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Notícia publicada em 25/02/2010 no blog Amigos de Pelotas reportando a excepcional (e inédita) inciativa da Associação Pelotense de Cinema Independente (Cinepel).
Produção pelotense traz para o cinema história contada pela ótica de portador da síndrome de down’
Um mundo down? Esta é a proposta da Associação Pelotense de Cinema Independente (Cinepel), dando início à produção de um longa-metragem onde a realidade é vista sob o ponto de vista dos portadores da Síndrome de Down. Com direção de José Mattos e P.C. Nogueira, roteirizado pelo escritor e roteirista Manoel Soares Magalhães, colunista deste blog, o filme terá apenas um personagem não portador da doença. A Editora Livraria Mundial vai publicar o roteiro, a ser lançado quando o filme estrear
Um filme ousado? Pode ser. Ousar, porém, não é a intenção dos diretores. O propósito maior é mostrar a dificuldade de ser um estranho no ninho. A história, narrada sob o ponto de vista de um pedagogo, centraliza o foco em suas experiências de vida. Fruto de gravidez não planejada, Fábio nasceu diferente de seus irmãos, provocando caos familiar.
“Como a realidade é down”, argumenta José Mattos, “o filho anormal tem como característica a nossa normalidade. Pretendemos, nesta inversão, enfatizar o quanto é difícil lidar com a diferença, com o preconceito e a rejeição”.
Mattos não esconde o entusiasmo com a proposta, em sua avaliação inédita. “Até agora não existe nada parecido no Brasil. Por isso nosso entusiasmo e, também, preocupação no sentido de fazer um filme sensível e inteligente, esmiuçando o universo das diferenças. Todo o cuidado é pouco, pois entendemos que o assunto tem de ser tratado com a maior delicadeza”.
Pela importância do projeto, destacam Mattos e P.C. Nogueira, “fomos atrás do escritor Manoel Soares Magalhães, com larga experiência na literatura, no teatro e cinema. Como pretendemos trabalhar com pessoal apenas de Pelotas, valorizando a prata da casa, o nome de Magalhães sobressaiu-se sobre os demais em função de seu reconhecido talento como contador de história”.
O filme, ainda sem nome, em processo de produção, conta com a colaboração da APAE, já inteiramente envolvida no projeto, assessorando a Cinepel no sentido de por à disposição dos diretores um “casting” portador da Síndrome de Down em condições de desempenhar satisfatoriamente o papel a ele destinado.
“Como a Síndrome de Down tem vários estágios, existem aqueles que não são inteiramente comprometidos, tendo amplas condições de interpretarem seus papéis de forma convincente”, destaca PC Nogueira, “revelando que as filmagens do longa começam em março, inclusive com locações externas, com extras portadores da doença povoando a cidade”.
Quem conhecer um portador da Síndrome de Down que seja bem-falante, com boa capacidade de aprendizado, inclusive alfabetizado, para integrar-se ao elenco do filme fazer contato através do fone 99461807, falar com José Mattos.
Artigo publicado no site Waves do portal Terra em 01/03/2010, mostrando mais um excelente exemplo que prova, novamente, que a inclusão se faz em todos os lugares onde há boa vontade e disposição.
Escola dá aula de inclusão
Por Thiago Ferrão
No último sábado, dia 27 de fevereiro, a Escola de Surf da Riviera promoveu uma verdadeira lição de vida e inclusão social em sua arena, localizada no módulo 1 da Riviera de São Lourenço, Bertioga (SP).
Em parceria inédita com a entidade APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), mais de 15 pessoas portadoras de necessidades especiais tiveram, gratuitamente, uma aula de surf muito divertida.
A equipe de professores da escola se mobilizou e proporcionou momentos mágicos para alunos, pais e amigos. A aula é uma das ações do projeto social Surf Para Todos, que também atende crianças carentes da região e promove a educação por meio do surf.
Seguindo os padrões da Escola, na aula foram englobadas parte teórica, prática na areia e na água. O sucesso foi absoluto com muitos dos participantes conseguindo ficar de pé e outros que divertiram pra valer controlando a prancha na onda.
