O site da revista Exame, publicou que a APAE-SP entrou com pedido de liminar no Ministério Público contra o humorista Rafinha Bastos. O que a APAE pede é que o DVD do humorista entitulado A Arte do Insulto saia de circulação, por conta de uma piada que faz referência as pessoas com deficiência intelectual.
O que está acontecendo neste mundo, ao meu ver, é um retrocesso no desenvolvimento sociológico. Há uns dois mil e tantos anos atrás, o foco da humanidade era estudar e descobrir novas maneiras de construir casas, fazer roupas para se aquecer e como garantir comida o ano inteiro. Haviam as doenças e as deficiências e as pessoas lidavam com isso com muito preconceito, ora escondendo ora até mesmo sacrificando quem as portasse.
Hoje em dia, há a luta para que possamos todos JUNTOS sermos cidadãos em pleno exercício de nossos direitos e deveres, (é, eu não me canso de repetir isso, nunca vou cansar!). Aí eu lhes pergunto, por que cargas d’água os humoristas precisam usar títulos como A Arte do Insulto para promover seus trabalhos? Para que insultar as pessoas? Você gosta de ser insultado? Ninguém gosta! Estranhamente surgiu no Brasil uma safra de humoristas que acredita que o humor não tem limites e que o grosseiro e a ofensa são “desculpáveis”quando usados de forma humorística. Bem, não são. É grande a distância entre o humor e o grotesco.
Rafinha Bastos no caso da piada sobre Wanessa Camargo e seu bebê e os humoristas da MTV em seu deplorável Casa dos Autistas elevaram a ofensa gratuita disfarçada de piada à categoria de arte. A MTV teve que se retratar e ainda responde a um processo por danos morais em função da “escorregada” de seus comediantes. Bastos perdeu, em primeira instância, o processo movido por Wanessa Camargo e agora terá que responder a mais um.
Bons tempos aqueles em que para se fazer humor bastava um violão, um banquinho e um artista de categoria como Juca Chaves ou Ary Toledo.
Em tempo: Rafinha Bastos já anunciou, através de sua advogada, que irá recorrer da decisão no caso movido por Wanessa Camargo.
Texto de Patrícia Almeida extraído da revista eletrônica Inclusive, em 8 de janeiro de 2012
Em pouco mais de 24 horas, Ryan e Noah viraram pop stars. E a Target, grande cadeia de lojas de artigos populares nos EUA, se tornou a heroína das pessoas com deficiência. Isso sem fazer nada além do que vem fazendo, sem alarde, desde de a década de 80 – refletir a diversidade dos consumidores em sua publicidade.
Dessa vez, a iniciativa da Target – infelizmente ainda muito pouco seguida no mundo da propaganda -, foi repercutida como nunca antes graças ao poder da internet.
Ao ver a propaganda em que um menino fofo de uns 6 anos, com síndrome de Down, aparece junto a outras crianças anunciando camisetas, Rick Smith, pai de Noah, que também tem síndrome de Down, postou seus sentimentos em seu blog, Noah’s Dad (o Pai de Noah): “Se você viu o anúncio da Target desta semana você pode não ter notado um menino adorável com camisa laranja brilhante sorrindo na página 9! E se foi assim, isso me faz feliz!
A razão da minha felicidade? Bem, o jovem elegante de camisa laranja é Ryan. Por acaso Ryan nasceu com síndrome de Down, e eu estou contente que a Target tenha incluído um modelo com síndrome de Down no anúncio ! :)
Não era um catálogo de “roupa especial para crianças especiais”. Não havia uma chamada em nenhum lugar da página proclamando orgulhosamente que “a Target tem o orgulho de apresentar um modelo com síndrome de Down no anúncio desta semana!” E eles não pediram que o Ryan vestisse uma camisa com a frase: “Nós não somos todos anjos”, impressa na frente.
Em outras palavras, eles não fizeram um estardalhaço. E eu gostei disso.
5 coisas que a Target disse sem dizer nada
Apesar da Target não ter dito nada ao usar um menino com síndrome de Down como modelo em seu anúncio, eles disseram muitas coisas . Eles disseram as mesmas coisas que a Nordstrom (outra cadeia de lojas de roupa) quando usou Ryan como modelo em seu catálogo no verão passado. Eu poderia enumerar uma centena de coisas ditas pela Target quando produziu este anúncio, mas vou falar as 5 que imediatamente vêm à mente:
1. Eles disseram que as pessoas que nascem com síndrome de Down merecem ser tratadas da mesma forma que qualquer outra pessoa neste planeta.
