabia que precisava dar um jeito de levar todo mundo pra fora de casa.

A idéia original era irmos até a casa de meu pai. Como o vô Dódi e a vó Tê resolveram curtir o domingão sozinhos na cidade de Arujá, precisei arrumar um plano B. Lembrei do SESC. Não sei porque, mas lembrei. Nunca frequentei as unidades (mesmo morando a poucas quadras de uma). Acessei o site e vi uma chamada para a exposição Proibido não Tocar, na unidade Pinheiros. Mostrei para Camila e concordamos que seria uma ótima idéia de passeio para um domingo preguiçoso.

Ao chegarmos lá, fomos direto para o quinto andar, achando que a referida exposição era por lá. Nâo era, claro. Mas tinha coisa melhor: atividades circenses. O lugar estava em polvorosa: crianças, jovens, instrutores, pernas-de-pau e tatames por tudo quanto é lado.

Logan saiu do elevador e foi enlouquecido diret0 para os tatames  antes que eu pudesse pegá-lo (que gerou comentários de uma mãe próxima sobre o fato dele estar com o tênis ao entrar no tatame). Bem, não é a exposição, mas podemos ir vê-la depois. E lá ficamos, aproveitando um espaço incrível, com poucos riscos de acidentes e até mesmo fazendo um pouco de fisioterapia com Logan, ensinando-o a dar cambalhotas.

Quanto à exposição? Bem, as senhas estavam esgotadas. Vamos tentar de novo neste final de semana. :-))

Tá. Como é que eu ensino ele a dar cambalhotas?

Tá. Como é que eu ensino ele a dar cambalhotas?

Assim, ó.

Assim, ó.

Depois é só deixar que o corpo faz tudo sozinho.

Depois é só deixar que o corpo faz tudo sozinho.

Ah tá! Assim, né?

Ah tá! Assim, né?

Uia! Funciona mesmo!

Uia! Funciona mesmo!