Fábio Fujimoto representou os cadeirantes atuando com bastante estilo em sua quinta aula de surf nesse ano. Os demais alunos possuiam síndrome de down e outras deficiências mentais com diferentes graus de evolução.
Independente do caso, mais uma vez ficou comprovado que o surf não possui qualquer limitação podendo ser usado como uma excelente ferramenta de inclusão social, melhorando a auto-estima e proporcionando o bem estar entre seus praticantes.
Com doze anos de experiência a Escola de Surf da Riviera já atendeu diversas vezes grupos especiais. Sempre as iniciativas são gratuitas, contam com uma equipe altamente qualificada e materiais de ponta.
Para obter mais informações sobre o evento, entre em contato pelos telefones (0xx13) 3313-1027 / (0xx13) 9132-5717 ou acesse o site Escola Riviera.
Ontem, dia 22, o portal do G1 e o site português IOL publicaram a mesma nota falando de um ato lamentável (para não dizer asqueroso, preconceituoso, criminoso), que precisa ser apurado, julgado e punido com todo o rigor possível para que sirva de exemplo a todo e qualquer homem-livre que se julga no direito de determinar qual é o biótipo padrão a ser adotado no mundo.
Os dois sites informaram sobre a criação, na Itália, de uma página/comunidade no site de relacionamentos Facebook onde é proposta uma “solução final fácil e divertida” para se “livrar destas criaturas repugnantes” — no caso, portadores da síndrome de Down: utilizá-las como alvo, móvel ou fixo, em estandes de tiro.
A página da comunidade exibe ainda a foto de um bebê portador da síndrome com a palavra “idiota” escrita na testa.
Revoltante para se dizer o mínimo.
Podemos dizer que isso é o fruto bem acabado do anonimato da internet que dá a vermes preconceituosos e ignorantes a oportunidade de destilar o seu veneno em escala mundial com poucas chances de identificação, visto que raramente um animal deste porte vem à público assumir seus desvios de caráter e sua falta de humanidade e declarar-se como “pai” da grandiosa idéia.
Mais triste do que saber que existem no mundo criaturas podres o bastante para se darem ao trabalho de criarem uma comunidade tão execrável é vermos que, no domingo 21, a página já contava com quase 1700 afiliados. Isso mesmo. Você leu certo: 1700.
Sempre haverão idiotas dispostos a seguir outros idiotas e pregar a prática de atrocidades como solução para tudo. Para esses “homens” é mais fácil puxar o gatilho do que investir em esclarecimento, capacitação das escolas públicas e a criação de centros capazes de promover a inclusão de forma efetiva.
A espiral de irracionalidade e violência cresce a olhos vistos e ninguém faz nada para mudar este cenário.
Já tivemos propostas para a “solução final” ao problema dos judeus, dos negros, dos homossexuais e, agora, a “humanidade” nos apresenta a solução para a Trissomia do Cromossomo 21. O que virá a seguir? A “solução final” para os canhotos? Para os idosos? Para o seu vizinho que gosta de escutar Luiz Ayrão no sábado à tarde no último volume?
E assim seguimos em nossa gloriosa escala evolutiva.
EM TEMPO: Após uma série de protestos dentro do próprio Facebook exigindo o fim da comunidade, a referida página foi retirada do ar e a ministra italiana da Igualdade Mara Carfagna declarou que a polícia já está cuidando do caso e prometeu uma ação legal contra os responsáveis pela página que, em suas palavras, é “inaceitável e perigosa”.
Fiquemos de olho para que esta não seja mais uma denúncia que se perde nos meandros da justiça.
Esta matéria foi publicada no jornal Cruzeiro do Sul e em sua versão eletrônica em 18/02/2010
Grupo trabalha pela inclusão dos portadores de Down
por Rodrigo Gasparini
“Trabalhar pela independência, autonomia e, principalmente, pela felicidade dos portadores da síndrome de Down”. Nas palavras de Tomás André dos Santos, esta é a missão do Grupo Felicidade Down, fundado há quatro anos por ele e sua esposa, Célia Regina dos Santos.
