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Artigo publicado no site Waves do portal Terra em 01/03/2010, mostrando mais um excelente exemplo que prova, novamente, que a inclusão se faz em todos os lugares onde há boa vontade e disposição.
Escola dá aula de inclusão
Por Thiago Ferrão
No último sábado, dia 27 de fevereiro, a Escola de Surf da Riviera promoveu uma verdadeira lição de vida e inclusão social em sua arena, localizada no módulo 1 da Riviera de São Lourenço, Bertioga (SP).
Em parceria inédita com a entidade APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), mais de 15 pessoas portadoras de necessidades especiais tiveram, gratuitamente, uma aula de surf muito divertida.
A equipe de professores da escola se mobilizou e proporcionou momentos mágicos para alunos, pais e amigos. A aula é uma das ações do projeto social Surf Para Todos, que também atende crianças carentes da região e promove a educação por meio do surf.
Seguindo os padrões da Escola, na aula foram englobadas parte teórica, prática na areia e na água. O sucesso foi absoluto com muitos dos participantes conseguindo ficar de pé e outros que divertiram pra valer controlando a prancha na onda.
Fábio Fujimoto representou os cadeirantes atuando com bastante estilo em sua quinta aula de surf nesse ano. Os demais alunos possuiam síndrome de down e outras deficiências mentais com diferentes graus de evolução.
Independente do caso, mais uma vez ficou comprovado que o surf não possui qualquer limitação podendo ser usado como uma excelente ferramenta de inclusão social, melhorando a auto-estima e proporcionando o bem estar entre seus praticantes.
Com doze anos de experiência a Escola de Surf da Riviera já atendeu diversas vezes grupos especiais. Sempre as iniciativas são gratuitas, contam com uma equipe altamente qualificada e materiais de ponta.
Para obter mais informações sobre o evento, entre em contato pelos telefones (0xx13) 3313-1027 / (0xx13) 9132-5717 ou acesse o site Escola Riviera.
Ontem, dia 22, o portal do G1 e o site português IOL publicaram a mesma nota falando de um ato lamentável (para não dizer asqueroso, preconceituoso, criminoso), que precisa ser apurado, julgado e punido com todo o rigor possível para que sirva de exemplo a todo e qualquer homem-livre que se julga no direito de determinar qual é o biótipo padrão a ser adotado no mundo.
Os dois sites informaram sobre a criação, na Itália, de uma página/comunidade no site de relacionamentos Facebook onde é proposta uma “solução final fácil e divertida” para se “livrar destas criaturas repugnantes” — no caso, portadores da síndrome de Down: utilizá-las como alvo, móvel ou fixo, em estandes de tiro.
A página da comunidade exibe ainda a foto de um bebê portador da síndrome com a palavra “idiota” escrita na testa.
Revoltante para se dizer o mínimo.
Podemos dizer que isso é o fruto bem acabado do anonimato da internet que dá a vermes preconceituosos e ignorantes a oportunidade de destilar o seu veneno em escala mundial com poucas chances de identificação, visto que raramente um animal deste porte vem à público assumir seus desvios de caráter e sua falta de humanidade e declarar-se como “pai” da grandiosa idéia.
Mais triste do que saber que existem no mundo criaturas podres o bastante para se darem ao trabalho de criarem uma comunidade tão execrável é vermos que, no domingo 21, a página já contava com quase 1700 afiliados. Isso mesmo. Você leu certo: 1700.
Sempre haverão idiotas dispostos a seguir outros idiotas e pregar a prática de atrocidades como solução para tudo. Para esses “homens” é mais fácil puxar o gatilho do que investir em esclarecimento, capacitação das escolas públicas e a criação de centros capazes de promover a inclusão de forma efetiva.
A espiral de irracionalidade e violência cresce a olhos vistos e ninguém faz nada para mudar este cenário.
Já tivemos propostas para a “solução final” ao problema dos judeus, dos negros, dos homossexuais e, agora, a “humanidade” nos apresenta a solução para a Trissomia do Cromossomo 21. O que virá a seguir? A “solução final” para os canhotos? Para os idosos? Para o seu vizinho que gosta de escutar Luiz Ayrão no sábado à tarde no último volume?