2. Eles disseram que é hora das organizações intencionalmente buscarem maneiras criativas para ajudar a promover a inclusão, não a exclusão. (Não é por acaso que a Target usou um modelo com síndrome de Down neste anúncio. Foi uma decisão intencional. Se queremos que o mundo seja um lugar onde todos são tratados iguais, não podemos simplesmente sentar e assistir o tempo passando. Temos que agir intencionalmente. Temos que fazer alguma coisa.)
3. Eles disseram que as empresas não têm que chamar a atenção para o fato de serem inclusivas, para que as pessoas percebam o seu apoio às pessoas com deficiência. Na verdade, não fazendo alarde disso, eles estão fazendo um trabalho melhor ao mostrar o seu apoio para à comunidade de pessoas com deficiência.
4. Eles disseram que é importante para o mundo ver pessoas que nascem com deficiência com outros olhos. Que é hora de deixarmos para trás todos os estereótipos incorretos do passado e seguir em frente abraçando o futuro com imagens de pessoas verdadeiras.
5. Eles disseram que você não precisa gastar muito para os seus filhos terem boa aparência! (Quero dizer, poxa, vamos lá, essa camisa custa só cinco dólares!)”
A sinceridade e o bom humor do texto de Rick fez sentido para uma enorme quantidade de pessoas, dentro e fora da comunidade de pessoas com deficiência.
O post se tornou viral. Recebeu mais de 200 comentários no Blog, foi curtido 18 mil vezes no Facebook e Tweetado mais de 3 mil vezes. O sucesso do assunto atraiu a grande mídia. Mais de 20 órgãos da imprensa repercutiram a notícia, entre elas a ABC, e o britânico Daily Mail. No Brasil, o site UOL também traduziu e publicou o conteúdo.
Rick ficou feliz com o sucesso da história e está aproveitando a atenção para divulgar o Blog em que mostra diariamente vídeos de 1 minuto de seu filho Noah. Os vídeos já foram vistos nos quatro continentes. Em vários deles, Noah aparece fazendo sessões de esimulação precoce. Há pais que escrevem contando que, como não há serviços de terapia ocupacional ou fonoaudiologia onde moram, os vídeos servem para aprenderem a estimular seus filhos em casa.
Outro objetivo, diz Rick , é encorajar famílias a receberem crianças com síndrome de Down com naturalidade em suas vidas, especialmente casais que descobrem que o bebê que esperam tem a síndrome. Com a taxa de aborto nos Estados Unidos em caso de resultado positivo a mais de 90% , e a expectativa desse número aumentar ainda mais com a chegada de exames menos invasivos para detecção de síndrome de Down na gravidez, o pai de Noah espera convencer aqueles que entram na internet à procura de informação quando recebem um diagnóstico de síndrome de Down. “Eu não faço piquete na porta de clínicas de aborto. Sou mais criativo. Eu acredito na força de uma boa história. E convido as pessoas a conhecerem a nossa”, conclui.
É… com esse anúncio a Target vai conseguir muito mais do que aumentar a venda de suas camisetas.
Que 2012 lhes traga uma porção de coisas boas: paz, saúde, amor, sucesso e muita felicidade!
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, postou o tweet abaixo falando sobre a divulgação do Programa Censo-Inclusão, que buscará cadastrar todas as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida na cidade. Esse tipo de cadastramento, em teoria, é um primeiro passo para que medidas efetivas para aumentar a qualidade de vidas das pessoas com deficiência sejam tomadas. A notaoficial também ressalta a criação de um grupo de tradução encarregado de verter todos os trabalhos para LIBRAS.
À Prefeitura, os parabéns pelo primeiro passo (tardio, mas nem por isso menos importante). À nós, como sociedade, fica a tarefa de fiscalizar e cuidar para que o projeto, muito bom na teoria, não se torne mais um balão de ensaio eleitoreiro (sim, estamos em ano de eleições lembram?).
Estamos de olho, senhor prefeito. Estamos de olho.
LIBRAS é a Língua Brasileira de Sinais, se você tem interesse em saber usá-la, baixe aqui o PDF de Libras uma Conquista Histórica
Texto publicado originalmente no site Inclusive, em 10/09/2011
Esta é a primeira terapia potencial para melhorar a cognição e comportamento adaptativo em indivíduos com síndrome de Down. A Down Syndrome Research and Treatment Foundation (DSRTF) vem colaborando com o laboratório neste estudo.
