A Vida com Logan

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Relacionamentos Amorosos

by Camila Dias on 19 de março de 2013 at 7:23
Posted In: Blog

Antigamente, por conta falta de informação, as famílias “escondiam” a pessoa com síndrome de down em casa. Muitas vezes, essas pessoas cresciam sem aprender a falar, ler e escrever o próprio nome ou até mesmo comer sozinho. Hoje, felizmente, os tempos são outros, e jovens nascidos com SD estão ganhando o mundo e mostrando que eles são tão capazes quanto qualquer um de nós de viver  a vida de forma plena, de concluir os estudos (inclusive de nível superior), inserir-se no mercado de trabalho e também de viver  a VIDA À DOIS!

Sim, senhores, qual seria o problema de uma pessoa com SD namorar, casar e ter uma família para chamar de sua? A ciência já mostrou que a maioria dos homens com SD tem baixa ou nenhuma fertilidade. Mas não são todos! As taxas também mostram que não é porque um dos pais tem SD que a criança vai obrigatoriamente ter também, a chance maior é quando ambos pai e mãe tem SD, mas, há casos que a criança não nasce com a trissomia. É claro que um bebê requer cuidados, todos os pais e mães precisam de uma ajudinha, as pessoas com SD também vão precisar do apoio dos pais e familiares, talvez um apoio um pouco maior, talvez na mesma medida.

Mas, filhos à parte – mesmo porque atualmente não existe mais aquela “pressão” da família para que um jovem casal tenha filhos o quanto antes –, vamos falar de namoro e casamento. Eu, como madrasta de menino com SD, ainda não consigo ver meu loiro lindinho namorando (risos) puxa vida, a gente cuida, dá banho, veste e depois vem um rabo de saia para querer o guri só pra ela! Não, não! Enfim, os relacionamentos são naturais, todo mundo tem direito a amar e ser feliz! No site UOL relacionamento, há uma matéria muito interessante sobre esse assunto, onde o geneticista Zan Mustacchi diz:

 “Percebemos um aumento no número de pessoas com Down que namoram, têm uma vida social boa. Há mais esclarecimento da sociedade, as famílias permitem mais e existem mais oportunidades”.

Fica o convite para todas as famílias refletirem no assunto e ajudarem seus filhos a serem cidadãos plenos e felizes em todas as facetas da vida! Abração!

└ Tags: amor, casamento, namoro, relacionamento, Síndrome de Down
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Achados e perdidos

by Camila Dias on 18 de março de 2013 at 8:27
Posted In: Blog

Minha mãe sempre foi muito cuidadosa com meu material escolar e meus pertences. Ela identificava tudinho, escrevia meu nome, o nome da escola e o telefone de casa em todas as abas de livros e cadernos. Sempre me exigiu voltar para a casa carregando tudo que estava comigo ao sair. Lembro bem de uma vez ter esquecido a minha sombrinha na escola, chegar em casa e ter de voltar até a escola para reavê-la. Cheguei lá, as serventes estavam arrumando a sala de aula e ali ela, esperando por mim. Em outra ocasião, perdi minha jaqueta jeans, mas essa eu não consegui de volta. O castigo foi “nunca mais compro outra jaqueta jeans para ti”. De fato, isso ocorreu quando eu tinha uns 8 ou 9 anos, só tive outra igual àquela aos 16, quando comecei a trabalhar (estou com 34 anos, e ela continua lá, bonitinha, no meu guarda roupas)!

Esse ano, Logan já esqueceu um guarda-chuva e um brinquedo na escola que, assim como a velha jaqueta jeans, não reapareceram. E ninguém tem culpa, simplesmente é natural de toda a criança perder algo; distrair-se como uma brincadeira mais interessante e esquecer de guardar de volta na mochila (o próprio Flavio fez uma lista de coisas que ele lembra de ter perdido na escola e mesmo dos incontáveis guarda-chuvas esquecidos em bancos do metrô, ônibus e padarias). Mas aí, vocês vão comentar em baixo do texto:

- Mas, Camila, e aquelas crianças que pegam pra olhar, se encantam e acabam levando pra casa?

Sim, isso acontece! Mas não por maldade. Muitas vezes, a criança se encanta, fica brincando e no fim do dia, sai correndo pra casa e… os pertences alheios vão junto! É maldade? Claro que não! Quando muito, um “acidente de percurso” e olhe lá.

Então, como fazer para evitar perdas, extravios e afins?

Simples: não evitamos.

É sério. Não existe fórmula mágica (e muito menos, infalível). Quando muito, podemos (pais e escola) tomar alguns cuidados que facilitam o retorno do que foi extraviado. Cuidados como os que seguem abaixo.

Por parte dos pais:

- identificar cada pertence com um material que seja resistente ao uso do mesmo. Usar: caneta para tecidos, etiquetas de vinil, etiquetas auto colantes, carimbo…

- conversar com seu filho que tudo que ele quiser usar/olhar/brincar, mas que não lhe pertence, deve ser devolvido ao final do dia ou da brincadeira.

- verificar diariamente a mochila das crianças e, caso identifique algo que não pertence aos filhos, escrever um bilhete para a professora dizendo “olha, veio por engano, por favor, retorne ao dono” para dar contornos formais à devolução e também mostrar à criança que aquilo ali não é dela e que ela precisa cuidar pra não trazer para casa objetos dos coleguinhas.

- e, claro, ao notar que algo está faltando algo na mochila de seu filho, informar o quanto antes à escola e pedir que verifiquem se o objeto faltante está por lá.