E assim seguimos em nossa gloriosa escala evolutiva.
EM TEMPO: Após uma série de protestos dentro do próprio Facebook exigindo o fim da comunidade, a referida página foi retirada do ar e a ministra italiana da Igualdade Mara Carfagna declarou que a polícia já está cuidando do caso e prometeu uma ação legal contra os responsáveis pela página que, em suas palavras, é “inaceitável e perigosa”.
Fiquemos de olho para que esta não seja mais uma denúncia que se perde nos meandros da justiça.
Esta matéria foi publicada no jornal Cruzeiro do Sul e em sua versão eletrônica em 18/02/2010
Grupo trabalha pela inclusão dos portadores de Down
por Rodrigo Gasparini
“Trabalhar pela independência, autonomia e, principalmente, pela felicidade dos portadores da síndrome de Down”. Nas palavras de Tomás André dos Santos, esta é a missão do Grupo Felicidade Down, fundado há quatro anos por ele e sua esposa, Célia Regina dos Santos.
Sem constituição formal e fugindo da burocracia (Tomás faz questão de salientar que o grupo não é uma ONG), o ‘Felicidade’ tem 300 famílias cadastradas e atua na inclusão social de downs - como são chamados os portadores da doença - e seus pais. O trabalho é feito através de encontros, passeios, excursões, festas e cursos, entre outras atividades.
A motivação dos fundadores do Felicidade Down atende pelo nome de Bruna Teresa, uma jovem de 27 anos de idade, filha do meio do casal. “Você vê muito pai que, quando recebe a notícia de que o filho é down, o mundo cai. Conosco, isso não aconteceu”, conta Tomás. Apaixonado por motocicletas, ele tem justamente na filha deficiente a maior companheira de passeios em duas rodas. “Todo domingo de manhã a gente vai num posto de gasolina para encontrar o pessoal que anda de moto”.
A jovem Bruna, aliás, é um grande exemplo de como a inclusão social pode melhorar a qualidade de vida dos portadores da síndrome. Trabalhando há 12 anos numa rede de lanchonetes, ela sente na pele a importância de uma vida próxima do considerado normal. “O trabalho abre uma dimensão totalmente nova. Minha filha se tornou outra pessoa, se valoriza mais”, conta o pai, orgulhoso.
O Felicidade Down não é uma entidade constituída e funciona sem CNPJ, atas de reuniões, diretoria e livro caixa. A opção do casal de fundadores foi justamente pela fuga da burocracia. “Não fazemos assistencialismo. Somos uma comunidade”, explica Tomás. Filosofia que se reflete também na hora de arrecadar fundos para as atividades: “Se vamos fazer um passeio, vemos quantas pessoas podem ajudar e dividimos o valor”. Assim, o grupo não tem dinheiro em caixa.
O tempo e a energia economizados com a dispensa de trabalhos burocráticos são utilizados na realização de atividades voltadas à inclusão dos portadores de Down. Passeios, idas ao cinema e visitas ao zoológico são comuns. O grupo também firma parcerias para oferecer aos deficientes cursos de inglês, de modelo, balé, informática, teatro e aulas de futsal. O ‘Felicidade’ ainda organiza as comemorações, em Sorocaba, do Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março).
Inclusão começa pelos pais
Por incrível que possa parecer, a maior dificuldade dos responsáveis pelo Felicidade Down não está em convencer a sociedade da importância da inclusão, mas sim trabalhar para que os próprios pais dos deficientes entendam isso. “Nossa ideia é fazê-los verem que é possível (a inclusão)”, diz Tomás. Segundo ele, o maior problemas que um down pode enfrentar é o superprotecionismo dos pais. “Trabalhamos para alertá-los que o filho deles não é um cachorrinho, mas um ser humano. E o jeito de motivar é mostrar que a criança pode ser feliz, buscar sua própria identidade e autonomia”.
O responsável pelo grupo avalia que, em Sorocaba, ainda são poucos os portadores da Síndrome de Down que interagem com a sociedade. “O resto está em casa, guardadinho”, critica. A estimativa é baseada na própria dificuldade que ele e sua esposa encontram quando vão organizar alguma atividade. “A Célia fica telefonando. Liga para 100 famílias e consegue 20”, exemplifica. Até mesmo a inclusão no mercado de trabalho é dificultada pela resistência dos pais.