O laboratório Roche anunciou hoje o início de seu primeiro estudo de fase 1 clínica para investigar a segurança e tolerabilidade de uma molécula projetada para atender os déficits cognitivos e comportamentais associados à síndrome de Down.
“Há atualmente uma grande necessidade médica ainda não atendida para o tratamento de problemas cognitivos em indivíduos com síndrome de Down”, comenta Luca Santarelli, diretor global da Roche Área de Neurociência de Doenças Translacionais. ”A estratégia da Roche Neurociências é abordar especificamente essas condições graves que não têm tratamento efetivo ou seguro. É por isso que temos um forte compromisso com questões do desenvolvimento neurológico, incluindo ocorrências genéticas, como síndrome de Down ou X Frágil, assim como transtornos do espectro autista. ”
A melhora das funções cerebrais, tais como cognição e linguagem em indivíduos com síndrome de Down, pode contribuir para que estes indivíduos levem uma vida mais independente. Isto pode ajudar, por exemplo, em habilidades práticas de cada dia, tais como manter uma casa, ou um emprego e ter uma vida social mais gratificante. Estas melhorias podem ter um impacto significativo sobre o funcionamento e a qualidade de vida de indivíduos com síndrome de Down, bem como ajudar a reduzir os encargos para as famílias, cuidadores e a sociedade.
“Este estudo terá como alvo apenas adultos entre 18 e 30 anos, mas acreditamos que uma intervenção mais precoce na síndrome de Down tem o potencial para um maior resultado médico”, diz Paulo Fontoura, chefe de Medicina Translacional na área de Doenças Roche Neurociências Translacional. ”Por enquanto ainda estamos na fase inicial, mas estamos confiantes de que nosso medicamento e mecanismo de ação pode, potencialmente, abrir a porta para novas investigações promissoras nos próximos anos.
“Com base em modelos animais, um desequilíbrio entre neurotransmissores excitatórios e inibitórios foi proposto entre as causas subjacentes da função cerebral alterada em indivíduos com síndrome de Down. O medicamento de investigado pela Roche está sendo avaliado por sua capacidade de lidar com este desequilíbrio, a segmentação do sistema *GABAérgica.
*GABA: gamma-amino ácido butírico
Sobre o estudo
Este estudo, controlado com placebo, irá avaliar a segurança e tolerabilidade do medicamento em estudo em indivíduos com síndrome de Down. Serão recrutados até 33 indivíduos em um ou dois países. A droga experimental já foi testada em voluntários saudáveis e os resultados demonstraram uma boa segurança e tolerabilidade, sem eventos adversos significativos. Para mais informações sobre o estudo, o acesso a Roche clinicaltrials Protocolo de Registro e Banco de Dados Resultados: http://www.roche-trials.com/
Sobre síndrome de Down
A síndrome de Down é a ocorrência genética mais comum de deficiência intelectual e atraso do desenvolvimento, e afeta uma em cada 700-1000 recém-nascidos. Também chamada Trissomia do 21, esta condição ocorre quando um indivíduo tem três, ao invés de duas, cópias do cromossomo 21. Este material adicional genético traz algumas dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico, e é freqüentemente associado com outras complicações que vão de questões neurológicos e cardíacas a problemas de audição e visão. Pessoas com síndrome de Down são mais propensas a desenvolver doença de Alzheimer à medida que envelhecem.
Para saber mais sobre o estudo e fazer doações para contribuir para esta e outras pesquisas em síndrome de Down, visite o site da DSRTF.
Artigo publicado no siteItu.com.br, em 10 de maio de 2011 por Tamara Horn
“Colegas”: filme narra sonhos de jovens com síndrome de down
Os atores Rita Pokk, Ariel Goldenberg e Breno Viola são os protagonistas dessa deliciosa comédia e aventura. (foto: divulgação)
O longa-metragem “Colegas”, dirigido e roteirizado por Marcelo Galvão, com estréia prevista para o segundo semestre de 2011, trata de uma forma poética coisas simples da vida através dos olhares de três jovens com síndrome de down. Com o elenco composto por Breno Viola, Rita Pokk e Ariel Goldemberg, além dos atores Lima Duarte, Juliana Didone e Amélia Bittencourt o filme promete emocionar a todos.