Sem constituição formal e fugindo da burocracia (Tomás faz questão de salientar que o grupo não é uma ONG), o ‘Felicidade’ tem 300 famílias cadastradas e atua na inclusão social de downs - como são chamados os portadores da doença - e seus pais. O trabalho é feito através de encontros, passeios, excursões, festas e cursos, entre outras atividades.
A motivação dos fundadores do Felicidade Down atende pelo nome de Bruna Teresa, uma jovem de 27 anos de idade, filha do meio do casal. “Você vê muito pai que, quando recebe a notícia de que o filho é down, o mundo cai. Conosco, isso não aconteceu”, conta Tomás. Apaixonado por motocicletas, ele tem justamente na filha deficiente a maior companheira de passeios em duas rodas. “Todo domingo de manhã a gente vai num posto de gasolina para encontrar o pessoal que anda de moto”.
A jovem Bruna, aliás, é um grande exemplo de como a inclusão social pode melhorar a qualidade de vida dos portadores da síndrome. Trabalhando há 12 anos numa rede de lanchonetes, ela sente na pele a importância de uma vida próxima do considerado normal. “O trabalho abre uma dimensão totalmente nova. Minha filha se tornou outra pessoa, se valoriza mais”, conta o pai, orgulhoso.
O Felicidade Down não é uma entidade constituída e funciona sem CNPJ, atas de reuniões, diretoria e livro caixa. A opção do casal de fundadores foi justamente pela fuga da burocracia. “Não fazemos assistencialismo. Somos uma comunidade”, explica Tomás. Filosofia que se reflete também na hora de arrecadar fundos para as atividades: “Se vamos fazer um passeio, vemos quantas pessoas podem ajudar e dividimos o valor”. Assim, o grupo não tem dinheiro em caixa.
O tempo e a energia economizados com a dispensa de trabalhos burocráticos são utilizados na realização de atividades voltadas à inclusão dos portadores de Down. Passeios, idas ao cinema e visitas ao zoológico são comuns. O grupo também firma parcerias para oferecer aos deficientes cursos de inglês, de modelo, balé, informática, teatro e aulas de futsal. O ‘Felicidade’ ainda organiza as comemorações, em Sorocaba, do Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março).
Inclusão começa pelos pais
Por incrível que possa parecer, a maior dificuldade dos responsáveis pelo Felicidade Down não está em convencer a sociedade da importância da inclusão, mas sim trabalhar para que os próprios pais dos deficientes entendam isso. “Nossa ideia é fazê-los verem que é possível (a inclusão)”, diz Tomás. Segundo ele, o maior problemas que um down pode enfrentar é o superprotecionismo dos pais. “Trabalhamos para alertá-los que o filho deles não é um cachorrinho, mas um ser humano. E o jeito de motivar é mostrar que a criança pode ser feliz, buscar sua própria identidade e autonomia”.
O responsável pelo grupo avalia que, em Sorocaba, ainda são poucos os portadores da Síndrome de Down que interagem com a sociedade. “O resto está em casa, guardadinho”, critica. A estimativa é baseada na própria dificuldade que ele e sua esposa encontram quando vão organizar alguma atividade. “A Célia fica telefonando. Liga para 100 famílias e consegue 20”, exemplifica. Até mesmo a inclusão no mercado de trabalho é dificultada pela resistência dos pais.
Mas, se ainda há quem relute em deixar o filho down conviver normalmente com a sociedade - muitas vezes por falta de informação -, as crianças e jovens com a sorte de terem pais “liberais” saboreiam a melhor qualidade de vida que adquirem ao longo do tempo. Por conta dos eventos e encontros promovidos pelo ‘Felicidade’, uma turma de fiéis amigos se formou. “Eles conversam pelo MSN, orkut e telefone. Criaram um círculo que antes não existia”, ressalta Tomás. Festas de aniversário e até baladas são frequentadas pelos downs, que por conta disso acabam fazendo amizades também com pessoas sem deficiência. Esta espécie de circuito social reúne, atualmente, cerca de 30 famílias.