Mas, se ainda há quem relute em deixar o filho down conviver normalmente com a sociedade - muitas vezes por falta de informação -, as crianças e jovens com a sorte de terem pais “liberais” saboreiam a melhor qualidade de vida que adquirem ao longo do tempo. Por conta dos eventos e encontros promovidos pelo ‘Felicidade’, uma turma de fiéis amigos se formou. “Eles conversam pelo MSN, orkut e telefone. Criaram um círculo que antes não existia”, ressalta Tomás. Festas de aniversário e até baladas são frequentadas pelos downs, que por conta disso acabam fazendo amizades também com pessoas sem deficiência. Esta espécie de circuito social reúne, atualmente, cerca de 30 famílias.
No Carnaval
No Carnaval de rua deste ano, 20 downs desfilaram num bloco da escola de samba 28 de Setembro. A apresentação dos deficientes na passarela do samba, que ocorreu pela terceira vez, traz a cada ano uma nova e fortalecedora experiência. “A plateia levanta, bate palmas e vibra. O pessoal percebe que, para quem está desfilando, é uma vitória”, resume Tomás.
Esta reportagem foi publicada no “caderno” Jogada, do site do Diário do Nordeste, em 06/02/2010 e mostra como é importante cada um fazer um pouco, sem depender dos poderes púbicos e ineficientes do Brasil, na hora de praticar a inclusão e combater o preconceito e o isolamento social.
Karatê e inclusão social
reportagem de MOACIR FÉLIX
Projeto implantado na cidade de Pacajus – CE usa a milenar arte marcial para promover inclusão social, com ação de voluntários
Adultos e crianças portadores de necessidades especiais recebendo normalmente aulas de karatê é uma cena pouco comum nas tradicionais academias espalhadas pelo Estado.
Mas na cidade de Pacajus um projeto denominado “É preciso saber viver” utiliza a citada modalidade para promover a inclusão social dos deficientes visuais e portadores da Síndrome de Down daquele município.
Socialização
Idealizador desse projeto, Adolfo Aguiar fala sobre a pioneira iniciativa. “Eu tenho dois filhos, Adolfo Aguiar Filho e Beatriz Darley Aguiar, que praticam o karatê e sempre os acompanhei na atividade esportiva. Mas tinha vontade de ver pessoas com dificuldade de se integrar à sociedade, como deficientes visuais e portadores da Síndrome de Down, praticando o karatê também”. E para plantar a semente do projeto “É preciso saber viver” Adolfo conversou com o professor Ivanildo Soares, que não só aprovou como aceitou colaborar com a iniciativa. “E desde então a gente vem batalhando para atrair pessoas com necessidades especiais para o projeto”, afirmou Adolfo.
Gratuito
Os para-atletas que integram o projeto “É preciso saber viver” , cujas aulas são ministradas na Fundação Maloca dos Brilhantes, contam com apoio total. “Nós começamos a trabalhar com o projeto há quatro meses, mas é difícil conseguirmos para-atletas. Fizemos um sacrifício e compramos um tatame justamente para atrair mais atletas especiais, contudo, essas pessoas geralmente são reservadas e não se enturmam com facilidade”, explicou Adolfo. E ele prosseguiu: “Mas a gente vem tentando aumentar o número de karatecas especiais. Nós bancamos tudo e quem sabe, um dia, com essa ajuda, possamos chegar até numa Paraolimpíada com esses meninos? O sonho é esse”, completou o benfeitor.
Detalhe
Mas além do foco nas pessoas com necessidades especiais, o projeto idealizado por Adolfo Aguiar também abriga alunos não-especiais. “Além dos dois alunos especiais, contamos também com karatecas não-especiais. No grupo são 140 integrantes. Eles não pagam para participar das aulas. As mães dos atletas que não têm problemas colaboram fornecendo os quimonos, porém, os alunos especiais recebem material do nosso projeto. E quando há um campeonato pagamos inscrição, alimentação para os atletas e as mães, e ainda ajudamos com o transporte se a competição acontecer em Fortaleza”, concluiu Adolfo.