A trama gira em torno dos amigos Stalone (Ariel Goldemberg), Aninha (Rita Pokk) e Márcio (Breno Violla), colegas que se comunicam basicamente por meio de citações do cinema, resultado dos anos em que trabalharam na videoteca do Instituto Madre Tereza, local onde vivem.
Um dia, inspirados pelo filme Thelma & Louise (dirigido por Ridley Scott) resolvem fugir no carro velho do jardineiro (Lima Duarte) em busca de seus sonhos: Stalone quer ver o mar, Marcio quer voar e Aninha busca um marido pra se casar. Nessa viagem, enquanto experimentam o sabor da liberdade, envolvem-se em inúmeras confusões e aventuras como se a vida não passasse de uma eterna brincadeira.
O filme tem como produtor executivo Marçal Souza que tem em sua filmografia sucessos como “O Beijo da Mulher Aranha”, de Hector Babenco; “Até Que a Vida Nos Separe”, de José Zaragoza; “Rinha” de Marcelo Galvão, entre outros.
“Colegas” na web
Para ficar cada vez mais interativo e ligado ao público, a produção tem investido na divulgação através das mídias sociais comofacebook, e também de umblog, mantido pela Diretora de Comunicação e Assessora Estrategista da Produtora Gatacine, Aleksandra Zakartchouk, contando todos os passos e acontecimentos do longa e curiosidades sobre os bastidores e cotidiano da produção.
O Brasil comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down no próximo 21/3 com extensa programação. Usando o tema “Inclusão Acontecendo – Amplie este Exemplo”, é a sexta vez que a data, criada para celebrar a vida das pessoas com síndrome de Down e chamar atenção da sociedade para a importância da inclusão total, é celebrada no país.
Por quê 21/3?
A data foi instituída pela Down Syndrome International (DSI), entidade que congrega associações de síndrome de Down de todo o mundo em alusão aos 3 cromossomos número 21 que cada pessoa com síndrome de Down carrega (21/3). No Brasil, é a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) quem articula e organiza eventos em todo o país. Com o tema “Iclusão Acontecendo: Amplie este Exemplo”, a FBASD e as associações filiadas estão reunindo a maior programação por país, segundo a DSI, para comemorar a data.
De acordo com Maria de Lourdes Marques Lima, presidente da FBASD, o tema escolhido para 2011 é uma evolução natural do tema de 2010, “Inclusão Social: Vamos fazer Acontecer!”. “A sociedade está vendo cada vez mais pessoas com síndrome de Down nas ruas, na escola, no trabalho, e comece a perceber que a inclusão é possível e depende de cada um de nós. Daí o convite: amplie este exemplo”, diz Lourdes.
“Diversidade” de Lenine na Mídia Social
Como não poderia deixar de ser, o Dia Internacional também vai invadir a mídia social. Ferramenta de inclusão usada mundialmente por milhões de jovens, um clipe preparado para a data está sendo disseminado através do Facebook, Twitter, Orkut, MSN, email… Embalado pela emblemática canção de Lenine “Diversidade”. o clipe traz imagens de crianças, jovens e adultos com síndrome de Down em situações cotidianas, entre elas, das filhas do senador Lindbergh Farias e do Deputado Federal Romario. A letra da música foi traduzida para o inglês e o espanhol e será veiculada para todo o mundo através da Down Syndrome International.
Samuel Sestaro, Relações Públicas da FBASD, aprovou o resultado: “achei o vídeo muito legal e muito interessante”. E deu seu recado para aqueles que, como ele, têm síndrome de Down: “todas as pessoas com (síndrome de Down) podem vencer sobre a vida deles, mesmo com a síndrome. Podem vencer essa luta de escolas particulares perto de suas casas e os pais podem procurar uma escola pros seus filhos ou filhas na Prefeitura de cada cidade do Brasil. Quando eles superarem essas novas experiências, eles ou elas podem se virar sozinhas ou sozinhos para depois, como adultos, estarem superando suas dificuldades”.
Assista o vídeo abaixo:
Programação
A programação inclui sessões solenes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, assim como em várias Câmaras de Vereadores municipais, Assembléias Legislativas estaduais, ressaltando a relevância que a data alcançou junto ao poder público. Nestas oportunidades cidadãos com síndrome de Down representarão a si próprios revelando suas conquistas e expondo suas demandas para que a inclusão em todas as esferas ocorra de forma cada vez mais abrangente no Brasil.