No Carnaval
No Carnaval de rua deste ano, 20 downs desfilaram num bloco da escola de samba 28 de Setembro. A apresentação dos deficientes na passarela do samba, que ocorreu pela terceira vez, traz a cada ano uma nova e fortalecedora experiência. “A plateia levanta, bate palmas e vibra. O pessoal percebe que, para quem está desfilando, é uma vitória”, resume Tomás.
Este artigo foi publicado no portal da Abril, via Agência Estado em 28 de janeiro de 2010.
A importância da vacinação de crianças até 5 anos contra pneumococos
São Paulo, 28 (AE) - O início do ano marca a volta das crianças às creches e escolas e, nesse período, os pais ou responsáveis devem ficar atentos ao calendário de vacinação das crianças, pois algumas doenças graves têm maior chance de surgir durante o convívio escolar.
É o caso da pneumonia e da meningite bacterianas, ambas causadas pelas bactérias pneumococos, comuns entre crianças menores de cinco anos. Essas bactérias ficam alojadas na região da nasofaringe (parte da faringe situada atrás do nariz) e são transmitidas de criança para criança através do contato direto.
A partir da transmissão de pneumococos, podem surgir doenças comuns, como otites e sinusites, e doenças muito graves, como a meningite bacteriana e a pneumonia. A prevenção é a melhor forma de evitar essas doenças e isso acontece com a vacinação, orientada pelo pediatra.
No Brasil, existe uma vacina aplicada em mais de 90 países - a Vacina Pneumocócica 7 Valente - disponível em centros privados de vacinação e clínicas pediátricas, além dos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIEs), onde é gratuita para crianças de alto risco, como aquelas que apresentam diabetes, cardiopatias, HIV, Síndrome de Down ou bebês prematuros.
Recentemente, uma vacina 10 Valente também foi disponibilizada no mercado privado. Em breve, no entanto, uma versão mais abrangente deve chegar ao mercado brasileiro: a Vacina Pneumocócica Conjugada 13 Valente. A nova vacina acaba de ser incluída nos programas de imunização infantil do Reino Unido e do Uruguai e já foi aprovada também em outros países, como Canadá e Chile.
O melhor caminho para preservar a saúde é procurar a orientação do médico de sua confiança. Assim, consulte o pediatra de seu filho e peça mais detalhes sobre as vacinas que ele deve tomar ao longo de 2010.
* A Dra Luiza Helena Arlant Falleiros-Carvalho é infectologista Chefe da Seção de Pesquisas e Trabalhos Científicos do Instituto de Infectologia Emilio Ribas - São Paulo e Membro do Conselho Consultivo da Sociedade Latino-americana de Infectologia Pediátrica - SLIPE.
Notícia veiculada no site da ABN News em 18/01/2010
Modelo deficiente conta história de luta em biografia
 A modelo Vanessa Vidal
BRASÍLIA [ ABN NEWS ] - Miss Ceará e Miss Brasil Beleza Internacional 2008, Vanessa Vidal lançou na sexta-feira (15) na sede do ICEP Brasil a biografia A Verdadeira Beleza - Uma história de superação. No livro, Vanessa narra sua jornada pessoal ao mesmo tempo em que conta a história de sua luta pela divulgação da cultura surda. Sua história de vida é contada na Língua Brasileira dos Sinais (LIBRAS) e traça paralelos com o mundo das pessoas deficientes e seu esforço para se manifestar na sociedade.
Exemplo de cidadania, a deficiente auditiva Vanessa nos mostra que a beleza pode vir acompanhada de consciência social. Sua luta pela inclusão social dos surdos é uma cruzada contra o preconceito sofrido por deficientes em todo o Brasil. A história de vida da modelo reflete parte da cultura cearense e aponta caminhos para superação de limites e um desenvolvimento social mais responsável.