Aproveitamento
Para o professor Ivanildo, que comanda a equipe que atua no projeto É preciso saber viver, “a facilidade de dar aulas é muito favorável, porque eles aprendem rápido, principalmente os atletas especiais, que são nosso principal público-alvo. É prazeroso participar do projeto”, ressaltou o mestre do karatê, que trabalha como voluntário. E Ivanildo salientou que “seu trabalho voluntário faz com que os alunos se dediquem nos treinos. Eles dizem: ´Professor, o senhor trabalha de graça pra gente, então vamos retribuir conquistando medalhas para o senhor´”.
A síndrome de Down, para quem não sabe, é uma alteração genética na trissomia do cromossomo 21 que causa, entre outras coisas, um pequeno atraso intelectual acompanhado de dificuldades de fala, motricidade (em função da hipotonia) e um déficit de atenção.
Porém, todo o prejuízo que essas pequenas dificuldades podem causar é profundamente amenizado com sessões constantes de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Infelizmente, salvo a fisioterapia, os demais tratamentos, sabe-se lá o porquê, são considerados “perfumaria” ou supérfluos não apenas pelas administradoras dos planos de saúde como também pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável pela regulamentação do setor. Essa é a conclusão a que chego após os acontecimentos recentes.
Ficou confuso? Não se preocupe. Continue lendo que tudo ficará mais claro.
Para entender o caso
Em 2009 o plano de saúde da empresa onde trabalho mudou. Deixamos para trás do pesadelo da “Amiguxo” e sua malfadada rede própria e adentramos em uma prometida “nova era” com a “Avril” (que, eu descobri mais tarde, comprou a “Amiguxo”). No ato da inclusão de Logan no plano, além de informar sua condição de portador da síndrome de Down, foi informada também a sua necessidade de sessões constantes (pelo menos uma vez por semana) de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Na hora de fechar negócio, para os corretores, é tudo uma maravilha. É um tal de “ah, não se preocupe” pra cá, um “está tudo em ordem” pra lá, mas, na prática, que é onde realemente importa, as coisas não funcionam dentro desta propagada “normalidade” e “facilidade”.
Com relação às sessões de fisioterapia estava tudo tranquilo. Não havia limitação de sessões. Já no que dizia respeito à fono e à TO, quanta diferença.
A “Avril”, respaldada pela Resolução Norminativa (RN) número 167 de 9 de janeiro de 2007 que diz em seu Artigo 14, seção 3: “o Plano Ambulatorial compreende os atendimentos realizados em consultório ou em ambulatório, definidos e listados no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, não incluindo internação hospitalar ou procedimentos para fins de diagnóstico ou terapia que, embora prescindam de internação, demandem o apoio de estrutura hospitalar por período superior a 12 (doze) horas, ou serviços como unidade de terapia intensiva e unidades similares, observadas as seguintes exigências” e em seu parágrafo 3, da mesma seção 3, determina a “cobertura de consulta e sessões com nutricionista, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional de acordo com o número de sessões estabelecido no Anexo I desta Resolução, conforme indicação do médico assistente”; o que, de acordo com o mencionado Artigo I, dá a seguinte cobertura (no caso de sessões de fonoaudiologia):
1. Cobertura obrigatória de 24 consultas/sessões por ano de contrato
quando preenchido pelo menos um dos seguintes critérios:
a. pacientes com perda de audição (CID H90 e H91);
b. pacientes com gagueira [tartamudez] ou Taquifemia [Linguagem
Precipitada] (CID F.98.5 ou F.98.6);
c. pacientes com transtornos específicos do desenvolvimento da fala e
da linguagem (CID F80);
d. pacientes com fenda palatina, labial ou lábio palatina (CID Q35, Q36
e Q37);
e. pacientes com disfagia (CID R13);
f. pacientes portadores de anomalias dentofaciais (CID K07);
g. pacientes portadores de um dos seguintes diagnósticos: Disfasia e
afasia; Disartria e anartria; Apraxia; Dislexia e Disfonia (R47.0;
R47.1; R48.2 e R48.0 e R49.0).