Por parte dos professores e escola:

- Um cartaz de “achados e perdidos”,  com um pequeno incentivo, pode ser uma boa maneira de manter a classe toda atenta e participante, cum um ajudando a cuidar dos pertences do outro. No caso de algo extraviado, o cartaz pode oferecer uma recompensa como, por exemplo: Logan perdeu um Hot Wheels, quem encontrar, ganha uma cartela de adesivos !

- Avisar aos outros pais, através de uma circular, sobre o objeto extraviado para que eles possam verificar se o mesmo não acabou indo, por engano, junto com as coisas de seus filhos.

***

São medidas bem simples, que não garantem 100% de eficácia, mas que podem ajudar na recuperação de objetos extraviados.

└ Tags: A Vida com Logan, Achados e Perdidos, dicas de como não esquecer pertences por aí, filho esquece pertences na escola, Logan, Síndrome de Down
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Restaurante do Tim

by Camila Dias on 12 de março de 2013 at 19:48
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O Tim é dono de um restaurante chamado Tim´s Place em Albuquerque, Novo México, EUA.. Tim acorda todos os dias, troca de roupa, toma o café da manhã e sai feliz da vida pela rua, para ir ao trabalho. Chega em seu restaurante, cumprimenta todo mundo, elogia os cozinheiros. Quando os primeiros fregueses começam a chegar, ele corre para porta, recebe a todos, cumprimenta, os conduz até a mesa e ABRAÇA todo mundo!

E não para por aí, no restaurante há um contador de abraços na parede, todo abraço é contabilizado!

Sim, ele ABRAÇA! No vídeo, ele diz que comida é comida, o restaurante dele serve comida boa mas a especialidade da casa são os abraços!

Assistam aos vídeos (em inglês) e vejam como é a rotina deste restaurante pra lá de especial.

***

└ Tags: abraços, dono de restaurante tem SD, Síndrome de Down, Tim, Tim´s Restaurant
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Programação Infantil na Casa das Rosas

by Camila Dias on 7 de março de 2013 at 17:50
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Quem passa pela Avenida Paulista, a caminho da Vila Mariana, do lado direito vê uma casa muito linda em arquitetura antiga, rodeada de flores, ou melhor dizendo, rosas! É a Casa das Rosas! Desde a primeira vez que vi, me encantei demasiadamente. Como uma boa imaginadora, até criei situações de vivências naquele jardim lindo e maravilhoso!

E não desanime, porque o público pode entrar, pode andar pelo lindo jardim e o melhor, estão com uma programação infantil para podermos ir com nossos pequenos! E o próximo evento é uma oficina que vai mostrar como é o trabalho de um escritor. Eu estou louca para ir e muito ansiosa em ver como Logan e Max vão encarar a brincadeira!

Onde: Casa das Rosas
Endereço: Av Paulista, nº 37
Quando: 17/03/2013 às 15h

 

 

└ Tags: A Vida com Logan, brincadeiras, Casa das Rosas, criança, crianças, família, final de semana, imaginação, lazer, Logan, Max, programação infantil, São Paulo
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Encantada com o Palavra Cantada

by Camila Dias on 4 de março de 2013 at 17:23
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O Palavra Cantada, composto por Sandra Peres e Paulo Tatit está fazendo a diferença no mundo musical infantil desde 1994. Eu passei a conhecer esse trabalho quando entrei na vida do Flavio e do Logan. Devo dizer que logo de cara, me apaixonei pelas letras que condizem com o universo infantil e com a criatividade em mencionar assuntos tão simples e cotidianos com tanta doçura.

Esse ano, Max ganhou de presente de aniversário um livro e um DVD do Palavra Cantada. Eu achei uma escolha fantástica do casal de amigos que deu, pois, valorizar as produções nacionais que realmente trabalham com qualidade, preservando a integridade e a cultura das nossas crianças, é tudo o que esse país precisa. Todas as canções são uma delícia e é impossível eleger a melhor de todas. Como mãe de filho pequeno que tem de levar lanche para a escola todos os dias, eu considero a música Bolacha de Água e Sal, um must nas conversas de pais e professores na hora de montar o cardápio de dicas para os lanchinhos.

Uma amiga, a Taciane, postou recentemente o seguinte depoimento:

“Fico triste de ver a hipervalorização que o brasileiro dá à música ruim! Nossas crianças crescem com uma bagagem musical muito pobre, desde pequenas cantando babaquices. Palavra Cantada tem uma qualidade musical tão linda, são letras ricas, com melodias ótimas para brincar e aprender, inclusive sobre nossa cultura, e infelizmente não vejo muito sobre eles. Não permitam que seus filhos cresçam viciados à apenas modinhas, músicas pobres, sem conteúdo. Apresentem à eles ritmos diferentes, para que quando seu filho for para a escola, saiba ter ouvido crítico… saiba diferenciar aquilo que é bom, sem preconceito de ritmo ou estilo!
Música enriquece, alegra! Cultive isso na sua casa e não vai se arrepender!”

Escrevo esse texto para convidar a todos a conhecerem esse grupo porque, para mim, ele está no mesmo patamar de obras como A Arca de Noé do Vinicius de Moraes e Os Saltimbancos do Chico Buarque.

E aproveitando o ensejo, dia 21 de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down. O Movimento Down – uma ONG da cidade do Rio de Janeiro -, foi fundando nesse dia e está realizando um Concurso Cultural, onde os vencedores ganharão ingressos para assistirem ao Palavra Cantada. Veja como participar, clicando em Movimento Down e boa sorte!

 

└ Tags: Concurso Cultural, dia internacional da síndrome de down, ingressos, Movimento Down, Palavra Cantada, show, Síndrome de Down
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