O livro tem apresentação do jornalista Tarcísio Matos, um amigo da família da modelo. “Há mais encanto no espírito determinado de Vanessa que em seu belo rosto e corpo modelar. Miss, modelo, filha querida, cidadã. A busca por inclusão não se restringe aos anseios de si mesma. Enxergou no outro, após certa maturidade, a âncora das investidas. Descobriu que todas as deficiências são da sua conta”, atesta o jornalista.
SERVIÇO
A Verdadeira Beleza - Uma história de superação
Autobiografia de Vanessa Vidal
Preço: R$ 25,00
ICEP Brasil
No último dia 31 de dezembro, a página de concursos do site do jornal Correio Brasiliense publicou notícia sobre o concurso aberto pelo Ministério Público de São Paulo para preencher 75 vagas de promotor substituto.
Desse total de vagas, que por motivos mais do que óbvios possui exigências com relação à formação e experiência profissional dos candidatos, 5% serão destinadas a portadores de necessidades especiais (ou, como no texto do jornal que pode ser lido na íntegra aqui, deficiência).
Novamente um órgão público mostra o caminho, contratando aqueles que, na maioria das vezes por motivos fúteis, são deixados “de lado”, à margem da sociedade.
Espalhe essa notícia. Mesmo que você não conheça ninguém que se enquadre no perfil indicado pelo edital o texto, com certeza, chegará às mãos de alguém que poderá fazer bom uso dessa oportunidade.
Duas notícias veículadas no portal G1 nos últimos dias mostram que o mercado de trabalho público e privado começa a encarar de frente o desafio de pôr um fim à discriminação e criar vagas para portadores de necessidades especiais, não apenas nos níveis mais básicos da estrutura profissional, mas também em ocupações de chefia e gerência.
Veja abaixo a íntegra das duas reportagens e passe adiante. Com certeza chegará às mãos de alguém interessado e precisando de uma (re)colocação no mercado de trabalho.
Reportagem publicada em 25/12/2009 - Concurso Público - clique aqui para ler no G1
Ministério do Trabalho e Emprego abre concurso para 234 vagas
Cargo é de auditor fiscal do trabalho, com salário inicial de R$ 13.067.
Oportunidade exige grau superior e inscrições são feitas pela internet.
Do G1, em São Paulo
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou no Diário Oficial da União o edital de abertura do concurso público para 234 vagas no cargo de auditor fiscal do trabalho. Para participar do concurso é preciso ter curso superior concluído, em qualquer área de graduação. O salário inicial é de R$ 13.067 com jornada semanal de 40 horas. Do total de vagas, 12 são reservadas a portadores de deficiência.
Confira lista de concursos e oportunidades
A inscrição poderá ser feita somente na internet, no site www.esaf.fazenda.gov.br, entre 10h do dia 18 de janeiro de 2010 e 23h59 do dia 1º de fevereiro (horário de Brasília). O valor da taxa de inscrição é de R$ 130 e deve ser pago por meio de boleto eletrônico até o dia 2 de fevereiro, em toda rede bancária.
Só poderá solicitar a isenção da taxa o candidato inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e ser de família de baixa renda. O formulário para a requisição está disponível no mesmo site e deverá ser feita entre as 10h de 18 de janeiro e as 23h59 de 19 de janeiro.
As avaliações serão feitas por meio de duas provas objetivas, um teste discursivo e sindicância de vida pregressa. A data das provas ainda não foi divulgada.
As vagas são para as superintendências do Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Tocantins.
Reportagem publicada em 28/12/2009 - Emprego Inciativa Privada - clique aqui para ler no G1
Centro de emprego em Guarulhos (SP) seleciona para 2,8 mil vagas
Salários variam de R$ 465 a R$ 3,6 mil.
Maior número de vagas é para ajudante de carga e descarga.