2. Para os casos não enquadrados nos critérios acima, a cobertura
obrigatória é de 6 consultas/sessões de fonoaudiologia por ano de contrato.
E a seguinte cobertura para terapia ocupacional:
1. Cobertura obrigatória de 12 consultas/sessões por ano de contrato,
quando preenchido pelo menos um dos seguintes critérios:
a. pacientes com diagnóstico de Demência (CID F 00 à F 03);
b. pacientes com diagnóstico de Retardo (CID F 70 à F 79).
Em resumo: 6 sessões anuais de fonoaudiologia e 12 sessões anuais de terapia ocupacional.
Qualquer médico digno de ostentar um diploma na parede sabe perfeitamente que esse número de sessões, para o portador de síndrome de Down, é o mesmo que nada. O que nos leva à seguinte questão: está correta a ANS em determinar um número tão pequeno de sessões sem (até onde pude me informar) efetuar uma consulta e uma pesquisa séria sobra a necessidade dos SD (entre outros)?
Ou será que a agência responsável por cuidar do bom funcionamento dos, absurdamente caros, planos de saúde no Brasil, considera os SD cidadãos de segunda categoria indignos da atenção das adminstradoras que recebem rigorosamente em dia seus valores mensais?
No momento da assinatura do contrato a operadora foi claramente informada das necessidades de Logan. Mas, graças à RN 167 e aos seus Anexos I e II, ela pode se dar ao direito de ignorar as necessidades de desenvolvimento não só dele mas de todos os associados que se encontram na mesma situação porque o órgão supostamente encarregado de coibir este tipo de “armadilha contratual” a transforma em Resolução Norminativa o que, em outras palavras, significa “Lei”.
Sim. De acordo com a atentendente da ANS com quem falei nesta semana na busca de uma solução para o caso, uma vez que a última sessão de fonoaudiologia coberta pela “Avril” realizou-se no sábado passado, o teor da RN 167 e de seus Anexos têm valor legal e devem ser cumpridos, cabendo à administradora do plano abrir ou não uma excessão e conceder mais sessões ao associado.
Levante a mão a operadora que está disposta a pagar pelas sessões adicionais de fonoaudiologia e TO.
Em português claro seria o mesmo que a “Avril” me dizer: “sabemos que ele precisa de fonoaudiologia e terapia ocupacional, mas a ANS diz que não preciso atendê-lo nesse caso, então, tenha um bom dia”.
Um plano de saúde, no meu entender, serve para cuidar da saúde do associado em todas as suas necessidades. Um órgão como a ANS que defende — segundo dados da secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal, de janeiro de 2006 —, 38 milhões de usuários de planos de saúde no país, deveria servir para garantir que os referidos planos cumpram com seus deveres e dêem aos associados aquilo que eles precisam em troca das mensalidades que, embora abusivas, são pagas normalmente. Talvez a sociedade devesse ter sido consultada sobre a RN 167 e seus Anexos I e II (se não a sociedade, pelo menos instituições habituadas a lidar e defender os direitos dos portadores de necessidades especiais deveriam ter sido consultadas e ouvidas com muita atenção). Talvez o Ministério Público devesse arregaçar as mangas e acabar com esse desrespeito à população.
A necessidade do atendimento está mais do que comprovada. O prejuízo causado ao paciente sem essa assistência também está mais do que comprovado. Mas, ao que tudo indica, desde que o prejuízo não seja da “Avril” e nem da ANS, ninguém, nem mesmo o Ministério Público parece se importar.
E assim segue a vida no Brasil do mensalão, da impunidade, da São Paulo alagada e da população que, assim como o gado, segue em frente, sem olhar pra trás e sem se importar com o certo e o errado, com o justo e o injusto.
Ou então meu raciocínio está errado e o usuário dos planos de saúde paga para ser ignorado com um certo ar de deboche e não para ser atendido de forma correta, com dignidade, respeito e atenção.