Haverá ainda eventos a nível internacional, como o seminário “Ser Inclusão”, em Itapetinga, Bahia, com a presença do educador José Pacheco, da Escola da Ponte em Lisboa, palestras sobre a evolução da genética, com o geneticista Dr. Francis Maciel Galera em Cuiabá, Mato Grosso, que caminha a passos largos no entendimento da síndrome e possibilidades efetivas de tratamentos que possibilitem a melhoria da qualidade de vida de quem tem um cromossomo a mais.
Mas como a ideia é celebrar, não vai faltar animação na já tradicional colorida e alegre “Caminhadown”, que ocupa a orla carioca e este ano vai acontecer no Leblon, terminando no Baixo Bebê, no Rio de Janeiro. Mais ritmo e animação no Bloco Carnadown, na Downceteria e na apresentação do banda Batalá no Parque da Cidade em Brasília. Exposições de arte e espetáculos de dança completam as comemorações por todo Brasil.
Abaixo segue a programação nacional e para o estado de São Paulo. A programação completa pode ser vista no site da FBASD.
Nacional
14/3 – 10h Sessão Solene em Homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down
Proposta da Deputada Erika Kokay
Local: Plenário Ulisses Guimarães (Câmara Federal)
21/3 Celebrações no Senado Federal (Programação a confirmar)
São Paulo – SP
21/3 – 9h Comemoração do Dia Internacional da Síndrome Down
Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural
Local: Câmara dos Vereadores de São Paulo – Plenário Prestes Maia no 1º andar
Sorocaba – SP
13/3 – 10h às 12h Encontro matinal de Domingo na Pista de Caminhada do Campolim
Local: Pista de Caminhada do Campolim (Esquina da Av. Antonio Carlos Comitre c/ Av. Domingos Julio)
17/3 – 12h Sessão na Câmara Municipal de Sorocaba com pauta especial sobre o Dia Internacional das Pessoas com Síndrome de Down
O Vereador José Francisco Martinez fará uma homenagem a todos jovens com Síndrome de Down de Sorocaba que de destacaram em suas atividades nos últimos anos
Local: Câmara Municipal de Sorocaba – Av. Eng. Carlos Reinaldo Mendes, 2945 – Alto da Boa Vista
19/3 – 19h Evento anual com a presença de pais, familiares, amigos, profissionais da área, empresários, e autoridades
Orientações e explanações gerais sobre a Síndrome de Down, apresentações de jovens e adolescentes, coquetel para integração e convivência de todos os participantes
Local: Instituto Humberto de Campos
Rua Humberto de Campos, 541 – Jd. Zulmira
Campinas – SP
21/3 – 8:30h Vamos falar de Inclusão: Trabalho, Educação, Família e Sociedade
Com Maria Tereza Egler Mantoan, Guirlanda Maria de Castro Benevides e Maria
Carolina Marques
Local: Fundação Síndrome de Down
Taubaté – SP
25/3 – 19h 1º Encontro em Comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down
Associação para Síndrome de Down de Taubaté – ASSID, em parceria com a Faculdade Anhanguera Educacional de Taubaté.
Mesa redonda com Médicos, Fisioterapeutas, Enfermeiros, Assistentes Sociais, Pedagogos, Psicopedagogos e Psicólogos.
Local: Faculdade Anhanguera Educacional – Auditório
Carta publicada em 19/02/2011 no site Inclusive. Se você quiser manifestar seu apoio, acesse este link e deixe seu comentário no post original. Ainda dá tempo!
Segue abaixo carta aberta da sociedade civil ao Senador Lindbergh Farias para a adesão de assinaturas. Nestes últimos dias acompanhamos movimentos no Senado e na Câmara em relação aos projetos de lei sobre Pessoas com Deficiência. No bojo deste movimento, propôs o Senador Lindbergh a criação de uma comissão temporária para aperfeiçoamento da legislação sobre os direitos das Pessoas com Deficiência. Antecedendo a formação desta comissão o mencionado senador convocou a sociedade civil para uma reunião aberta no proximo dia 21, as 15hs, no Senado. Como o tempo é muito curto, várias lideranças não poderão comparecer e não poderão ser ouvidas. Por este motivo, estamos propondo o envio desta carta aberta da sociedade civil. Se você está de acordo com o texto, a sua assinatura com o seu nome, e/ou o nome da sua organização ( origem local, estadual, nacional ou internacional ) será de grande importância para defender a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e para balizar um processo de real consulta e participação da sociedade civil.