Do G1, em São Paulo
O Centro Integrado de Emprego, Trabalho e Renda de Guarulhos (SP) seleciona candidatos para 2.886 vagas. Os salários variam de R$ 465 (ajudante de carga e descarga de mercadorias, lavador de carros e vendedor interno) a R$ 3.600 (desenhista projetista mecânico). A carga horária, os benefícios e a escolaridade variam de acordo com os cargos pretendidos.
Veja a lista de concursos e oportunidades
Os cargos com maior número de vagas são para ajudante de carga e descarga (228), auxiliar de produção (225), operador de telemarketing (122), motorista carreteiro (115), ajudante de limpeza (77), porteiro (60), operador de caixa (55) e repositor de mercadoria (48).
Há também vagas com remuneração mais alta, como analista de custos (R$ 3.500), gerente de depósito (R$ 3.000), almoxarife (R$ 2.400) e motorista carreteiro (R$ 2.000).
Portadores de deficiência
Do total de vagas abertas, 471 são para portadores de deficiência em ocupações como operador de supermercado (180), auxiliar de linha de produção (120) e auxiliar administrativo (55). Os salários variam de R$ 471 (ajudante de cozinha) a R$ 1.200 (técnico mecânico).
Os interessados devem comparecer a um dos quatro postos do Ciet, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. É preciso apresentar carteira profissional, CPF, RG, título de eleitor e número do PIS.
Veja os endereços dos postos:
Posto Centro: Rua São Vicente de Paula, 163
Posto Cumbica: Rua Capitão Aviador Walter Ribeiro, 359
Posto Vila Augusta: Rua Antônio Iervolino, 225
Posto Pimentas: Avenida Juscelino Kubitschek, 2760
Este artigo foi publicado em 02/12/2009 no portal Itu.
Interessante a iniciativa de tornar o abaixo-assinado uma coisa realmente pessoal e fazer com que as pessoas tenham, mesmo que de forma leve, a sensação de estar na pele de outra.
ONU convida Instituto para lançar site manifesto
O Instituto MetaSocial foi convidado pela Organização das Nações Unidas para lançar o Site-Manifesto “Ser Diferente é Normal, e os Direitos são Iguais”, durante a cerimônia do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.
Em dezembro são celebradas várias datas dedicadas ao combate à exclusão, como Dia Mundial de Combate à Aids (1/12), das Pessoas com Deficiência (3/12), dos Direitos Humanos e dos Povos Indígenas (10/12). E o tema inclusão nunca esteve tão em evidência, desde as novelas que retratam a vida de pessoas com deficiência, passando pela decisão do Ministério da Educação (MEC) de garantir escola regular para alunos com qualquer tipo de deficiência, ao projeto de lei que criminaliza a discriminação contra idosos, homossexuais e pessoas com deficiência.
É nesse cenário que chega à Internet uma campanha inovadora criada pela agência de publicidade Giovanni+DraftFCB - “Ser Diferente é Normal, e os Direitos são Iguais”: um abaixo-assinado virtual que usa a tecnologia para conscientizar e promover a inclusão de todos, sem exceção.
Diferencial
O grande diferencial deste manifesto, é que, ao invés de aderir com o nome, a pessoa “assina“ com a própria imagem. Mudando seu rosto para aparentar ter síndrome de Down, o internauta entra na pele de uma das parcelas da população que mais sofre preconceito: as pessoas com deficiência intelectual, e ajuda a levar adiante a mensagem de que Ser Diferente é Normal e, portanto, todos devem ter os mesmos direitos.
Personalidades como Cauã Reymond, Ana Maria Braga, Malu Mader, Guilherme Berengher, Marcos Pasquim, e tantos outros já emprestaram seu rosto a essa causa.
O site é também uma forma leve e divertida de chamar a atenção, de forma interativa, para a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Aprovada pela ONU em 2007 e ratificada com força constitucional pelo Congresso brasileiro em 2008, a Convenção, que garante que as pessoas com deficiência exerçam seus direitos em igualdade de condições com os demais, ainda é desconhecida de grande parte da população.