Notícia veiculada no site da ABN News em 18/01/2010
Modelo deficiente conta história de luta em biografia
 A modelo Vanessa Vidal
BRASÍLIA [ ABN NEWS ] - Miss Ceará e Miss Brasil Beleza Internacional 2008, Vanessa Vidal lançou na sexta-feira (15) na sede do ICEP Brasil a biografia A Verdadeira Beleza - Uma história de superação. No livro, Vanessa narra sua jornada pessoal ao mesmo tempo em que conta a história de sua luta pela divulgação da cultura surda. Sua história de vida é contada na Língua Brasileira dos Sinais (LIBRAS) e traça paralelos com o mundo das pessoas deficientes e seu esforço para se manifestar na sociedade.
Exemplo de cidadania, a deficiente auditiva Vanessa nos mostra que a beleza pode vir acompanhada de consciência social. Sua luta pela inclusão social dos surdos é uma cruzada contra o preconceito sofrido por deficientes em todo o Brasil. A história de vida da modelo reflete parte da cultura cearense e aponta caminhos para superação de limites e um desenvolvimento social mais responsável.
O livro tem apresentação do jornalista Tarcísio Matos, um amigo da família da modelo. “Há mais encanto no espírito determinado de Vanessa que em seu belo rosto e corpo modelar. Miss, modelo, filha querida, cidadã. A busca por inclusão não se restringe aos anseios de si mesma. Enxergou no outro, após certa maturidade, a âncora das investidas. Descobriu que todas as deficiências são da sua conta”, atesta o jornalista.
SERVIÇO
A Verdadeira Beleza - Uma história de superação
Autobiografia de Vanessa Vidal
Preço: R$ 25,00
ICEP Brasil
No último dia 31 de dezembro, a página de concursos do site do jornal Correio Brasiliense publicou notícia sobre o concurso aberto pelo Ministério Público de São Paulo para preencher 75 vagas de promotor substituto.
Desse total de vagas, que por motivos mais do que óbvios possui exigências com relação à formação e experiência profissional dos candidatos, 5% serão destinadas a portadores de necessidades especiais (ou, como no texto do jornal que pode ser lido na íntegra aqui, deficiência).
Novamente um órgão público mostra o caminho, contratando aqueles que, na maioria das vezes por motivos fúteis, são deixados “de lado”, à margem da sociedade.
Espalhe essa notícia. Mesmo que você não conheça ninguém que se enquadre no perfil indicado pelo edital o texto, com certeza, chegará às mãos de alguém que poderá fazer bom uso dessa oportunidade.
Duas notícias veículadas no portal G1 nos últimos dias mostram que o mercado de trabalho público e privado começa a encarar de frente o desafio de pôr um fim à discriminação e criar vagas para portadores de necessidades especiais, não apenas nos níveis mais básicos da estrutura profissional, mas também em ocupações de chefia e gerência.
Veja abaixo a íntegra das duas reportagens e passe adiante. Com certeza chegará às mãos de alguém interessado e precisando de uma (re)colocação no mercado de trabalho.
Reportagem publicada em 25/12/2009 - Concurso Público - clique aqui para ler no G1
Ministério do Trabalho e Emprego abre concurso para 234 vagas
Cargo é de auditor fiscal do trabalho, com salário inicial de R$ 13.067.
Oportunidade exige grau superior e inscrições são feitas pela internet.
Do G1, em São Paulo
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou no Diário Oficial da União o edital de abertura do concurso público para 234 vagas no cargo de auditor fiscal do trabalho. Para participar do concurso é preciso ter curso superior concluído, em qualquer área de graduação. O salário inicial é de R$ 13.067 com jornada semanal de 40 horas. Do total de vagas, 12 são reservadas a portadores de deficiência.
Confira lista de concursos e oportunidades
A inscrição poderá ser feita somente na internet, no site www.esaf.fazenda.gov.br, entre 10h do dia 18 de janeiro de 2010 e 23h59 do dia 1º de fevereiro (horário de Brasília). O valor da taxa de inscrição é de R$ 130 e deve ser pago por meio de boleto eletrônico até o dia 2 de fevereiro, em toda rede bancária.
Só poderá solicitar a isenção da taxa o candidato inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e ser de família de baixa renda. O formulário para a requisição está disponível no mesmo site e deverá ser feita entre as 10h de 18 de janeiro e as 23h59 de 19 de janeiro.