Se concondarem, assinem e divulguem!
Obrigada!
Regina Atalla
Claudia Grabois
Alexandre Mapurunga
Carta Aberta da Sociedade Civil
Ao Senador Lindbergh Farias
Ao tempo que enviamos cordiais saudações, gostaríamos de parabenizar V. Exa. pela iniciativa de consultar e contar com a participação da sociedade civil neste processo de aperfeiçoamento da legislação sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, atitude que demonstra respeito para com os protagonistas desta luta, cuja história e militância nos credenciam e nos qualificam como legítimos interlocutores e especialistas neste complexo tema.
Na impossibilidade de estarmos presentes na Reunião Preparatória que irá discutir, dentre outros temas, o Aperfeiçoamento da Legislação sobre Direitos das Pessoas com Deficiência, conforme Requerimento de sua autoria para constituição da Comissão Temporária Interna sobre o referido assunto, no dia 21 de fevereiro, nós, ativistas e representantes de organizações da sociedade civil, abaixo assinados, gostaríamos de registrar o seguinte.
1 – Qualquer aperfeiçoamento da legislação sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência deve estar em consonância com a Convenção sobre os Direitos da Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil como emenda constitucional, cujo texto foi construído com intensa participação da sociedade civil dos países membros da ONU, inclusive do Brasil, que adotou o seguinte lema: Nada sobre as Pessoas com Deficiência, sem as pessoas com Deficiência!
2 – Esta Convenção internacional, que é o primeiro tratado de Direitos Humanos do Século XXI, especialmente dirigido aos 650 milhões de pessoas com deficiência, em todo o mundo, já ratificado por 97 países, incorpora avanços e mudanças profundas na abordagem e no tratamento dos direitos desta parcela da população no campo civil, social, político, cultural, econômico que não podem mais ser desconsideradas em qualquer iniciativa legislativa sobre a área.
3 – É preciso que todos os parlamentares saibam que 70% das pessoas com deficiência em nosso país vivem em situação de pobreza ou de extrema pobreza; mais de 50% das crianças e jovens com deficiência estão fora da escola; os índices de desemprego são alarmantes, que o direito de ir e vir ainda não é uma realidade para a maioria deste grupo. Estes indicadores resultam de um processo histórico de marginalidade social e preconceito, que exige respostas firmes e urgentes de nossos representantes e tomadores de decisão para mudar esta realidade e restaurar a cidadania e a dignidade de 27 milhões de brasileiros e brasileiras com deficiência.
4 – Que é fundamental iniciar um trabalho educativo, através de seminários, com os parlamentares, para que conheçam e dominem todos os dispositivos deste tratado, tendo em vista a melhor compreensão de princípios chaves que devem orientar toda proposta legislativa.
5 – É necessário desenvolver um processo de discussão com a intensa participação da sociedade civil organizada, com seriedade, tempo e profundidade para a proposição da regulamentação de vários dispositivos deste tratado internacional que, por sua generalidade, exigem detalhamento para conferir maior efetividade a sua aplicabilidade.
6 – Considerando o exíguo tempo de convocação desta reunião, fato que limita a participação de lideranças do movimento, uma vez que a mobilidade das pessoas com deficiência é mais restrita e que a maioria das organizações não contam com recursos econômicos para o financiamento de viagens aéreas, solicitamos que a próxima reunião seja convocada com pelo menos 1 mês de antecedência para que tenhamos condição de mobilizar os recursos para tal participação e para que o objetivo de contar com ampla e diversa representatividade neste processo que ora se inicia possa ser cumprido.
Temos ressaltado aqui várias atitudes e batalhas para que realmente haja a inclusão de pessoas com deficiências na sociedade, tanto nas escolas quanto no mercado de trabalho. No entanto, aqueles que se dedicam a melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, não raramente têm poucas condições financeiras, mas muita boa vontade.
Postamos aqui sobre a importância da leitura e da convivência com os livros e a Carol Marzagão está tentando fazer exatamente isso: levar livros em Braille para pessoas com deficiência visual. Ela é uma destas heroínas que tentam superar as barreiras do preconceito, do baixo poder aquisitivo e da quantidade mínima de auxílio para ampliar as possibilidades daqueles que nasceram sem ou perderam, no decorrer da vida, a visão.