Facebook da Diversidade
Apelidada de “Facebook da Diversidade”, a campanha “Ser Diferente é Normal, e os Direitos são Iguais” já passou no teste de popularidade: recebeu 600 mil acessos em um fim de semana em que foi apresentada ao público, em março deste ano, e ganhou dois prêmios no Festival de Publicidade do Rio em setembro de 2009. Também em setembro, a campanha foi pré-lançada para um milhão e meio de pessoas por Regina Casé, nas ruas de Nova York, durante o Brazilian Day.
- Direito a informação
Extraído do site Entre Amigos, mais um fato que precisa ser amplamente divulgado.
Conhecer os di... - Péssimo exemplo
O link para este texto foi encaminhado pelo meu bom amigo Eduardo "Dudu" Sales, do Papo de Gordo. Um... - Sopa
Sempre ouvi dizer que não importa muito o gosto da papinha que é dada aos bebês. Que isso nã... - Deficiente?
- Emprego para todos
A reportagem à seguir foi publicada na site Cruzeiro do Sul, no último dia 23 de novembro e pode ser acessada clicando aqui.
A denúncia é séria e precisa ser apurada com muito critério. Secretarios municipais ou estaduais de educação virem a público para afirmar, do alto de toda a sua arrogância, que a administração A fez mais pela inclusão do que a B, como mostram os números (sempre estão repletos de números), não significa muito a menos que esse tipo de afirmação passe pelo crivo de uma análise profunda, meticulosa e isenta.
O que podemos supor, de acordo com a reportagem, é que, no caso descrito, a “inclusão” resumiu-se apenas a colocar as crianças dentro da mesma sala de aula e pronto: fez-se a magia da inclusão. Professores, diretores, agentes administrativos, monitores e zeladores despreparados tornam, para o portador de necessidades especiais, o ato de ir à escola um suplício e não um prazer.
O que vemos no texto não é inclusão. É vergonhoso. Já passou da hora de pormos um ponto final na ignorância e cobrar das autoridades um comportamento digno, sério e comprometido com a questão da inclusão, porque nem todos têm condições de pagar bons colégios e os impostos são descontados de maneira igual de ricos e pobres para que, entre outras coisas, o ensino público de qualidade (e como qualidade entenda-se também a inclusão) seja real e um direito de todos, pois, mais do que um dever, é uma OBRIGAÇÃO do Estado cuidar da formação escolar de nossos jovens.
Mães acusam escola de discriminar adolescentes
“Mamãe, eu vou. O Júnior vai, a Luana vai, a Giovana vai.” É com euforia que a menina M.C.S., de 12 anos, conta todos os dias para a mãe sobre os preparativos para um passeio com os colegas da escola ao Sesc Interlagos, na sexta-feira. Só que ela não vai. Nem mesmo foi convidada. A garota, que tem síndrome de Down, não é incluída nos programas externos. O mesmo acontece com T.G.S.C, de 13 anos, que enxerga pouco e tem microcefalia (redução do tecido nervoso). As mães dizem que as filhas são discriminadas.
Maria do Socorro Minelvino dos Santos, de 51 anos, conta que M.C.S. não participou dos passeios realizados pela Emef Desembargador Teodomiro Dias, na Vila Sonia, zona oeste, nos últimos três anos. “Ela nunca foi convidada. Só fico sabendo pelas outras mães ou pelos amiguinhos da escola.” A dona de casa Adinailde Gomes de Souza, de 37 anos, mãe de T.G.S.C., relata a mesma situação. “Fico sabendo pelos outros Isso me machuca muito porque mostra que a minha filha não faz parte do grupo.”
A pedagoga Ariane Tupinambá, da Fundação Síndrome de Down, de Campinas, diz que não há qualquer empecilho para que uma criança com a síndrome participe dos passeios. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação diz que os “bilhetes via agenda raramente são respondidos” e que “em momento algum essas crianças ou qualquer outro aluno são excluídos ou tratados com indiferença”. As mães afirmam que não recebem os bilhetes. (AE)
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