As avaliações serão feitas por meio de duas provas objetivas, um teste discursivo e sindicância de vida pregressa. A data das provas ainda não foi divulgada.
As vagas são para as superintendências do Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Tocantins.
Reportagem publicada em 28/12/2009 - Emprego Inciativa Privada - clique aqui para ler no G1
Centro de emprego em Guarulhos (SP) seleciona para 2,8 mil vagas
Salários variam de R$ 465 a R$ 3,6 mil.
Maior número de vagas é para ajudante de carga e descarga.
Do G1, em São Paulo
O Centro Integrado de Emprego, Trabalho e Renda de Guarulhos (SP) seleciona candidatos para 2.886 vagas. Os salários variam de R$ 465 (ajudante de carga e descarga de mercadorias, lavador de carros e vendedor interno) a R$ 3.600 (desenhista projetista mecânico). A carga horária, os benefícios e a escolaridade variam de acordo com os cargos pretendidos.
Veja a lista de concursos e oportunidades
Os cargos com maior número de vagas são para ajudante de carga e descarga (228), auxiliar de produção (225), operador de telemarketing (122), motorista carreteiro (115), ajudante de limpeza (77), porteiro (60), operador de caixa (55) e repositor de mercadoria (48).
Há também vagas com remuneração mais alta, como analista de custos (R$ 3.500), gerente de depósito (R$ 3.000), almoxarife (R$ 2.400) e motorista carreteiro (R$ 2.000).
Portadores de deficiência
Do total de vagas abertas, 471 são para portadores de deficiência em ocupações como operador de supermercado (180), auxiliar de linha de produção (120) e auxiliar administrativo (55). Os salários variam de R$ 471 (ajudante de cozinha) a R$ 1.200 (técnico mecânico).
Os interessados devem comparecer a um dos quatro postos do Ciet, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. É preciso apresentar carteira profissional, CPF, RG, título de eleitor e número do PIS.
Veja os endereços dos postos:
Posto Centro: Rua São Vicente de Paula, 163
Posto Cumbica: Rua Capitão Aviador Walter Ribeiro, 359
Posto Vila Augusta: Rua Antônio Iervolino, 225
Posto Pimentas: Avenida Juscelino Kubitschek, 2760
Superior Tribunal de Justiça mostra que a inclusão profissional pode ser uma realidade no Brasil, dando o exemplo e contratando 25 portadores de síndrome de Down para executarem serviços administrativos de portaria e também para trabalhar no gabinete do presidente da instituição.
O artigo abaixo foi originalmente publicado no site do STJ em 17/12/2009.
STJ contrata portadores de Down para trabalhar na área administrativa
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou, na última quinta-feira (17), a contratação de 25 pessoas portadoras da síndrome de Down que vão trabalhar em serviços administrativos nas portarias e no gabinete do presidente, ministro Cesar Asfor Rocha. A contratação do grupo, fruto de parceria entre o Tribunal e organizações não-governamentais voltadas a esses portadores de necessidades especiais, faz parte das ações de inclusão social do STJ, conhecido como “O Tribunal da Cidadania”. Tais ações serão intensificadas em breve com a ampliação do quadro de deficientes auditivos responsáveis em grande parte pela virtualização de processos do STJ, cuja proposta visa, dar celeridade aos processos, melhor prestação jurisdicional aos brasileiros.
Desde o ano passado, 220 deficientes auditivos atuam na realização dos serviços de digitalização de processos. Esse quadro será ampliado para mais de 300, dentro dos esforços para tornar o STJ no primeiro tribunal do mundo totalmente digitalizado. Atualmente, 23% dos processos recebidos pelo STJ, por mês, estão em formato eletrônico (percentual que era de 1% do total, em julho passado). A equipe de deficientes auditivos já promoveu a virtualização de cerca de 180 mil processos e trabalha na digitalização de outros cem mil. Uma iniciativa que é considerada “mais do que bem sucedida”, conforme informações da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação do Tribunal.