Carol busca ajuda para obter equipamentos (como a Impressora Braille Index Basic D) e assim poder fazer a transcrição de livros. Se você, de alguma forma, puder ajudar, acreditamos que isso poderá ser um ponto de mudança na vida de muitas pessoas.
Há seis meses, Tathiana Heiderich, de 26 anos, mudou-se para a Holanda com sua família. Seu pai foi transferido e ela e a mãe, Patrícia, o acompanharam. Para conhecer um pouco mais do novo país, Tathiana deu início a um projeto de entrevistas que resultou num programa de televisão que atualmente é transmitido por canais comunitários de Campinas e de São Paulo.
Tathiana, que tem Síndrome de Down, faz suas entrevistas de maneira descontraída, levando ao espectador um pouco da história de cada um de seus entrevistados.
“Eu entrevisto brasileiros na Europa, o que estão fazendo de legal. Já fiz entrevistas na Holanda, na Alemanha”, conta Tathiana, que também entrevistou holandeses em Holambra, no Brasil, para o piloto do programa.
Por trás do projeto está o Instituto MetaSocial, uma ONG que tem por objetivo promover a inclusão de forma alegre e positiva, como conta a mãe de Tathiana, Patrícia Heiderich.
“A ideia deste programa não é falar de inclusão, falar de deficiência, mas de uma forma subliminar mostrar que se é dada a oportunidade a uma pessoa com deficiência ela pode muito mais do que a gente imagina, que já é um slogan da nossa campanha antiga: ‘Quem tem Síndrome de Down pode mais do que você imagina’. Hoje o nosso slogan é ‘Ser diferente é normal’, e é isso que o programa mostra. É um programa alegre, super alto astral. A Tathiana entrevista, pergunta os micos e prova que realmente há espaço pra todos na sociedade, desde que a gente tenha uma cabeça mais igualitária e que existam mais oportunidades”, diz Patrícia.
Tathiana também está aproveitando o programa para ganhar mais experiência diante da câmera: “Eu também estou fazendo um portfólio, porque quero muito ser atriz.”
Neste link, você pode acompanhar a primeira edição do ‘Ser Diferente’. Quem quiser conferir outros programas pode procurar no YouTube digitando ‘programa Ser Diferente’.
Grupo de teatro da Associação Cultural Fazendo Arte é formado por jovens com Síndrome de Down
Foto: divulgação
Um elenco misto de pessoas com personalidades diferentes, e outras que precisam de alguns cuidados especiais. Assim é composto o grupo de teatro da Associação Cultural Fazendo Arte. Alunos portadores da Síndrome de Down se misturam com outros jovens, e trazem toda sua criatividade e espontaneidade para dentro das aulas e do palco, tornando cada dia uma experiência nova. A coluna Gente Jovem dessa semana conversou com pais desses atores especiais, pessoas do elenco e o diretor da Fazendo Arte, e descobriu o talento e a desenvoltura desses jovens, mostrando que para estar em cima do palco, é só uma questão de querer.
Não é sábado, é dia de teatro
Denilo, 19 anos, que é portador da Síndrome de Down, decidiu fazer três coisas em sua vida: academia, boxe e teatro, como conta seu pai, Miro Negrini. “O teatro já está na vida de Denilo, e se tornou muito importante. Sábado é o grande dia”, certifica Miro, se referindo aos ensaios e aulas teatrais. Os auxílios da vida artística foram muitos para o jovem, mas Miro ressalta principalmente a desenvoltura e a maior facilidade para se expressar. “Ajudou muito na expressão corporal e a desenvolver a fala”, afirma Negrini.
Seguindo sua própria vontade – assim como Denilo -, Felipe, 19 anos, começou no teatro há quase quatro anos, de acordo com sua mãe Leila Soares Silva Rocha. Houve até uma mudança radical na vida do jovem: ele emagreceu 35 quilos quando entrou no teatro. “Tudo isso para ficar mais bonito no palco”, conta Leila, com confirmação um pouco tímida do próprio Felipe, que estava sentado ao lado do repórter. Mas a felicidade de fazer teatro é imensa. Não é sábado, é dia de teatro. “Nesse dia ele não tem nenhuma preguiça de levantar da cama”, declara a mãe.
Bruna Mayumi, 22 anos, chegou à entrevista toda maquiada, usando uma coroa em sua cabeça, que faz parte de seu figurino da peça Sonhando com Alguém e Ninguém, em que representa uma rainha. “Nós chegamos atrasados, pois ela estava se arrumando”, conta seu pai Fausto de Barros, arrancando risos de todos. Para ele, Bruna estar fazendo teatro é uma grande vitória. “Para quem é pai de um jovem que necessita de cuidados especiais, é muito gratificante. A aceitação, o entrosamento… Tudo isso não tem preço”, confessa Fausto.