Por parte dos portadores de Down, embora as atividades a serem atribuídas a eles sejam diferentes, a expectativa é de realização de um trabalho igualmente importante no âmbito da inclusão social. Dentro do que determina o programa, 12 dos novos funcionários ficarão lotados no período da manhã e outros 12 trabalharão à tarde. Todos serão distribuídos entre as nove portarias existentes no Tribunal, sendo que um deles ficará lotado no gabinete do presidente. Na véspera do primeiro dia de trabalho, o grupo conheceu as instalações do STJ, foi até o local onde estavam reunidos os ministros, em sessão da Corte Especial, e participou de reuniões com a equipe da Secretaria de Segurança.
“É uma grande responsabilidade trabalhar num lugar desses”, disse em tom orgulhoso Renan de Castro Mota, 25 anos, estudante do 7º ano do ensino fundamental, um dos presentes à visita inicial. O mesmo sentimento demonstrou Liane Martins Colares, 46 anos, que já trabalhou em outros locais, na área de informática. Liane, inclusive, é autora de um livro e afirmou que a nova atividade “além de gratificante é emocionante”, pelo fato de se tratar de um tribunal, órgão diariamente procurado pelas pessoas para fazer reclamações e buscar seus direitos.
Este artigo foi publicado em 02/12/2009 no portal Itu.
Interessante a iniciativa de tornar o abaixo-assinado uma coisa realmente pessoal e fazer com que as pessoas tenham, mesmo que de forma leve, a sensação de estar na pele de outra.
ONU convida Instituto para lançar site manifesto
O Instituto MetaSocial foi convidado pela Organização das Nações Unidas para lançar o Site-Manifesto “Ser Diferente é Normal, e os Direitos são Iguais”, durante a cerimônia do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.
Em dezembro são celebradas várias datas dedicadas ao combate à exclusão, como Dia Mundial de Combate à Aids (1/12), das Pessoas com Deficiência (3/12), dos Direitos Humanos e dos Povos Indígenas (10/12). E o tema inclusão nunca esteve tão em evidência, desde as novelas que retratam a vida de pessoas com deficiência, passando pela decisão do Ministério da Educação (MEC) de garantir escola regular para alunos com qualquer tipo de deficiência, ao projeto de lei que criminaliza a discriminação contra idosos, homossexuais e pessoas com deficiência.
É nesse cenário que chega à Internet uma campanha inovadora criada pela agência de publicidade Giovanni+DraftFCB - “Ser Diferente é Normal, e os Direitos são Iguais”: um abaixo-assinado virtual que usa a tecnologia para conscientizar e promover a inclusão de todos, sem exceção.
Diferencial
O grande diferencial deste manifesto, é que, ao invés de aderir com o nome, a pessoa “assina“ com a própria imagem. Mudando seu rosto para aparentar ter síndrome de Down, o internauta entra na pele de uma das parcelas da população que mais sofre preconceito: as pessoas com deficiência intelectual, e ajuda a levar adiante a mensagem de que Ser Diferente é Normal e, portanto, todos devem ter os mesmos direitos.
Personalidades como Cauã Reymond, Ana Maria Braga, Malu Mader, Guilherme Berengher, Marcos Pasquim, e tantos outros já emprestaram seu rosto a essa causa.
O site é também uma forma leve e divertida de chamar a atenção, de forma interativa, para a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Aprovada pela ONU em 2007 e ratificada com força constitucional pelo Congresso brasileiro em 2008, a Convenção, que garante que as pessoas com deficiência exerçam seus direitos em igualdade de condições com os demais, ainda é desconhecida de grande parte da população.
Facebook da Diversidade
Apelidada de “Facebook da Diversidade”, a campanha “Ser Diferente é Normal, e os Direitos são Iguais” já passou no teste de popularidade: recebeu 600 mil acessos em um fim de semana em que foi apresentada ao público, em março deste ano, e ganhou dois prêmios no Festival de Publicidade do Rio em setembro de 2009. Também em setembro, a campanha foi pré-lançada para um milhão e meio de pessoas por Regina Casé, nas ruas de Nova York, durante o Brazilian Day.
- Direito a informação
Extraído do site Entre Amigos, mais um fato que precisa ser amplamente divulgado.
Conhecer os di... - Péssimo exemplo
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Sempre ouvi dizer que não importa muito o gosto da papinha que é dada aos bebês. Que isso nã... - Deficiente?
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