Camila, 28 anos, outra rainha da peça, chegou mais tímida com seu pai Gilson Carlos Alvarenga, mas logo demonstrou sua personalidade cativante e seu dom para o humor. Chegou cumprimentando a todos e sempre soltava comentários que faziam todos rir. “Ela não tem vergonha. É no teatro onde Camila se sente à vontade”, revela o pai.
Livres para brilhar
“A evolução na convivência social é muito perceptível”, segundo Miro, pai de Denilo. Ele acredita que o teatro é um importante caminho para o portador da Síndrome de Down se tornar mais independente. “O Denilo se sente mais seguro quando está acompanhado. O teatro é uma forma de ele desenvolver mais sua autonomia”, assegura.
Esse pensamento é seguido por outros pais de jovens com Síndrome de Down. Gilson, pai de Camila, acredita que os pais não devem isolar seus filhos, e sim os deixar livres para realizar as mais variadas atividades. “Eles têm capacidade, é preciso mostrar a todos o potencial que possuem”, pontua Gilson.
Etsuko Yabiku de Barros, mãe de Bruna, também defende a liberdade dos jovens para fazerem o que quiserem. “Os limites são os próprios pais que põem”, evidencia Etsuko. “Nós nascemos para brilhar!”, exclama Bruna.
Ainda existe o preconceito contra quem é diferente, mas de acordo com Miro, nesse grupo do Fazendo Arte não é assim. “Preconceito existe em todos os lugares, mas no teatro é bem menos”, revela.
Uma caixinha de surpresas
O elenco é quase todo formado por jovens com Síndrome de Down, portanto fazer aulas de teatro com eles se torna uma experiência diferenciada para quem não possui a doença. “O convívio com eles é maravilhoso. Eles são criativos, espontâneos”, confirma Sueleny Alves, 21 anos. Para a jovem, é preciso estar preparada para esperar de tudo. “Estar no palco com eles é uma caixinha de surpresas. Nunca se sabe o que pode acontecer”, conta.
Rose Rodrigues entrou no grupo quando a peça já estava em andamento, portanto sentiu algumas dificuldades no começo. “Eles empurram você para fazer as cenas. São muito generosos, ajudam muito”, confessa Rose. Ela disse que estava com medo de entrar atrasada, mas a ajuda e o empurrão que teve por parte do elenco foi algo que a motivou a continuar.
A grande sensibilidade que os portadores de Down possuem é algo sentido por todos os componentes do grupo. “Eles logo notam quando você está com algum problema”, assegura Sueleny.
Isabelle Bichinski teve uma experiência que ela lembra até hoje. Um dia a jovem foi nos ensaios com alguma dor, o que despertou o interesse de uma atriz com Down do elenco. “Quando cheguei em outro ensaio, ela veio e me disse: ‘Você está melhor? Eu rezei por você, sabia?’”, conta Isabelle.
Espontaneidade em primeiro lugar
Seguindo um preceito de deixar os alunos livres para criar, o diretor teatral Júnior Mosko, a pedido de pais de jovens portadores da Síndrome de Down, criou um projeto de inserção a essas pessoas no teatro. Esse trabalho é feito pelo diretor há quatro anos, anteriormente realizado no Sesi. Agora está sendo feito na Associação Cultural Fazendo Arte, fundada há um ano, onde esse grupo de jovens realiza suas aulas de teatro.
Mosko não conhecia a linguagem para trabalhar com esses jovens especiais, portanto recorreu a pesquisas para desenvolver o projeto. A metodologia encontrada foi por meio dos jogos teatrais, buscando trabalhar bastante a espontaneidade dos alunos. “Os jogos dramáticos são muito bons, pois possuem mais conteúdo”, especifica o diretor.
Na hora de criar uma peça, o texto fica em segundo plano, para deixar as mentes dos atores livres para estabelecer o que será mostrado no palco. “Eu apenas dou as coordenadas”, revela Mosko. Toda a sintonia e o decorrer dos acontecimentos é guiado pelos alunos. “Quem se adapta a eles sou eu”, completa o diretor. E ainda confessa: “muitas vezes o material deles é superior ao que foi estabelecido”.